Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

sexta-feira, junho 30

Saudades do futuro

O filho de quatro anos de um amigo meu começou agora a saber escrever o seu nome. Mas só no computador - no papel ainda não consegue. Eis portanto um sinal dos tempos. As crianças e os jovens de hoje começam a chegar à escrita (e depois à leitura) pelos computadores e não pelo papel.

Isto, transposto para o mundo dos "media", só confirma o mais que previsível, no médio-prazo: hoje os produtos online são complementares aos jornais; um dia será ao contrário: os jornais serão produtores complementares "de luxe" dos suportes digitais.

Devo dizer que deste tempo futuro não tenho medo nenhum, pelo contrário, até anseio. O momento actual, de transições e hesitações, é que me chateia. O que eu quero sei eu: fazer jornalismo. Tanto me faz que seja num jornal de papel como num qualquer formato html. Aliás, digo mais: é muito mais engraçado fazê-lo num suporte que permita "links" do que num que não permita: economiza-se texto; mas exponencia-se a capacidade informativa. Lamento que o sistema económico dos "media" - as próprias empresas de comunicação social e as que lhe estão associadas por via da publicidade - ainda não tenha chegado aqui.
|| JPH, 19:51 || link || (0) comments |

Remodelação (X)

A esquerda (do PCP e do Bloco) está triste: saiu do MNE um fundador do CDS para dar lugar a um militante do PS.
|| JPH, 19:09 || link || (0) comments |

Voltando ao que interessa

Foi eliminada a selecção do único país do mundo habitado por europeus: a Argentina.
|| JPH, 18:50 || link || (0) comments |

Remodelação (IX)

Eu aqui também previ a demissão de Freitas. E até que Portugal estaria a jogar nos quartos de final com a Inglaterra. Vejam a data do post. O algodão não engana.
|| JPH, 18:39 || link || (0) comments |

A normalidade constitucional...

... está restabelecida.
A SIC-Notícias continua a discutir futebol e o Mundial2006 no seu "OpiniãoPública". Remodelação? Nã... Freitas? Quem? Um avançado da Argentina?
|| Nuno Simas, 17:53 || link || (0) comments |

Ministros e ministros (ii)

E que tal ouvir-se o embaixador do Irão sobre a demissão de Freitas do Amaral?
|| Nuno Simas, 17:23 || link || (0) comments |

Ministros e ministros

A frase é de uma amiga minha, a M.: "Olha, saiu o único ministro de esquerda!"
|| Nuno Simas, 17:20 || link || (0) comments |

já agora

jcd stands for?...
|| f., 17:00 || link || (0) comments |

Remodelação (VIII)

Já agora: não desvalorizo os argumentos de saúde invocados por Freitas do Amaral para se demitir. É certo que ele era um "caso político". Mas acredito perfeitamente no que oficialmente alegou (e nem faço piadinhas do género 'há males que vêm por bem"). Faço-o por experiência própria. Sei de um jornalista - um tal de João Pedro Henriques - que há muitos, muitos anos, face a rumores de uma eventual remodelação governamental, desvalorizou as indicações sobre os problemas de saúde de um ministro que estava na calhar para sair. Uma semana depois o ministro morreu.
|| JPH, 16:31 || link || (1) comments |

Remodelação (VII)

Estou a achar estranho: ainda não li em nenhum blogue nenhum 'post' do género "vêem, eu não dizia, estava escrito nas estrelas". Não perco pela demora: a imodéstia não é o forte da blogosfera nacional. E podem-se sempre modificar posts escritos há seis meses.
|| JPH, 15:58 || link || (0) comments |

que não seja por isso

uma pessoa diz a verdade e é isto.

sim, escrevo com dois dedos, tenho as mãos pequeninas, dá-me maçada carregar no shift, detesto a mania de pôr maiúsculas em tudo e o facto de por razões profissionais ter de as usar onde acho não fazerem nenhum sentido e gosto da mancha de texto assim, direitinha, e não me parece que isso crie algum problema de inteligibilidade (para alguma coisa serve a pontuação) e além disso os blogues existem para fazermos neles o que bem nos apetecer. OK?

é aliás essa uma das questões que me parece -- mea culpa also, of course -- não ter sido suficientemente relevada ontem. os blogues e a sua multiplicação são uma adição de liberdade. e mais liberdade é sempre bom.

incluindo a liberdade de não linkar. ou de, no caso, o contrário, caro jcd (pelo amuo mas também pela graça).
|| f., 15:44 || link || (0) comments |

Remodelação (VI)

Pode ser que seja a inveja a falar. Mas aí vai: sempre que me lembro de Luís Amado lembro-me de uma frase de Vasco Pulido Valente sobre Durão Barroso: "Perfeitinho que nem um ovo. Não tem ponta por onde se lhe pegue."
|| JPH, 15:39 || link || (0) comments |

Remodelação (V)

Quatro notas:
1. Amanhã faltará exactamente um ano para se iniciar a presidência portuguesa da União Europeia. O que significa um certo sentido das efemérides no problema de saúde que levou Freitas a deixar o Executivo;
2. A remodelação é a prova de que o gamismo rules no PS. O seu poder é inversamente proporcional à dimensão do grupo. Na verdade, nem se pode falar em "grupo". É mais um estado de espírito.
3. No quadro das análises esquerda/direita pode dizer-se que indicação de Amado para MNE revela uma viragem à direita. Na relação com os EUA, por exemplo, agora muito mais próxima. E isto, a bem dizer, tanto se pode afirmar quanto a Amado como quanto a Severiano Teixeira. Na linguagem esquerdalha são aquilo a que chama(va) dois bons "amigos dos americanos".
4. E sobre Timor? Não sei. Amado tem no seu currículo o facto de ter sido o primeiro governante português a pisar o território depois da invasão indonésia. Esteve lá em 1999, depois do referendo, quando finalmente a ONU enviou um contingente armado.
|| JPH, 15:25 || link || (1) comments |

Remodelação (IV)

Agora a sério: é mau sinal que uma remodelação se faça com um ministro (Luís Amado) substituíndo outro (Freitas). Indicia fraca capacidade de recrutamento. E abala a estabilidade governativa mais do que deveria: um ministro sai e são dois os que assumirão pastas novas, com todos os custos da longa iniciação que isso implica. Fora a dança dos secretários de Estado que aí poderá vir. Podia ser num só ministério e assim poderá ser em dois. A não ser que sejam todos reconduzidos, claro - e assim os dois novos ministros (Amado e Severiano) ficarão com equipas que não escolheram.
|| JPH, 14:59 || link || (1) comments |

Remodelação (III)

Comentário "vanessiano" ouvido aqui nas imediações: "Ao menos vamos ter um MNE charmoso." Há coisas no pensamento feminino que me escapam, definitivamente. A hipervalorização dos cabeludos, por exemplo. (Já quanto às barbas grisalhas entendo perfeitamente.)
|| JPH, 14:54 || link || (2) comments |

Remodelação (II)

Nuno Severiano Teixeira foi indicado para ministro da Defesa. Faz sentido. Mas eu quero é falar de bola e assim não há clima. Não podia ter esperado um dia, a remodelação?
|| JPH, 14:47 || link || (0) comments |

Remodelação

Freitas do Amaral demitiu-se hoje de MNE alegando razões "imperiosas" de saúde. Será substituído por Luís Amado, titular da Defesa. Felizmente amanhã há bola e poderemos outra vez falar de coisas importantes.
|| JPH, 14:34 || link || (0) comments |

Brincar com as palavras... em inglês

Um amigo americano descobriu que tenho um blogue, este.
Escreveu-me um mail. Inventou uma palavra e disse-me que ando muito "wordering". Traduza-se e invente-se outra(s) palavra(s) em português: "palavrando" ou "palavrar".
O meu amigo americano anda enganado. Dizer isso de mim... Logo eu que sou apelidado de colaborador clandestino do blogue!
tse-tse-tse!
|| Nuno Simas, 11:00 || link || (0) comments |

Prémio "Evidentemente..."

"Parlamento pode aprovar despenalização do aborto mas Belém pode não promulgar"

Este maravilhoso título do Semanário - um jornal cada vez mais surpreendente e esotérico - é verdadeiro. Do que me lembro de ler na Constituição: o Parlamento aprova as leis e o Presidente pode promulgar ou pode não promulgar. Helas!
O Parlamento, by the way, também pode não aprovar leis...

