Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

sexta-feira, março 31

De como a "não esquerda" se começa a preparar para votar em Sócrates


A direita e o centro-direita da blogosfera (mas não só) já encontraram um argumento para disfarçar o mal-estar que lhes causa a governação do engº Sócrates. O argumento é este: "Não ganhamos mas afinal, bem vistas as coisas, até ganhamos. Ele - Sócrates - afinal é cá dos nossos!" É de "direita" e está a governar "à direita".

Com isto, como já disse, disfarçam o seu embaraço actual. E tentam atirar-nos areia para os olhos, fazendo-nos esquecer a sua likudiana derrota nas eleições legislativas de 2005 e, sobretudo, o que lhe deu origem: uma miserável prestação governativa no pós guterrismo.

Entendamo-nos: só uma "direita" (e um "centro-direita" - enfim, a "não-esquerda") a quem já só resta a nostalgia de velhos mitos (Cavaco deixou o Governo há mais de dez anos) pode achar que uma agenda "reformista" é o principal traço distintivo da "direita" face à "esquerda". O que distingue uns e outros não é o fazerem (ou não) "reformas". O que os distingue é o conteúdo substantivo das "reformas" - e o resto são preconceitos.

Porque ninguém pode, com honestidade, dizer que com o PRACE ou o Simplex o engº Sócrates está a roubar a agenda "reformista" de quem quer que seja. "A racionalização do serviços públicos, a eficiência administrativa e a inovação tecnológica não são de esquerda nem de direita. São somente requisitos e meios de um bom governo", escreveu Vital Moreira - e eu, por uma vez, estou de acordo.

E não podem, por outro lado, tratar Sócrates como um dos "seus" só porque ele cultiva uma certa imagem de "autoridade". Isso, a ser alguma coisa, não é ideológico. É, quanto muito, um traço de personalidade (potenciado pelo marketing), ou seja, atira-nos para discussões psicologistas (ou psicanalíticas) que de político nada têm.

É assim pura esperteza saloia o argumento segundo o qual Sócrates está a "roubar" à "direita" e ao "centro-direita" a sua agenda. Não há uma única alma (na blogosfera, é disso que sobretudo falo) que até agora tenha conseguido dizer, em concreto, o que é que o governo de José Sócrates fez de "não esquerda".

Por outras palavras: aqui, na blogosfera de "não esquerda", nem as lideranças do CDS nem as do PSD aprendem o quer que seja para fazer oposição ao engº Sócrates. Admitindo que essas lideranças são fracas, importa também admitir que a "massa crítica" de "não esquerda" que povoa a blogosfera é, genericamente, ainda mais fraca. Na verdade, ao "acusarem" o engº Sócrates de, afinal, estar a governar "à direita", estão-nos apenas a informar - sem coragem para o assumir - que em 2009...votarão nele.

PS. Não perco tempo a discriminar com links quais são os blogues de "não esquerda" a que me refiro. Não é por preguiça ou arrogância, acreditem-me. É porque, basicamente, são todos. Quem não for que não enfie a carapuça. Se enfiar, então um apelo: argumente com nível e educação. Espero que não seja pedir muito.
|| JPH, 12:42 || link || (1) comments |

Em defesa do Corte Inglês

A propósito deste post da f., tenho lido vários comentários injustos para com o supermercado do Corte Inglês. Convenhamos: ninguém lá deve ir à espera que aquilo seja o Pingo Doce. Não. Não é um supermercado como os outros. É uma espécie de charcutaria em grande. Vejam, por exemplo, a bancada as azeitonas. É de morrer e chorar por mais. Isto para já não falar dos mariscos. Aí só não me perco devido a um velho preconceito: há coisas que só dá jeito comer em restaurantes. Não faz grande sentido levar sapateiras para casa se não tiver à mão de semear uma torneira que vá disponibilizando imperiais fresquinhas.

Enfim, frequento pouco o sítio. Mas uma coisa recomendo vivamente (até porque não sei de nenhum outro sítio onde se possa comprar): o carpaccio. As embalagens são baratinhas (o quilo é a 4,88 €, mas um quilo dá para um batalhão). Borrifado com um azeitinho de Moura, umas alcaparras e um parmesão ralado, providencia uma entradinha muito simpática para jantares domésticos com amigos. Isto e mais um ou dois queijos de Azeitão e uma frigideira cheia de pimentinhos padron (uns picam, outros non) a estalar em su azeite e sal grosso, ui, ui, já salivo.