Ora, à luz destas maravilhosas descobertas, há outros títulos possíveis, e igualmente divertidos:
"Parlamento pode não aprovar despenalização do aborto mas Belém pode não promulgar"

"Parlamento pode aprovar despenalização do aborto mas Belém pode promulgar"

"Parlamento pode não aprovar despenalização do aborto mas Belém pode promulgar"
|| Nuno Simas, 10:51 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 29

impulse, mas ao contrário

e se de repente alguém me pedisse para falar de blogues? e se eu aceitasse? e se não fizesse a mínima ideia do que dizer? e se fosse na mesma?
|| f., 18:14 || link || (0) comments |

quarta-feira, junho 28

o nosso homem no iogurte

era mais kiwis (verde=green, estão a ver a chalaça?)
|| f., 19:05 || link || (0) comments |

Afinal já não vendo a televisão...

... é mais simples desligá-la.
|| Nuno Simas, 14:37 || link || (0) comments |

terça-feira, junho 27

Já não vou vender a televisão

Afinal já não vou vender a televisão... Preciso dela para fazer posts!
|| Nuno Simas, 20:59 || link || (0) comments |

Brincar com as palavras

sedulous: é tudo o que não sou... no glóriafácil.
(from "word of the day", www.google.com/ig)
|| Nuno Simas, 17:30 || link || (0) comments |

Se não podes vencê-los, junta-te a eles...

A minha estreia como treinador de bancada.

Marienfeld, Alemanha, 27 Jun (Lusa) – O luso-brasileiro Deco,expulso nos oitavos-de-final do Mundial de futebol Alemanha2006,enalteceu hoje o comportamento disciplinar da equipa das “quinas” erevelou a forma correcta com que Portugal aborda os jogos.“Não somos uma equipa violenta. Espero que os árbitros nãoestejam a apontar a Portugal. O jogo com a Holanda (16 cartõesamarelos e quatro vermelhos) não vai voltar a repetir-se. Foi umaexcepção”, disse o internacional português.
(retirado da Lusa)

Acredito que sim, que não são violentos. E até nem são violentos quando dão cabeçadas aos jogadores (como o Figo contra a Holanda) ou quando fazem falta por trás nos adversários (como o Deco fez).
Cabeçadas e pontapés, sim, mas com jeitinho!
|| Nuno Simas, 16:52 || link || (0) comments |

"The Queen is Dead"

De leitura obrigatória, no estadocivil, são os posts comemorativos do disco (era um LP... de capa grande... que saudades do som da fritadeira...) dos The Smiths "The Queen is Dead".

E fico à espera (isto é uma provocação!...) de um desenvolvimento do post "O modelo sueco".
|| Nuno Simas, 16:26 || link || (0) comments |

O meu actual herói

Neste momento, década de 20 do século com o mesmo número, o meu actual herói vive na Alemanha e está felicíssimo: leva pancada de toda a gente. Dos judeus porque se converteu ao islamismo; dos muçulmanos porque é judeu de nascimento - e, segundo falsamente dizem, do judeu mais rasca que existe, o judeu de Kiev.
Pela mesma razão - ser judeu - leva pancada dos nazis e aparentados. Porque escreveu uma biografia certeiríssima do ditador Estaline (uma das primeiras no mundo inteiro) também leva dos comunistas e até a crítica literária do "mundo livre" acha que ele carregou demasiado nas tintas. Toda a gente - não há quem não lhe dê.
Ele (na foto) sorri e não responde: os seus livros vendem como pãezinhos.
Lev Nussimbaum, aliás Essad Bey, aliás Kurban Said, nasceu não se sabe bem onde. Parece que foi num combóio algures entre Zurique e Baku (capital do Azerbaijão), filho de uma russa revolucionária e de um magnata judeu do petróleo. Ele e o pai fugiram de Baku quando vieram os bolcheviques, desaguando em Berlim. A história da mãe é um mistério - parece que se suicidou. Já vos disse para lerem O Orientalista? Sim? Então I shall say this only twice: leiam O Orientalista.
|| JPH, 14:40 || link || (0) comments |

segunda-feira, junho 26

Vou vender a televisão! (actualizada)

Por favor, acabem com o Mundial2006!
Já não suporto os adeptos da selecção a gritar pelo Figo e pelo Cristiano Ronaldo; os treinadores de bancada em todas as televisões e nas mesas de café; o frenesim informativo, especialmente nas TV e rádios, que leva repórteres, em directo do Marques de Pombal, na noite de domingo, a dizer que o hino de Portugal já foi cantado "milhares de vezes"... Desculpe? Importa-se de repetir? Terá sido cantado 1.254 vezes, 2.345 vezes ou 2.785 vezes? Ou apenas mil vezes? O "directo" com o autocarro a partir do hotel para o estádio; as conferências de imprensa do seleccionador nacional; o Maniche a dar os parabéns a si próprio pelo golo contra a Holanda... Ah, e como é interessante ver os nossos rapazes (salvo seja!) a correr pelo campo lá em Marienfeld ou em Gelsenkirchen... E os adeptos portugueses com aquelas vestimentas ridiculas (de verde e vermelho), com as bandeiras nacionais à espera dos jogadores nas portas dos hoteis só para aparecerem na televisão...
O pior é que mesmo nos noticiários "normais" a "injecção" de futebol é igualmente grande!
Vou vender a televisão!
|| Nuno Simas, 19:32 || link || (0) comments |

De facto, é lamentável que este referendo não se faça

1) Concorda que a lei permita a criação de embriões humanos em número superior àquele que deva ser transferido para a mãe imediatamente e de uma só vez?

2) Concorda que a lei permita a geração de um filho sem um pai e uma mãe biológicos unidos entre si por uma relação estável?

3) Concorda que a lei admita o recurso à maternidade de substituição permitindo a gestação no útero de uma mulher de um filho que não é biologicamente seu?

Eram estas as três perguntas propostas pela petição - inviabilizada no Parlamento - a favor de um referendo sobre a procriação medicamente assistida. Gosto particularmente da parte da "relação estável". É, como se dizia antigamente, todo um programa. (Matéria devidamente pirateada aqui.)
|| JPH, 18:44 || link || (0) comments |

DIRECTIVA, A RESPOSTA...

... CARO jph e CARA F.:
DESCONHECIA POR COMPLETO SEMELHANTE DIRECTIVA.
PrOmEtO CuMpRiR ReLigGiOsAmEnTe, cOm RiGoR e LeAlDadE tÃo SUPERIOR directiva.
OrA... é Só PeDiR! ! ! ! !

(Até bastava um mail, Ó JPH!)
|| Nuno Simas, 17:27 || link || (0) comments |

Uma dúvida

Alkatiri caiu. Xanana manda cada vez mais. Quanto tempo falta para ser o Presidente de Timor a controlar completamente as negociações do petróleo com a Austrália?
|| JPH, 15:54 || link || (0) comments |

Selvagens

Sim, sim, estamos todos contentinhos com os nossos meninos, lá passaram aos quartos e tal e coisa, também eu celebrei e tal e coisa. Pois. Mas convém que fique registado algures que eles continuam a comportar-se como uns selvagens em campo, mesmo que tenham alguma razão de queixa (a falta que acabou por tirar o Cristiano do jogo era para cartão vermelho):

1. O primeiro amarelo do Deco foi um favor que o árbitro nos fez, aquilo era vermelho directo;
2. A cabeçada do Figo num tipo qualquer da Holanda também dava vermelho;
3. As celebrações do Maniche do seu próprio golo fora do campo também davam amarelo;
4. O que o Nuno Valente fez a certa altura na nossa grande área foi kung fu e não futebol e não só dava vermelho como penálti e depois, a ser marcado, eu queria ver como é que era.

Enfim, o árbitro não foi brilhante, eu sei, mas nós fomos piores. As coisas são o que são.
|| JPH, 13:27 || link || (0) comments |

Directiva ao dr. Nuno Simas

Caro dr. Nuno Simas,

Aqui neste blogue quem conquistou o privilégio de não usar maiúsculas foi a drª. Fernanda Câncio e não V.Exa. Essa escrita faz parte da identidade dela e não sua. O facto de o sr. dr. ter escrito o post abaixo sem maiúsculas - e tendo em conta o tema - levou-me a concluir, ao engano, que era da autoria da drª Fernanda Câncio. Só depois reparei que não era. Ora aposto que muitos dos milhares de leitores do nosso Querido Blogue fizeram a mesma confusão. Nós não queremos confundir os nossos Queridos Leitores. Os nossos Queridos Leitores já terão confusões que bastem nas suas vidas para nós ainda lhes estarmos a criar mais.

Sem mais de momento, os meus melhores cumprimentos
|| JPH, 13:10 || link || (33) comments |

sexta-feira, junho 23

cá por mim... cá por mim...

... até concordo com o cds-pp. deve ser a primeira vez, acho eu... ou que o admito publicamente, pelo menos! (isto é que é sinceridade, hein?...)
nuno melo fez hoje a proposta. e eu, repito, concordo.

O CDS-PP desafiou hoje a maioria parlamentar do PS a levar a laicidade do Estado até às últimas consequências e acabar com o Bispo das Forças Armadas, com a bênção em inaugurações e com os feriados religiosos.
No debate em plenário de projectos sobre o protocolo do Estado, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, reclamou um lugar de destaque para a Igreja Católica «pelo que representa e pelo que faz em tantas áreas» em Portugal e insurgiu-se contra o «laicismo» do PS.
«Se quiserem ser coerentes com essa visão assim restrita do laicismo não poderão ficar por aqui. Terão também de acabar com as figuras do Vigário Castrense, Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, equiparado a general de duas estrelas», declarou.
«Não há outra alternativa. Para não falar dos feriados religiosos, todos eles relativos ao cristianismo, que o Estado supostamente laico manda respeitar e cumprir», prosseguiu Nuno Melo, questionando também se o PS acabará com as bênçãos em inaugurações.

(o link da notícia é do portugaldiário, mas a notícia, propriamente dita, é da lusa, só que o jornal não a assina... enfim)

sim, além dos bispos fora das cerimónias oficiais, sim, acabem com as bênçãos dos padres e cardeais nas inaugurações de autoestradas, de edifícios, das pontes, que, aliás, de nada valem quando as pontes caem e assim... [eina, eina, que piada de elevado grau de anticlericalismo primário!]
se os socialistas querem separar estado e igreja, vá lá, sigam a sugestão do dr. melo.
enfim, era radical de mais, mas não deixava de ter uma certa piada. não sei se a igreja ficaria muito chateada. desde que não mexessem mais nos seus impostoszinhos e noutros benefícioszinhos e tal... [eina, eina outra piada, a segunda, de elevado grau de anticlericalismo primário!].
|| Nuno Simas, 20:46 || link || (0) comments |

very close up

olhando para os close ups do xanana e do alkatiri que saem hoje, frente a frente, no público, percebe-se tudo. o xanana tem ar de bonzinho e o alkatiri de mau. o xanana é amado pelo povo e o alkatiri não. o xanana é um grande herói e o alkatiri sabemos lá. aquilo de a ala do alkatiri ter ganho as eleições para a assembleia constituinte é uma história muito mal contada -- onde é que estão as manifs a favor dele? onde é que anda a mulher dele, que não diz nada? onde é que andam as reportagens australianas a favor dele? onde é que estão os valorosos bispos timorenses a apelar ao respeito pela legalidade democrática e pela paz e pela ordem? hum?

está-se mesmo a ver.
|| f., 18:45 || link || (0) comments |

love, love, love

When routine bites hard,
and ambitions are low

And resentment rides high,
but emotions won't grow

And we're changing our ways,
taking different roads

Then love, love will tear us apart again

Why is the bedroom so cold?
You've turned away on your side
Is my timing that flawed - our respect run so dry?
[or in the Peel and Bains Douches versions: Is my timing that flawed - have our feelings run dry?]

Yet there's still this appeal
that we've kept through our lives

Love, love will tear us apart again

You cry out in your sleep -
all my failings expose

There's a taste in my mouth,
as desperation takes hold

Just that something so good
just can't function no more

When love, love will tear us apart again

(love will tear us apart, joy division)
|| f., 18:41 || link || (3) comments |

e a veia romântica continua

I've watched your face for a long time
It's always the same
I've studied the cracks and the wrinkles
You were always so vain

But now you live your life like a shadow
In the pouring rain
Oh, it's called love
Yes, it's called love
Oh, it's called love
And it belongs to us

Oh, it dies so quickly
It grows so slowly
But when it dies, it dies for good
It's called love
And it belongs to everyone but us

I've lived my life in the valleys
I've lived my life on the hills
I've lived my life on alcohol
I've lived my life on pills

But it's called love
And it belongs to us
It's called love
And it's the only thing
that's worth living for

It's called love
And it belongs to us
It's called love
Yes it's called love

Oh love is found in the east
and the west
But when love is at home, it's the best

Love is the cure for every evil
Love is the air that supports the eagle

It's called love
And it's so un-cool
It's called love
And somehow it has become unmentionable

It's called love
And it belongs to every one of us

It's called love
And it cuts your life like a broken knife
Oh love love love love love
It's called love
and it belongs to us

It's called love love love love love
It's called love and it belongs to everyone but us

(thieves like us, new order, 1984)
|| f., 18:31 || link || (9) comments |

Prontos, um post

A culpa foi do Martim. Aqui há três semanas ofereceu-me este livro. Tenho-o devorado devagarinho, como aquelas pessoas que comem mousse de chocolate com uma colher de café. Devo aqui recomendá-lo - e faço-o, por mais estranho que vos pareça, apesar de não ser amigo do autor, o jornalista norte-americano Tom Reiss. O Orientalista é a biografia de um personagem absolutamente extraordinário: o judeu natural de Baku (Azerbeijão) Lev Nussimbaum, que se tornou um escritor muito afamado na Alemanha nazi disfarçando-se de príncipe muçulmano e assinando com pseudónimos (Essad Bey e Kurban Said). Mais do que uma biografia deste incrível personagem, O Orientalista é o retrato de uma Europa num tempo conturbadissímo (da I à II Grande Guerra). A não perder, por exemplo, a descrições da Alemanha no pós-I Guerra, ou seja, da Alemanha que , colaborando militarmente com a nova Rússia bolchevique, forjou os nazis e os horrores que se lhe seguiram. Comprem. Ou então peçam ao Martim que vos ofereça. Ele é um mãos largas (mails para mautemponocanil@hotmail.com).
|| JPH, 18:24 || link || (0) comments |

and it's so untrue

Não parece, mas é uma coisa complicada. "Escreve aí 3 mil caracteres sobre o primeiro amor, escreves?". O primeiro amor? Não estou bem certa de saber o que isso seja. Posso falar daquele rapaz cujo nome e rosto não recordo — acho que era vagamente alemão, embora fosse português — que conheci nas férias grandes em Albufeira, quando tinha três ou quatro anos e que reencontrei nos verões seguintes com a palpitação de que o meu coração era capaz (bem mais então que agora). Acho que pensava nele como o meu namorado, ou pelo menos era isso que as nossas famílias diziam. Lembro-me de sonhar com as férias e com ele ao mesmo tempo, numa vertigem de luz e risos, e lembro-me da última vez que o vi, antes de ele ir para fora — seria a Alemanha? — quando nos abraçámos com tanta força que caímos para trás, sobre a calçada da FNAT, que era na altura o nome do INATEL (que entretanto foi demolido, creio). Lembro-me que rimos para não chorar, e não era pela dor da queda.
Mas não creio que seja isso um primeiro amor. Também não me parece que aquele rapaz de cabelo encaracolado e cara de menina que conheci no primeiro ano do Ciclo Preparatório e agora é tanatologista (faz autópsias, credo), que me desprezava porque eu usava óculos, tenha sido isso. Nem o outro a seguir, um baixinho de fundos olhos castanhos que era da minha turma no liceu e ia para os montes com a Dulcineia, uma repetente de cabelo oxigenado e ancas largas que vá-se lá saber porquê empreendeu iniciar os rapazes nos mistérios da carne. É certo que escrevi uns poemas a pensar neles e enchi páginas e páginas dos diários com reflexões sobre o amor e a dor e sei lá mais o quê, mas nada disso conta. Claro, houve depois o rapaz mais velho que de acordo com a tradição popular se quis aproveitar da minha inocência (coitado, sem nenhum proveito) e por quem também me lembro de ter deitado umas lágrimas, sobretudo quando me quiseram — estas famílias que não conhecem o seu Shakespeare — impedir de o ver.
Não: o primeiro deve ter sido o outro, aquele que um dia descobri no fundo de um café entretanto extinto a favor de um stand de automóveis, um café onde as mesas eram feitas de azulejos pintados à mão, daqueles com bonecos folclóricos (tanto que eu queria ter ficado com uma das mesas quando aquilo foi demolido). Passámos meses (ou terão sido semanas?) a olhar-nos de longe, horas a fio (ou terão sido minutos?). Uma vez, estava eu numa geladaria, sentada junto à montra, a ler ou a escrever ou a passar o tempo, ele apareceu e ficou ali, do outro lado do vidro, a queimar-me os olhos até ser insuportável e muito depois disso. Era uma espécie de jogo, um jogo que nunca mais joguei dessa forma. Também nunca mais soube de uma coragem semelhante àquela que um dia me fez entrar no tal café das mesas de azulejo e caminhar até à dele, dizer-lhe "olá, o meu nome é _______. Posso sentar-me?".
A coisa durou um ano, mais mês menos mês. Eu tinha treze (e depois catorze) anos, ele tinha mais cinco e levou pouco tempo a perceber que eu não estava "preparada". É falso: estava perfeitamente preparada para decantar tudo aquilo como sangue demasiado novo, para tudo o que ia doer, para esse tão previsível final infeliz. Não estava preparada para o resto, porque o resto seria ficar por ali.