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JPH,
Nunca rale o parmesão. Lasque-o. Use azeite de Trás-os-Montes. É mais suave. Ponha umas gotas de sumo de limão. Depois diga-me. Maria de Lurdes
|| JPH, 11:49 || link || (0) comments |

quinta-feira, março 30

Política "sexy"

Quanto António Pires de Lima propõe ao seu partido que seja mais "sexy", José Sócrates sabe exactamente do que se trata. Explico rapidamente.

Foi em Agosto de 1987 que José Sócrates chegou, pela primeira vez, à Assembleia da República. Em Dezembro do mesmo ano discursou pela primeira vez no plenário. Um discurso regional, queixando-se das verbas previstas no Orçamento do Estado para o investimento no seu distrito, Castelo Branco.

Só em 19 de Março do ano seguinte fez, pela primeira vez, uma intervenção de fundo no plenário parlamentar sobre uma matéria nacional. Eis, na íntegra, o dito discurso, retirado daqui:

Sr. Presidente, Sr.ª e Srs. Deputados,
O projecto de lei em discussão respeita à prática do naturismo [bold meu] entendido na perspectiva higienista e definido pela Federação Naturista Internacional como «a maneira de viver em harmonia com a natureza caracterizada por uma prática de nudez em comum, que tem por fim favorecer o respeito por si mesmo, o respeito pelos outros e o respeito pelo ambiente».
Esta prática tem lido um enorme desenvolvimento na Europa e no mundo, que se justifica pelo progressivo reconhecimento das vantagens para a saúde física e mental, para um desejável equilíbrio emocional, libertando as mentalidades de complexos de moral sexual retrógradas e bloqueadoras e acentuando a unidade rica e perfeita do corpo e do espírito.
Neste aspecto não é necessário dizer muito mais: a prática desta actividade e justificada como forma de realização plena no conhecimento integral do corpo humano e de reacção ao artificialismo da vida contemporânea, buscando no contacto próximo com a Natureza formas de criar reservas físicas e psíquicas que permitam um desenvolvimento do equilíbrio físico e mental indispensável à felicidade humana.
O naturismo é, de facto, uma realidade social em franca expansão do mundo, a que não é estranha a evolução dos usos e costumes nas sociedades, que obrigaram a alterações nos critérios morais dominantes e à decadência de valores e preconceitos limitativos da auto-realização pessoal.
O Estado - é hoje consensualmente aceite nas sociedades democráticas - deve possibilitar a coexistência na sociedade de diversas formas de estar e de viver, actuando de forma não valorativa e permitindo o desenvolvimento de costumes diferentes e alternativos por forma a não criar nenhum tipo de censura ética ou moral em relação às diferenças de actuação, mesmo as mais minoritárias. Esta é, aliás, uma das preocupações mais actuais nas sociedade abertas e pluralistas - assegurar que ninguém e discriminado pelo seu comportamento, oferecendo aos cidadãos um espaço vital de opção entre diversas formas de actuação, incluindo aquelas que são diferentes das socialmente dominantes.
É nesta perspectiva, julgamos nós, que se deve ver a iniciativa agora apresentada. O naturismo como costume alternativo e praticado por pessoas de elevada consciência cívica e ecológica, por razões higiénicas, estéticas e éticas, e não pode ser visto como um acto que ofenda o sentimento geral de pudor ou de moralidade sexual. No entanto, os conflitos e diferentes interpretações da lei, por um lado, e a ausência de regulamentação quanto às medidas a tomar com vista a reservar zonas para a prática desta disciplina, por outro, têm criado dificuldades e incompreensões entre naturistas, autoridades marítimas e populações locais, estando todos de acordo em que é urgente a criação de legislação apropriada que contemple os dois seguintes aspectos: primeiro, liberalizar a prática do naturismo; segundo, criar zonas limitadas para a prática dessa disciplina.
O aclaramento da definição legal com esta legislação permitiria dar relevância jurídica à protecção do direito ao costume naturista, que é já hoje praticado por muitos cidadãos nacionais e estrangeiros, acabar com o naturismo selvagem e a falta de segurança nas praias onde é praticado e ainda - razão menor, mas ainda assim de considerar - a possibilidade de abrir o País a novos fluxos turísticos significativos.