( para demolir, publicado na notícias magazine)
|| f., 17:46 || link || (1) comments |

olha

tou para aqui on my own (para não dizer sozinha) a blogar há que séculos. façam favor apareçam.
|| f., 16:09 || link || (2) comments |

a blogosfera é ou não é um lugar estranho?

reflectir sobre blogues, com textos longos que se lêem (contra as alegadas leis da blogosfera) muito bem.
|| f., 15:57 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 22

descongelado: também te amo, e isso

Responder a uma declaração de amor é complicado. Do tom ao olhar às palavras, tudo é aferido ao nanomilímetro pelo contra-campo. O silêncio, a não ser que por arrebatamento (desmaiar de felicidade e alegar amnésia ao acordar é uma hipótese, embora um beijo prolongado seja mais trivial), está vedado em absoluto: tem de se dizer alguma coisa. O quê é o busílis – sobretudo se, verdade verdadinha, não palpitamos assim tanto por aquela pessoa mas não a queremos magoar ou (ainda) mandar bugiar (quando a devoção é mútua é muito mais fácil encontrar le mot juste, n’est ce pas?). Diga-se o que se disser, nunca por nunca “E eu gosto muito de ti”(explicando ao outro que está ao nível dos cereais de pequeno almoço, ou nem isso). Tudo o que inclua a palavra “também” é – também – desaconselhável. Tradução: “prontos, toma lá a bicicleta”. Não admira então que a (i)mortal frase tenha encontrado o seu justo lugar nos “modelos” de sms de uma marca de telefones portáteis. Entre o “Reunião, tel. + tarde” e o “Não posso ajudar” (todo um programa, este), lá está: “Também te amo”. O pragmatismo é o fim do romance, ponto.

(texto publicado no contra os canhões do dn e republicado aqui, para o francisco -- que tem um nokia destes)
|| f., 19:55 || link || (0) comments |

solidãozinha

lembro-me da primeira vez que vi a capa do só, de antónio nobre. era uma edição muito bonita, da minha irmã, com o título gravado em pele. só, o só -- o nome do autor estava na lombada -- era uma proclamação altiva, de fábula. devia ter uns nove ou dez anos e fiquei a olhar para aquela extraordinária palavra de duas letras, a pesar-lhe o silêncio e o presságio. e a compará-la com a versão mais comum, adocicada, piegas, do diminutivo. durante anos, passei a evitá-lo na escrita, a batalhar nas aulas de português pelo seu banimento da linguagem corrente. depois, suponho que esqueci essa guerra.

lembrei-me dela a propósito de um post de pedro mexia sobre a pergunta 'vive sozinho?'.

há um coitadinho na rima da palavra, uma apreciação apriorística sobre a infelicidade da solidão que me foi sempre incompreensível. 'estás sozinha?' é um insulto sob a forma de pretensa simpatia. sozinhas estão, talvez, as crianças -- porque são pequeninas e precisam de defesa e amparo. os adultos, se forem a sério, estão sós. mesmo quando acompanhados, claro, mas isso é outra história.
|| f., 17:05 || link || (0) comments |

quarta-feira, junho 21

marisco

mas gosto de tremoços. como o eusébio.
|| f., 18:48 || link || (0) comments |

b----jecas

também pode ser bojeca. o altavista assinala 20 entradas. bajeca é que não: há imensas, mas é no estrangeiro. a propósito, detesto bjecas.
|| f., 18:46 || link || (0) comments |

b-----jeca

está aqui o fernando madaíl a explicar-me que não é bUjeca, mas bEjeca. obrigou-me a ir ao altavista ver. e eu vi, e ele também: 51 entradas para bujeca, 215 para bejeca e 18 para bijeca. está arrematado: a partir de agora, é bIjeca. gosto das minorias. e o fernando, acho eu, também. pelo menos devia.
|| f., 18:42 || link || (0) comments |

beijar de esguelha

não percebi e continuo a não perceber essa cena de engate por descentramento . não faz parte -- que me lembre -- da minha história de vida (adulta, pelo menos). é um pedaço infantilóide, até. desde que me lembro, essas coisas -- os beijos -- passam-se em remate directo, sem fintas (dessas). mas cada um tem a sua dinâmica de jogo.
|| f., 18:31 || link || (0) comments |

açorda no sapato

o pap'açorda fez 25 anos. a bica do sapato fez 7. o tempo passa horrores. é bom saber que tanta gente não passou com o tempo e estava lá ontem. em noites assim, pergunto-me por que é não saio mais vezes. depois lembro-me: porque toda a gente que gosto de encontrar passou a sair tão pouco como eu. it's called old age, parece. e há também aquele pormenor daquele maralhal todo que antes não passava a porta do frágil e agora está em maioria -- mas disso já falei.
|| f., 18:21 || link || (0) comments |

prontoS

apesar de tudo, foi 2 a 1. mas lá que foi um descalabro para o fim, foi. o scolari que desculpe: isto não são modos -- ainda por cima com vantagem de um jogador. e os angolanos lixaram-se, coitados.
|| f., 16:54 || link || (0) comments |

acabou

|| f., 16:54 || link || (0) comments |

relato 21

alguém devia explicar aos nossos jogadores que isto não é a cartões amarelos.
|| f., 16:51 || link || (0) comments |

relato 20

o pedro já não diz nada. há bocado ainda os insultava. agora está só a hiper ventilar.
|| f., 16:50 || link || (0) comments |

relato 19

a céu neves, que é capaz de ser a que mais gosta de futebol aqui, insurge-se: 'eu quero trabalhar e não me deixam, pá. vê lá se pões aí que eu estou aqui empenhada'.
|| f., 16:47 || link || (0) comments |

relato 18

o caneira manda-se ao chão e agarra o joelho. olha, tem um dói-dói, diz a graça. o jerónimo grita: 'olhó eusébio!' e a rita carvalho, a desgraçada da da rita carvalho tá de phones. a pobre da ritinha está a tentar trabalhar.
|| f., 16:35 || link || (0) comments |

relato 17

a ana foi falar com um superior hierárquico (eheh) sobre o xanana e ele: 'qual xanana, ainda se fosse o chalana...'
|| f., 16:33 || link || (0) comments |

relato 16

olho para a tv e vejo um gajo de rabo de cavalo. 'agora estamos a ver brasileiros?', pergunto -- parecia-me o dentolas do gaúcho. gargalhada geral: 'vê lá se pões isso no blogue'. prontoS, já está
|| f., 16:30 || link || (0) comments |

relato 15

estúpido, maniche, pá, estúpido, porque é que vais fazer isso, diz o pedro, de mão na cabeça, ao cartão amarelo do maniche. e acrescenta: 'o postiga é uma porcaria'.
|| f., 16:29 || link || (0) comments |

relato 14

angoooooooooooooooooooooooooooolo! 'prontos, fernanda', diz a inês. 'os nosso irmão angólâno vai com nóis'. a sónia morais dos santos, coitada, que está a tentar trabalhar, diz, no meio da berraria, ao senhor que está a falar com ela, 'deve ter sido golo'. desliga e conta: 'o senhor perguntou, foi golo? e eu: deve ter sido'. foi de angola, pá, dizemos nós. e ela: 'vocês são muito estranhos. gritam com os golos de angola?'
|| f., 16:25 || link || (0) comments |

relato 13

eh pá, aquele técnico dos mexicanos tem cá um mau aspecto. julgava que aquele bigode só cá pelas mercearias, mas não. o pedro diz que parece o braço direito do pablo escobar. e a graça irrita-se: 'então? estamos com um a mais e não marcam?'
|| f., 16:23 || link || (0) comments |

relato 12

este árbitro que não sei quem é parece-me muito bem. tungas, cartão encarnado que é para nãose mandarem para o chão a torto e a direito. a inês david bastos acha que não: 'tadinhos. quando começam a perder fico com pena.'
|| f., 16:21 || link || (0) comments |

relato 11

FAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALHOOOOOOOOOOOOOOU. e a graça henriques diz: o ricardo tem é sorte, pá, frangueiro do caraças.
|| f., 16:15 || link || (0) comments |

relato 10

o martim é que está cataléptico. nem ai nem ui. deve estar mesmo mau tempo, lá no canil
|| f., 16:14 || link || (0) comments |

relato 9

esteve quase a haver uma cena de pugilato por causa dos direccionamentos dos ecrãs. a super insuspeita maria josé margarido grita para arute: então? assim não vejo nada. o jerónimo diz: 'é à figura. é à figura, não é?'. ainda o hei-de ouvir dizer que não aprecia 'lances de bola parada' e que o simão sabrosa 'distribui bem jogo' e que gosta de 'futebol aéreo'. valha-nos a ana, que está a tentar falar de timor com ele.
|| f., 16:05 || link || (0) comments |

intervalo 2

mas não me entendam mal. a festa não foi má. a comida era óptima (infelizmente só dei com a mesa das entradas quando já me saciara com açorda e risotto -- aquelas espetadas de peixinhos da horta e camarões fritos eram de chorar), ao princípio havia pessoas em fartura e até acabar o champanhe não se reparava nos outros. depois, fiquei em condições de atestar que o santana lopes ainda anda por aí. e o paulo portas também. ponham apre nisso.
|| f., 16:02 || link || (0) comments |

intervalo

na bica do sapato ontem também havia uma invasão de body snatchers. chegou a uma altura em que a proporção era tão desfavorável para as pessoas que nos viemos embora. suspeito que grande parte do desequilíbrio na nossa balança de pagamentos é DERIVADO DO líquido para o madeixal. apre
|| f., 15:59 || link || (0) comments |

relato 8

o jerónimo gritou tanto que até a ana se levantou para espreitar o ecrã. já não me falta ver nada -- a não ser, talvez, entrar por aqui adentro uma molhada de bujecas e tremoços
|| f., 15:47 || link || (0) comments |

relato 7

a insuspeita rute araújo diz: então? os gajos marcaram 2 golos e acham que agora não é preciso jogar mais? e o jerónimo pimentel grita: aaai aaai. não há dúvida. isto não são as pessoas que eu conheci.
|| f., 15:44 || link || (0) comments |

relato 6

aquela cena dos mexicanos a cantar o hino é um bocado esquisita (sim, foi no princípio do jogo, mas tive dificuldade em entrar no blogger). que raio de gesto é aquele? parece que têm um defeito na mão, ou isso. deve dar cá umas artroses
|| f., 15:39 || link || (0) comments |

relato 5

o pedro sousa tavares diz que o árbitro está DE ENCONTRO a nós.
|| f., 15:38 || link || (0) comments |

relato 4

estou em condições (eu e o mundo, até) de afirmar que não há homofobia na selecção (pelo menos no ricardo e no caneira). porém, como o pedro sousa tavares fez questão de (me) realçar, logo a seguir levámos em cheio com um golo dos mexicanos. é a vida, angola.
|| f., 15:32 || link || (0) comments |

relato 3

esta redacção foi invadida por body snatchers futebolísticos. as gajas estão todas com a cabeça à frente das tvs a tapar a visão aos pobres rapazes e a gritaria com os golos atingiu o grau cinco na escala de mercali, com os agudos a rachar as janelas.
|| f., 15:28 || link || (0) comments |

uuuuuuhhhhhuuuuuuuhhhhhh

angooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo
|| f., 15:27 || link || (0) comments |

relato 2

vá lá, um 2 a zero por angola, váááá. não custa nada.
|| f., 15:22 || link || (0) comments |

relato

o méxico tem coisas deliciosas -- guacamole, tacos, fajitas, e aquele inexcedível frango com chocolate picante. mas estes rapazes parecem todos das barracas -- e não, isso não é bom.
|| f., 15:20 || link || (0) comments |

A EVITAR

Um texto de um tal de João Pedro Henriques colocado hoje no blogue do PÚBLICO sobre Timor-Leste.
|| JPH, 14:56 || link || (0) comments |

terça-feira, junho 20

Tomai lá, do O'Neill*

O Beijo

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, aescarceéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vinda! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

Retirado de "Poesias Completas", do O'NEILL

* Um post para condizer com o post abaixo.
|| Nuno Simas, 23:41 || link || (0) comments |

Matéria afinal mais actual do que me parecia


O Beijo, de Gustave Klimt (1862-1918)

No Brasil os beijos no canto da boca também são conhecidos como "beijos bola na trave". Sobre este assunto, tão cheio de possibilidades, aguardo as prometidas elucubrações...
|| JPH, 14:41 || link || (0) comments |

Palavras para quê


São as Doce. E depois de amanhã, quinta-feira, 22, vão actuar no Maxime. Uma da manhã, ei! bem bom, duas da manhã...
|| JPH, 13:56 || link || (0) comments |

segunda-feira, junho 19

O que se me ocorre neste preciso momento, não sei porquê


L'escarpolettem, Jean-Honoré Fragonard (1732-1806]
|| JPH, 19:42 || link || (0) comments |

à atenção dos distraídos, tsss, tsss

eu, por exemplo. é o que se chama dar o corpo (não confundir com a divindade) ao manifesto. creio eu de que. porém, quem não atestou foi porque...
|| f., 15:08 || link || (0) comments |

on zadie

o francisco jv fala de zadie smith. dos livros de zadie e do rosto dela. antes de ler zadie já lhe conhecia a cara e a cara dizia-me que devia lê-la. não li o primeiro, o da revelação, li o on beauty (foi a ana que mo ofereceu). é um livro longo, muitíssimo bem escrito, interessante. li-o com gosto, mas sem paixão. nenhuma daquelas personagens ficou a viver comigo. achei-o até um pouco moralista.

guardei, no entanto, esta frase, time is what you do with love, que ela atribui ao marido. essa ficou-me. time is what you do with love. quando chega a altura em que isso é óbvio, quase sempre é tarde de mais.
|| f., 14:44 || link || (0) comments |

psicologia filantrópica

no outro dia fui ver os x-men que para aí anda e fiquei a saber, pelas legendas, que pychic quer afinal dizer psicólogo. é sempre a aprender. eu, na minha burrice, achava que se referia a alguém com percepção extra-sensorial. ainda bem que temos os tradutores de cinema para nos elucidarem. e, já agora, os das séries da sic gaja, que revelaram ao mundo que a philandering husband quer dizer, afinal, 'um marido filantropo'. de facto: que é um homem que se dá liberalmente a toda a mulher (ou homem) que lhe aparece à frente, encornando mimosamente a pessoa com quem vive/é casado/ou coisa parecida senão um filantropo, alguém que adora os outros, todos e quaisquer? só uma pessoa imbuída dos mais altos sentimentos filantrópicos está preparada para tão elevados sacrifícios, arriscando-se a dar cabo das relações mais ou menos oficiais que mantém e tratar como parvo/a a pessoa com quem as travou, em prol do conhecimento íntimo da humanidade -- não é por acaso que se chama a isso 'conhecer no sentido bíblico'.

a filantropia, afinal, é muito mais praticada do que se julga. e os misantropos, por oposição, sendo gente com ódio à raça humana, tendem a ser tão pouco rodados que já devem estar em vias de extinção.
|| f., 13:35 || link || (0) comments |

aaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiii

o francisco é que me compreende
|| f., 13:30 || link || (0) comments |

sexta-feira, junho 16

Cavaco (i)

Sobre os 100 dias de mandato do Presidente da República:
o "verdadeiro" Cavaco Silva só se "revelará" numa situação de crise (sendo a crise económica e prolongada ainda mais ajudará a "revelar" Cavaco), porque será obrigado a tomar posições claras, sendo inevitável atingir o poder, ou num segundo mandato (alguém duvida?), porque já não dependerá de apoios partidários para ser reeleito.
Por enquanto, a questão é de estilo.
|| Nuno Simas, 15:09 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 15

dead or alive

não, não é sobre o al-zarqawi -- sobre esse já não ha´dúvidas: está dead.