Sr. Presidente, Sr.ª e Srs. Deputados, estas razões - mas principalmente a consagração expressa de que a exposição do corpo nu em meios naturistas não constitui crime de ultraje público ao pudor, o que representa uma notável evolução do direito positivo português pela relevância que tem no campo da tolerância social e do respeito por condutas alternativas às socialmente dominantes - estas razões, dizia, levam-nos a considerar o projecto de lei n.º 148/V - Legalização da prática do naturismo - como uma iniciativa bem-vinda e que nos é simpática.
Julgamos, no entanto, e para que se tenha êxito na tarefa de legislar sobre assunto tão importante e matéria tão delicada, que na especialidade o projecto deve considerar contribuições que organismos como a Federação Portuguesa de Naturismo e responsáveis turísticos nacionais e regionais podem dar ao projecto de lei, por forma a apurar posições consensuais quanto a importantes questões como sejam a do acesso de menores às zonas reservadas, organização exclusiva ou não da prática de naturismo por associações naturistas, restrição da prática do naturismo a zonas reservadas com ou sem terrenos públicos, quais sejam as praias gímnicas, por forma a evitar choques e conflitos com princípios e valores das comunidades locais, que importa defender e respeitar.
Apesar destas questões, sem dúvida importantes, e que merecem discussão em sede de especialidade, damos na globalidade o nosso acordo a esta iniciativa legislativa.


[Aplausos do PS do PCP e do PRD]
|| JPH, 15:29 || link || (0) comments |

Absolutamente a não perder

|| JPH, 14:28 || link || (0) comments |

quarta-feira, março 29

Convite recebido

Hoje, pela primeira vez na vida, recebi um convite da Casa Fernando Pessoa. Julgo que tal se deve ao facto de a Casa ser agora presidida pelo Francisco José Viegas, com quem já partilhei várias horas de agradável conversa, devidamente testemunhadas pelos meus queridos amigos Justerini e Brooks, num barzinho simpático ali na rua do Século, à esquerda de quem desce.
Ou seja: eu topo-o bem, ao Francisco. Portanto não me admira que o convite tenha sido dirigido à "Exma. Senhora João Pedro Henriques". Brincadeirinha de hooligan, está bem de ver.
|| JPH, 22:14 || link || (0) comments |

Neo-conservadores somam nova vitória

Likud esmagado nas eleições israelitas. Depois dos resultados das eleições no Irão (reforço da ala fundamentalista) e na Autoridade Palestiniana (vitória do movimento social-terrorista Hamas), agora surgiu a prova definitiva: é imparável o efeito dominó gerado pela invasão do Iraque.
|| JPH, 14:47 || link || (0) comments |

terça-feira, março 28

Hoje ainda não tinha acontecido

Desvios de direita levam Luis Rainha a amuar com o seu próprio blogue.
|| JPH, 21:20 || link || (1) comments |

Morrer a rir

Eu, se fosses aos fedorentos, começava a ficar preocupado com o talento humorístico lá prás bandas do CDS-PP. Eles estão de facto a aplicar-se. E numa base diária. Senão vejamos.

Aqui há uns dias José Ribeiro e Castro disse que não era "chefe da banda [o seu grupo parlamentar]" e a coisa pegou. Agora não há quem não trate os deputados do CDS/PP simplesmente por "a banda".

Depois foi Pires de Lima a recomendar à direcção do partido - lamentavelmente, sem detalhar - que fizesse uma oposição "mais sexy". Também pegou. O Inimigo Público dedicou uma edição inteira ao assunto. E a amiga Vanessa de uma conhecida cronista portuguesa comentou que, afinal, o Pires de Lima é que era "sexy" (não comento).

Irritado com o sucesso da piadola de Pires de Lima, Ribeiro e Castro não se fez esperar. Entrevistado no Diga Lá Excelência (Público/Renascença/2:)afirmou que o CDS é como um daqueles "países africanos" em que se faz um "golpe de Estado" cada vez que o líder vira costas. Boa imagem, temos de reconhecer. Portas, Pires de Lima & Cª devem ter adorado ser comparados a Kumba Ialá.

Não satisfeito, ontem voltou à carga. Comentando o Simplex, disse: "Parece-me um bocado propagandex, à Socratex, mas se for verdadex, é bonzex."