é sobre os tais senhores que cantavam you spin round baby right round like a record baby round round round round e foi graças a um email do rui guerra que lá cheguei. diz o rui guerra que ficou horas a trautear a música (é muito atreita a isso) até que não aguentou mais e fez uma pesquisa na net. e que da banda só se lembra dos penteados -- também tenho uma vaga ideia, mas naquela época todos os penteados eram assim para o incrível. eu, por exemplo, ripava o cabelo a dez centímetros de altura com sabão (havia quem usasse açúcar, um gel cujo nome se me varreu que deixava o cabelo com a consistência de relva e quem tentasse laca, mas o sabão era mesmo o melhor). de cada vez que chovia, era uma catástrofe: tinha de entrar à corrida num sítio onde houvesse aquelas máquinas de secar mãos e ficar ali de cabeça para baixo até repor a dignidade ao toucado.
|| f., 16:09 || link || (0) comments |

terça-feira, junho 13

declaraçao 3

and now for something completely different: ontem na bica o animal esteve devidamente acorrentado (pela cml ou carris, tanto faz) e a música estava divina. o mesmo não se pode dizer da pista de dança, mas fizemos o que pudemos, com aquele desnível, o empedrado e as interrupções contantes do maralhal que chegava. quem me dera que houvesse djs com aquele sentido de humor -- e de memória -- nos sítios onde de facto é suposto ir-se dançar. de depeche mode a blondie, de madonna ao inacreditável born to be alive do patrick hernandez, de new order a duran duran, passando pelos gajos (ai, este meu disco duro) do 'you spin me round baby right round like a record baby round round round' e pelos impossivelmente foleiros a-ha (é assim que se escreve?), foi uma delícia. só uma sugestão: será que os bares todos que servem copos e música na noite de sto antónio na bica não querem acertar com a banda sonora? é que batuque brasileiro de um lado, tecno do outro e blondie no meio é um pedaço treslocante.
|| f., 15:40 || link || (0) comments |

declaraçao 2

dito isto, também para os efeitos tidos por convenientes, eu, como o duarte do corta-fitas, celebrei a morte de al-zarqawi, como celebrarei a de bin laden, se só o conseguirem apanhar morto. mas continuarei a considerar obscena a exibição dos mortos e terrível a morte dos que, não sendo como ele e não tendo colaborado no que ele era e fazia, morreram com al-zarqawi.
|| f., 15:33 || link || (0) comments |

declaraçao

para os efeitos tidos por convenientes, eu, abaixo assinada, declaro que estou quase quase a desvincular-me desta guerra (aqui devia ter um link ao post da ana, mas este portatilzinho lindo não faz links, raios o partam - prontoS, já está). a guerra no iraque, note-se -- que da contra o terrorismo não há maneira de me desvincular, mesmo que pareça.
|| f., 15:15 || link || (0) comments |

segunda-feira, junho 12

elucubrando por aí

ainda sobre o arrastão, jpp. concordo, abruptamente. espero é que este comentário não se deva à leitura abrupta de alguns textos da imprensa de 10 de junho de 2006. é uma esperança, e não desesperada.
|| f., 20:51 || link || (0) comments |

à rasca

adorei aquela angolana que a seguir ao jogo disse: 'certo é que portugal esteve à rasca para ganhar a angola'.

élécas
|| f., 19:45 || link || (0) comments |

padre américo definitivamente às voltas na campa - e eu às voltas aqui

depois do 'enxuto' que não foi, note-se bem, um estalo, dado em directo durante uma entrevista à lusa por um padre da casa do gaiato a um puto de cinco anos, temos agora o hospital padre américo como o primeiro estabelecimento de saúde luso a importar a pílula abortiva. coitado do desgraçado do padre. é de mais.

ainda por cima a sic notícias -- acho que era a sic notícias e acho que foi isto que eu ouvi -- anunciou que havia 'uma nova lei' que permitia abortar até às 9 semanas. for crying out loud, que é como quem diz, para chorar fora alto: uma nova lei? permite abortar? até às 9 semanas? ai sim?

e ainda acham que o problema do jornalismo português é o arrastão.
|| f., 19:36 || link || (0) comments |

cabis ao alto

não digam a ninguém que vêm daqui, e eu também não vos digo onde é vi, mas li há pouco um texto que rezava, a propósito não revelo do quê:"passavam pessoas de cabis baixo". não via nada assim desde que num outro texto, há muitos anos, li "tremia como várias verdes" e "seixava um campo".

para não falar de um rapaz que estava no meio de uma redacção (há muito, muito tempo, nada de jumping to conclusions) e perguntou, muito alto: 'por e simplesmente é uma ou duas palavras?'

ok, eu sei que ninguém é perfeito e muito menos imune a erros ortográficos, e que eu própria devia era estar caladinha e quietinha e viradinha para a frente e não elucubrar nem um bocadinho sobre estas matérias (para já não falar de brócolos), mas não me aguento. 'de cabis baixo' é liiiiiinnnndo. o cabis, como diz uma amiga minha, é a parte de trás do pescoço (uma espécie de cerviz???), ou então, digo eu, é um outro nome que se dá ao nariz.
|| f., 19:28 || link || (0) comments |

o velho da maternidade

estava há bocado a ver a sic notícias e dei com um senhor de bastante idade (dizem aqui no dn que tem cerca de 90 anos, mas não garantem) aos gritos a vociferar contra o fecho da maternidade de elvas. a excitação é tal que não dá para perceber metade do que o dito diz, a não ser que os bebés não querem nascer espanhóis. até aqui tudo bem: é o costume, nestes conflitos como noutros quaisquer deste bendito país: tudo se resume a reivindicações bairristas, sobretudo quando se pergunta a opinião a 'populares'. o extraordinário é que a seguir alguém me informou que o histérico nonagenário (ou lá o que é) é nem mais nem menos que o presidente da fundação que gere o hospital.

e o que ele tem a dizer sobre o assunto é aquilo: os bebés querem nascer em elvas porque não querem ser espanhóis.

o argumento é o que é -- mas podia-se acrescentar isto: por que carga de água havia um bebé, ou mesmo uma pessoa crescida, de não querer (re)nascer em espanha? assim de repente, não me lembro de nenhum motivo
|| f., 19:13 || link || (0) comments |

Mais uma peça de propaganda dos amigos do Zarqawi


Os esforços conjuntos dos Estados Unidos e do Reino Unido na "guerra contra o terrorismo" estão a criar mais problemas do que soluções, segundo um relatório do Oxford Research Group, hoje divulgado.

Intitulado "Respostas globais para as ameaças globais: Segurança sustentada para o século XXI", o estudo de 18 meses elaborado pelo grupo de reflexão independente, sedeado na prestigiosa universidade de Oxford, considera que a guerra contra o terrorismo "cria, mais do que elimina, apoiantes do terrorismo".

O documento refere que as actuais políticas governamentais tornam mais provável que ocorram ataques como os de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos, os de Londres (07 de Julho de 2005) e os de Madrid (11 de Março de 2004).
O texto salienta que o terrorismo internacional está a desviar a atenção de outros assuntos muito importantes, como os recursos naturais, a alteração climática, a desigualdade do comércio e o armamento nuclear de alguns países.
"A estratégia actual - sublinha - consome centenas de milhares de milhões de dólares, cria mais adeptos e seguidores do terrorismo do que derrota, e está a desviar a atenção de outras ameaças … segurança que são mais graves sérias, duradouras e destrutivas do que o terrorismo internacional".
O texto considera que o Reino Unido e os Estados Unidos estão mais preocupados em manter o "statu quo" através da força militar do que em concentrar-se nas causas da actual insegurança global. O grupo de reflexão cita conflitos como o do Iraque e do Afeganistão e a actividade da rede terrorista Al-Qaida como exemplos de que a "guerra contra o terrorismo" não está a dar resultado.


(da Lusa)
|| asl, 16:25 || link || (0) comments |

domingo, junho 11

Tá melhorzinho

Hoje, no Diário de Notícias, o senhor engenheiro maradona assina um texto que não só se lê muito bem como até se entende (não encontrei link). Aquilo já está quase tão bom quanto no blogue. Vá lá, dêem-lhe mais espaço. E prontos, deixem-no escrever pelo menos um palavrão por coluna. Topa-se à légua que ele assim não é o mesmo.
|| JPH, 19:04 || link || (0) comments |

sábado, junho 10

Online

O Luís Costa Ribas está a escrever as suas impressões de Timor. O PÚBLICO também tem um blogue sobre Timor.
|| JPH, 18:54 || link || (0) comments |

Arrastão? Qual arrastão?


Foi só mesmo mais um tranquilo dia de praia.
|| JPH, 16:52 || link || (0) comments |

Falta de pachorra

Total, para o Mundial de 1966, o dos tais "magriços" ó lá qu'era. Ele é documentários sobre os "magriços", artigos sobre os "magriços", DVDs sobre os "magriços", tudo sobre os "magriços". A mim esse Mundial irrita-me. Relatos familiares contaram-me que, num certo jogo, o meu pai hesitou entre emocionar-se com a bola e emocionar-se com um filho que lhe nascia ao meu tempo. Por pudor só me disseram isto. Felizmente a mãe da criança não ligava pevide aos futebóis. Concentrou-se no que devia - e correu tudo bem.
|| JPH, 14:39 || link || (0) comments |

Pouca vergonha

O Xico na Alemanha a ver o Mundial. É melhor ficar-me por aqui.
|| JPH, 14:30 || link || (0) comments |

sexta-feira, junho 9

em princípio

ler o pedro sobre a paixão e a adolescência e de como são a mesma coisa.
|| f., 22:56 || link || (1) comments |

E já que as verdades são para ser ditas

Importa reflectir sobre o seguinte: porque razão há cada vez menos sítios em Lisboa onde se possam beber umas imperiais acompanhadas de tremoços? A globalização matou o tremoço? Isto preocupa-me.
|| JPH, 18:04 || link || (0) comments |

Eh pá, isto já não promete assim tanto

2-1 ao intervalo, ganha a Alemanha. A média de um golo por cada cinco minutos foi pelo cano. Agora já só temos um por quarto de hora. O que quer que só teremos aí uns 408 golos até ao fim do Mundial. Nestas circunstâncias, é puro delírio admitir a probalidade de o Pauleta marcar um que seja. As verdades são para ser ditas.
|| JPH, 17:51 || link || (0) comments |

Eh pá, isto promete

Aos 17 minutos de jogo já vimos três golos. Já fiz as contas: a este ritmo teremos um Mundial com 1200 golos. Assim há mais hipótese de o Pauleta marcar pelo menos um.
|| JPH, 17:23 || link || (0) comments |

Nós, os intelectuais, semos assim

A mim o que me estava a apetecer precisamente agora era precisamente isso que o(a) leitor(a) está a pensar que me está a apetecer agora, precisamente. Sim, isso mesmo: pegar de estaca numa qualquer cervejaria lisboeta, pedir umas imperiais e uns caracóis e uns tremoços e, durante aí umas duas horas, produzir alarvidades em frente a um televisor transmitindo o Alemanha-Costa Rica, que tá quase quase quase a começar.

Disse.
|| JPH, 16:36 || link || (0) comments |

Reconciliação

Por acaso concedo uma especial autoridade aos judeus nas discussões sobre o Holocausto. E não é só por terem sido eles as principais vítimas. É também porque nunca vi dois judeus dizerem a mesma coisa sobre o assunto, vi sempre discordância, debate, um povo em que cada voz é mesmo só uma voz, ninguém fala por todos. É isto que lhes dá autoridade: nas discussões judaicas sobre o Holocausto o fanatismo existe mas não domina, nem pouco mais ou menos (basta, por exemplo, ler Hanna Arendt e as violentíssimas polémicas que as suas teses da A Banalidade do Mal desencadearam).
Dito isto, recomendo fortemente a leitura do artigo de Esther Mucznik, hoje, no PÚBLICO (não há link, sorry), intitulado "Reconciliação", a palavra necessária. Deixo um só parágrafo, o último:
"Seria pena que a minúcia míope da análise esvaziasse o significado da ida do Papa a Auschwitz. Até porque, parafraseando o rabino americano David Rosen: 'As relações entre judeus e católicos já não se baseiam no passado.' A palavra reconciliação ainda não sai com facilidade, ainda queima muitos lábios. Mas só ela permite construir um futuro diferente."
Disse.
|| JPH, 13:27 || link || (0) comments |

Mais cromos

Uma pessoa volta à blogosfera e é logo gozada, assim, despudoradamente.
|| asl, 13:00 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 8

à sodôna ana

pois muito bem vinda, cara amiga. que verve, que variedade, que prodigalidade, até. por este andar vou para mês sabático. eu mais o jotapêagá, derreados de tanto postar (ai, as cruzes...). qualquer coisa no alentejo ou no algarve, com água e conquilhas ao pé e gente muito ao longe, serve.

mas, dona ana, que foi que lhe sucedeu? que maravilhoso bicho lhe mordeu? foi alguma coisa que comemos ontem?
|| f., 16:28 || link || (0) comments |

Vivo ou morto ou o lá o que for

O George Bush já veio lamentar ter dito aquilo do "procura-se vivo ou morto". a nossa f. não. Damned.
|| asl, 16:28 || link || (0) comments |

o outro gajo das minúsculas

bem citado, francisquinho.
|| f., 16:26 || link || (0) comments |

estalada off the record

esta paga direitos de autor, mas não sei a quem: é de um anónimo, nos comentários a uma posta de um insubmisso sobre o padre da casa do gaiato que enquanto dava uma entrevista a um jornalista da lusa a negar maltratar os miúdos ali institucionalizados pespegou uma estalada num puto de 5 anos. reality immitates art, já dizia o wilde, embora no caso seja mais casa do gaiato imita gato fedorento.

agora estalada off the record é sublime.
|| f., 16:22 || link || (0) comments |

Pequeno-burgueses muitas vezes

Sim, as Maldivas. Renascimento e baptismo. Um intervalo no mundo. Rir dos que ameaçavam que ao terceiro dia morriam de paz. A felicidade como obviedade. Cry for me, Malé, living is easy with eyes closed.
|| asl, 16:18 || link || (0) comments |

besta mesmo

afinal o zarqawi morreu no dia da besta ou no dia seguinte?

seja como for, é menos uma besta (se é que aquele rosto do morto é mesmo dele). e não me venham com aquela conversa de que 'é horrível congratularmo-nos com a morte de uma pessoa'. o que é horrível é haver gente desta. e levar-se tanto tempo a encontrá-la.
|| f., 16:17 || link || (0) comments |

Dá Deus nozes...

Ora a Inveja tornou-se de há umas semanas para cá - nem explico porquê, toda a gente sabe - num sentimento inconfessável. Voltou à condição de pecado religioso e com isto andamos para trás umas valentes décadas. Um triste percurso a que não me resigno. Reponha-se portanto a Inveja de onde nunca devia ter saído: no sítio dos sentimentos sem culpa nenhuma. E invoque-se, claro, o Figo e da sua mulher, Helen Svedin, cujo corpo actualmente, segundo tenho reparado, me parece mais feito à mão do que aqui nesta foto. A moça disse numa entrevista qualquer que tem um sonho na vida: ir de férias às Maldivas. E eu: Maldivas? Mas que coisa mais pequeno-burguesa! E ela a explicar: sim, é um sonho, talvez até nunca passe disso, por uma razão: tem medo de andar de avião. Admito: soltou-se-me um honesto "eh, eh, eh!" Desculpem-me. Não pensem que não tenho um grama de ternura no coração. Tenho, juro que tenho. Se pedirem muito até mostro.
|| JPH, 15:38 || link || (0) comments |

Santo António da Bica

Passei anos a fugir do Santo António, a aproveitar a ponte, a acordar em praias do Alentejo. A amaldiçoar as sardinhas e os empurrões de Alfama, já esquecidos nem sei bem onde. Há dois anos, por acaso, fui parar ao Santo António da Bica. Uma espécie de "Santo António alternativo", sem marchas. Só vendo. Já perguntámos ao Bruno como ia ser o programa das festas e ele respondeu que, como sempre, vende-se cerveja à porta e é até de manhã. Quando o elevador começa a funcionar, a canalha dispersa. Há é o risco do elevador se desprender (vinha uma notícia há uns tempos no DN). Talvez fosse bom avisar a Câmara para acorrentar o animal.
|| asl, 13:27 || link || (5) comments |

Francisco JV


Este senhor ganhou o prémio APE. Tem 44 anos. Eu sei que ele parece mais.
|| asl, 13:09 || link || (5) comments |

Amigos

Pensei que podia escrever sobre aquele meu amigo que não acredita na amizade entre homens e mulheres. Somos muito amigos, telefonamo-nos,saímos às vezes e a conversa vai muitas vezes dar ali.
- Amizade entre homens e mulheres? Deixa-me rir.
Encho-o de exemplos, pessoais e transmissíveis, que contrariam essa teoria básica. Há-os aos montes.
Mas ele responde:
- Na, na na. Minha amiga é a minha prima.
Para mim, é muito curioso fazer de amigo.
|| asl, 12:33 || link || (0) comments |

Tentar voltar

Uma destas noites, entre duas imperiais, o JPH fez uma pergunta que metia uma ameaça velada. O que é que eu estou aqui a fazer no blog. Eu percebo. Nos últimos meses, segundo o JPH, escrevo sempre o mesmo post. Há aqui uma injustiça. Ele esqueceu-se que, além do mesmo post (aquele sempre igual sobre Chico Buarque) também faço metabloguismo ágrafo. Do género: "há um sentimento de glória fácil na resistência à escrita". O JPH diz que assim não dá. Que, apesar das audiências terem subido exponencialmente desde que deixei de escrever, há serviços mínimos. Parece que, segundo o contrato estabelecido neste blog, só o Simas pode passar meses distante e ágrafo. Vou tentar.
|| asl, 12:21 || link || (0) comments |

terça-feira, junho 6

aaaaaaiiiiiiiiii

só me apetece desmaiar.
|| f., 22:00 || link || (0) comments |

Carrilhismo (II)

Já agora diga-se que o próprio João Pedro George também se deixou levar pelos modismos carrilhistas. Fê-lo ao escrever que o Nuno Galopim "é hoje o rosto da falta de vergonha de certo jornalismo cultural".