Enfim, por ali uns e outros andam à desgarrada. Por mim tudo bem. É só rir, só rir. Direi mesmo mais: morrer a rir.
|| JPH, 20:40 || link || (0) comments |

sexex

alguém disse ao actual líder do cds/pp que o sentido de humor é do mais sexy que há, e vai ele e zás, inventou uma piada.

experimentou lá em casa e riram-se. depois chegou ao caldas e estava lá uma pessoa ou duas e riram-se também. encorajado, repetiu aos jornalistas. que se riram também.

cá pra mim, o importante é que as pessoas se sintam bem e sejam felizes.
|| f., 17:35 || link || (0) comments |

Assim???



Francamente, acho isto uma sensaboria. Demasiado simplex pró meu gosto.
|| JPH, 16:41 || link || (0) comments |

Lá piadex tem ele

"Parece-me um bocado propagandex, à Socratex, mas se for verdadex, é bonzex."
José Ribeiro e Castro, comentando o programa Simplex, lançado ontem por José Sócrates
|| JPH, 16:38 || link || (0) comments |

jótapêagá... vá lá...

não leves a mal, mas não podemos voltar a ter um fundo branquelas? é que essa cena technicolour tá um coche foleirota, topas? isto pra não dizer que é mesmo bué da pirosa, para além de fazer mal aos olhos. e quê.
|| f., 15:17 || link || (0) comments |

Ai, gajas, gajas

Dear Ana, escolhe (clica no hexágono grande para aumentar)!

(Quatro exemplos entre dezenas possíveis)




|| JPH, 11:49 || link || (1) comments |

segunda-feira, março 27

JPH my dear

Este blog continua feioso. Maquilha lá a coisa com mais amor e carinho. Bj
|| asl, 18:31 || link || (0) comments |

mais uma causa

no outro dia pedi à empregada doméstica que comprasse bróculos. bróculos, aquelas coisas verdes, tipo raminhos, que se vendem em qualquer mercearia, estão a ver?

pois a senhora foi ao corte inglês, onde se vendem algumas coisas que não se vendem em mais lado nenhum (tipo yogurtes e kefir de cabra, que são a minha perdição de pequeno almoço) e fez lá as compras todas, razão pela qual dei com uma embalagenzita de plástico transparente com 300 gr de pézinhos de bróculos que asseverava estarem os ditos lavadinhos e prontos a usar até ao dia seguinte (!) mas não ostentava preço em nenhum sítio.

vai daí fui inspeccionar a conta e ia caindo para trás. aqueles singelos 300 grs de bróculos tinham custado 3 euros. 3 euros cada 300 gr dá cerca de 10 euros o quilo. ou seja, dois contitos de réis por quilo de bróculos.

um quilo de bróculos 'dos bons' ali na mercearia do bairro custa 1 euro e trinta!!!!!!!!!!

sou só eu que acho isto absolutamente revoltante?

fiquei tão passada que me dei ao trabalho de ver que raio de empresa comercializa bróculos ao preço de bife do lombo.

é esta

é que, reparem, nem sequer são bróculos de agricultura biológica; são uns bróculos quaisquer, com a particularidade de estarem lavados (como se os bróculos normais costumassem estar cheios de lama) e cortados aos raminhos (sem aqueles talos mais grossos, portanto, dos quais até gosto, por acaso).

não consigo sequer ter ideia da margem de lucro obtida em cada uma daquelas embalagens -- acho que é melhor nem pensar nisso, sou capaz de rebentar de fúria. mas acho que ainda há, no código penal português, o crime de especulação -- aquele que se aplica a quem exorbita o preço de bens de consumo.

é que se isto não é crime, o que será?
|| f., 16:09 || link || (5) comments |

Nota aos leitores

Afogados em milhares de pedidos - enfim, centenas, ou melhor, dezenas, na verdade dois, da Ana e da Fernanda - mudou-se ligeiramente a cor do fundo deste blogue. Está mais sóbrio, assim entre o atijolado e o avinhado. Acrescentou-se também na grafnola uma balada dos ZZ Top, para compensar a marmelice brasileira aqui colocada a pedido da chô dona Sá Lopes.
|| JPH, 14:04 || link || (2) comments |

jmf e as lésbicas, as lésbicas, ai as lésbicas (será uma causa?????)

ontem na 2:, o actual líder do cds/pp foi entrevistado pela raquel abecasis e por aquele senhor que diz que é director do público. a dada altura, lá vieram à baila as tais de questões fracturantes, entre elas a pma (procriação medicamente assistida).