O que pelos vistos nem ele nem muita gente percebe é que há certas construções que se autodescrebilizam não pelo seu valor intrínseco que têm (ou não) mas sim pelas origens que revelam. Convém não menosprezar o código genético de certas expressões. Eu sei, por exemplo, que se escrever algo dizendo que o faço "sob o signo da verdade" isso só terá (quanto muito) valor de ironia.

Pronto, e de JPG por hoje é tudo que já chega. A ele que não lhe doam as mãos.
|| JPH, 18:13 || link || (0) comments |

Carrilhismo

O que fez João Pedro George para hoje levar Eduardo Prado Coelho a perder completamente a cabeça na sua coluna no PÚBLICO considerando-o, sem tirar nem pôr, de "débil mental"? Não sei, não imagino. Sei apenas quem recentemente recuperou este léxico. E sei igualmente da cegueira sobre si próprio que o caracteriza. Quem já argumenta assim manifestamente perdeu o pé no pequeno mundo das polémicas da nossa paróquia. Estrebucha desesperadamente para voltar à superfície. Já nem sabe que uma acusação de "débil mental" se vira sempre contra quem a faz.
|| JPH, 16:49 || link || (0) comments |

aleluia

li que aquilo de penalizar as pessoas sem filhos (ou SÓ com um filho) em sede de segurança social afinal não vai avançar. gosto de pensar que foi porque se aperceberam do quão disparatada (to say the least) era a ideia.
|| f., 16:05 || link || (0) comments |

dia da besta

parece que é hoje (seisseisseis, get it?). eu, para contrariar (e variar), tou boazinha.
|| f., 16:02 || link || (0) comments |

vida de cátia

uma boa má história.
|| f., 15:41 || link || (0) comments |

vénia com atraso

o texto já saiu há algum tempo, mas eu não o tinha lido. e agora que o li tenho de o partilhar. ao rui tavares, a minha vénia.
|| f., 15:25 || link || (0) comments |

ães e ões

a quem me enviou um mail sobre o plural de guardião (e que eu, quando lhe ia responder, apaguei sem querer): tenho a satisfação de poder retorquir-lhe que, neste caso, tenho razão. segundo o dicionário da academia da língua portuguesa (ou será das ciências? já me esqueci e fica do outro lado da redacção e não vou lá tão depressa outra vez), o plural da dita palavra faz-se em ães e ões para o masculino.

tenho dito (elucubrado, mesmo).
|| f., 15:07 || link || (0) comments |

Ele...

...agora escreve na imprensa. Está portanto na altura de saber o que custa a vida. Li o primeiro artigo. Gostei muito. Não percebi nada mas gostei muito.
|| JPH, 13:28 || link || (0) comments |

Como NEGAR o INEGÁVEL?

Eis como:
(Retirado da Rádio Renascença)

Escolha da data não revela oportunismo, diz Fenprof

A Fenprof nega que tenha havido qualquer oportunismo ao ter convocado a greve para dia 14, precisamente entre dois feriados. Na prática, isto significa três dias sem aulas em alguns concelhos.A data da paralisação está a dividir a classe docente. António Avelãs, da Fenprof, explica que, por motivos legais e para não coincidir com os exames nacionais, este sindicato teve de escolher o dia 14 e, por isso, não vai alterar a data da greve."O pré-aviso de greve tem de ser entregue com uma antecedência de 5 ou 10 dias. Se fizermos as contas e se partirmos do princípio que a Fenprof decidiu que não ia fazer greve em período de exames, os únicos dias possíveis para fazer greve é 12, 14 e 16", afirmou o sindicalista.

Pode até nem ser oportunismo, mas que a data é um convite à "ponte", lá isso é. Que neste caso se traduz em "engordar" os números da greve... Tácticas são tácticas.
|| Nuno Simas, 12:59 || link || (0) comments |

O meu quase homónimo...

...tem, evidentemente, toda a razão. Sempre a teve, aliás.
|| JPH, 12:48 || link || (0) comments |

Xanana ao vivo

Por breves instantes, pensei que o absurdo fosse acontecer: a transmissão em directo de um comício, em Díli, de Xanana Gusmão a falar em... tétum. Eram 9:00 e o noticiário da TSF estava no ar. Ainda se ouviu a voz de Xanana durante alguns segundos, mas depois... a emissão passou para Lisboa.

A situação em Timor é grave, claro, mas não convém não exagerar...
Se não ainda nos falta o ar, "afogados" numa "overdose" informativa!
E para "overdose" já nos basta o futebol e os treinos da selecção na Alemanha em directo na SIC-Noticias...
|| Nuno Simas, 10:28 || link || (0) comments |

segunda-feira, junho 5

red hot in sofá

não fui aos meus adorados chili peppers. tinha bilhetes e não fui. estive a ver o concerto na sic radical, estendida no sofá. senti-me acabada.

deve ser isto, a velhice: uma pessoa ter bilhetes para ir ver uma das suas bandas favoritas (rapazes para a minha idade, aliás) e não ir porque não lhe apetece ir sozinha para o rock in rio, que é um sítio atroz.

de todas as (duas) vezes que vi os chili peppers fui sozinha ao concerto. mas era no atlântico -- faz toda a diferença.

desta vez, para não faltar à tradição, a amiga com quem eu ia ficou retida no incêndio do saldanha, a fazer uma reportagem. e eu não tive ganas.

sometimes i feel... under the bridge

ou, by the way

Standing in line to see the show tonight
And there's a light on, heavy glow
By the way
I tried to say
I'd be there
Waiting for
|| f., 21:09 || link || (0) comments |

errata

afinal a série do tráfico eram dois episódios e acabou no sábado. que chatice. apetecia-me que fizessem render o peixe.
|| f., 21:07 || link || (0) comments |

sábado, junho 3

sex traffic

acho que se chama assim. é a nova série da 2: às sextas. é a história (a crer no primeiro episódio) de duas jovens moldavas que julgam que vão com o namorado de uma delas para londres e são vendidas sucessivamente a chulos em vários países da europa. a crer no primeiro episódio, horripilante, recomenda-se.

às quartas começou outra série, também na 2:, em substituição de 24, a saga anti-terrorista de jack bauer. também me pareceu muito bem (e com capital de escândalo, embora até agora não tenha dado por nenhum -- será que os habituais guardiães dos bons costumes andanm assim tão distraídos, ou já desistiram de combater no terreno televisivo alheio?). valha-nos a 2:; ontem a rtp 1 começou a transmitir para aí às 2 da manhã um filme de altman que eu por acaso nunca vi e queria ver. ainda aguentei até ao primeiro intervalo, mas não mais. ainda por cima antes do altman passou uma coisa indescritível, chamada o não sei quê dos templários, tipo código da vinci de 35ª categoria (se o outro já é o que é, imaginem). quem será a luminária que decide estas coisas?
|| f., 14:48 || link || (1) comments |

adenda

além disso, é divertido.
|| f., 14:46 || link || (0) comments |

pois

é, ultimamente as pessoas perguntam muito isso (eu também perguntava, antes de dar este mau passo). claro que a ideia é fazermo-nos (ainda mais?) interessantes. o que implica que à partida nos consideremos dignos de interesse, nós e os nossos, digamos, pensamentos.
ai, esta ilusão de termos coisas para dizer. e gente interessada nelas (e portanto em nós). basicamente, o que nós queremos sabemos muito bem.
|| f., 14:39 || link || (0) comments |

sexta-feira, junho 2

Vício da ostentação

Perguntam-me porque tenho um blog. É evidente que é para ter um blog.
|| asl, 19:41 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 1

nudez televisivamente assistida: sim ou não?

juro que vi. e voltei a ver. a sic foi a uma praia não vigiada fazer uma reportagem e entrevistou um casal que costuma lá ir.

o casal, dos seus 40/50 anos, tem a particularidade muito saudável de gostar de estar à vontade e portanto vai para aquela praia porque não costuma ter ninguém. no particular dia da reportagem até tinha gente -- a equipa de reportagem, por exemplo -- mas eles resolveram fazer como de costume.
ele estava nu, e ela fazia topless. e a sic filmou-os com a mesma descontracção com que eles se fizeram filmar e passou a reportagem no jornal da uma. a sic notícias está a repeti-la nos blocos noticiosos.

confesso que fiquei um pouco interdita. nem sei bem o que achei. mas acho que achei bem.

agora é só esperar pelo surgir do movimento para o referendo da nudez televisivamente assistida. pode dar até um prós e contras (mesmo se, adivinha-se, a fátima campos ferreira, colocada perante a pergunta sobre se acha bem ou mal, tenderá a responder, como respondeu à sábado sobre a invasão americana do iraque, 'não vou dar essa informação'). quiçá mesmo um debate na assembleia da república (embora, parece, já não fosse o primeiro a versar a questão do direito ao nudismo). aguardemos, pois.
|| f., 17:49 || link || (0) comments |