o líder do cds/pp pôs-se a dizer que era essencial a aprovação de uma lei para regular a aplicação das técnicas de pma (que, recorde-se, é praticada em portugal há 20 anos em quase total vazio legal). esquecendo-se de explicar por que motivo o seu partido não apresentou nenhum projecto de lei com esse propósito, ribeiro e castro quer uma lei, rápido-rápido, que consagre as 'visões consensuais' sobre pma, 'deixando para mais tarde as questões fracturantes'. a saber, perguntaram os entrevistadores. e ele enumera: a barriga de aluguer (ou seja, maternidade de substituição, consagrada na proposta do ps), a procriação heteróloga...

e aí é interrompido pelo jmf, que impante de esclarecimento iluminado e beatificada sapiência, esclarece os ouvintes com aquele sorrizinho enjoado que o caracteriza: 'procriação heteróloga é por exemplo um casal de lésbicas querer ter um filho...'

UM CASAL DE LÉSBICAS, percebem? QUERER TER FILHOS, percebem? COITADINHAS DAS CRIANÇAS, percebem? ISTO É HORRÍVEL, percebem? NÃO PODE SER, NÃO PODEMOS ADMITIR ESTE HORROR

é capaz de ser impressão minha, mas foi o que vi a passar na testa do jmf tipo aqueles anúncios luminosos de beira da estrada que dizem: CUIDADO TRAVE A FUNDO ABISMO A UM QUILÓMETRO

SUCEDE QUE... procriação heteróloga não tem nada a ver com lésbicas. essa técnica tão fracturante para o cds/pp, ou pelo menos para o seu actual líder, refere-se apenas ao uso de gâmetas -- ou seja, óvulos e espermatozóides -- de um dador. e aplica-se nos casos em que, por exemplo num casalinho hetero, casadinho e tudo (até pode ser pela igreja) tem problemas de infertilidade que têm a ver com a 'má qualidade' dos respectivos óvulos ou espermatozóides.

o sr ribeiro e castro acha isto muito mas muito fracturante. e o sr jmf, para quem tudo o que é fracturante deve meter lésbicas e mais lésbicas (sempre gostava de saber porquê), zás, descaiu-se.

alguém lá do público que lhe explique, que a mim não me pagam para impedir que a figura de proa da concorrência faça figuras destas.
|| f., 13:04 || link || (0) comments |

quinta-feira, março 23

Miss Ed. Sent. you understand

Dear Miss Ed., now revisited, you understand everything
|| asl, 15:48 || link || (0) comments |

Os seus desejos são ordens

A pedido da xô dona Sá Lopes, eis mais algumas fotografias do senhor David Strathairn, que no Good Night, and Good Luck. fez de Ed Murrow.



Chega?

PS. Ana, já te pus o João e Maria a tocar. Se não conseguires que rode pede aí a alguém que te instale o Real Player ó lá comé qu'se chama. Quanto ao resto, ainda não tive tempo. Bjs
|| JPH, 11:51 || link || (0) comments |

late night post


Uma imagem retirada daqui.
A pensar nela, que ela sabe quem é.
|| Nuno Simas, 02:09 || link || (8) comments |

Paulo Portas e o tempo, esse magnífico escultor

O programinha, como diz o jph, até pode ser irrelevante - dou de barato. O dr Portas pode até, como diz a f., ter de treinar mais - dou de barato.
Mas não há volta a dar: estamos condenados a zappar na noite de terça-feira, de quinze em quinze dias, até ao programinha do dr Portas. Ele, naquela sua pose de Estado - a mais enfadonha de todas as suas poses conhecidas - vai fazer dali a sua travessia no deserto socrático até 2009. É vê-lo a pedalar a sua bicicleta enquanto a banda passa e vai tocando...
Já não é a primeira vez que o dr Portas atravessa o deserto à bolina dos comentários na SIC. Durante o guterrismo, o dr Portas conseguiu, por exemplo, evoluir da imagem de anti-europeísta (muito associado a um populismo de direita) para "algo" a que chamou euro-calmismo. Seja lá o que isso for, entra bem no ouvido e não é anti-europeísmo.
[Em 2003, assim falava o dr Portas:
«Ser eurocalmo ou euroesclarecido é ter uma só pátria que é Portugal e um interesse muito importante em jogo que se chama Europa».]
Hoje como dantes, desde que esteja na oposição, o dr Portas oscilará entre aquele discurso conservador da lavoura (é preciso não descurar o "nicho de mercado" do CDS e do PP) e o discurso ligeiramente guinado à esquerda (em direcção do PSD, entenda-se), como se viu no programa de terça-feira com as suas preocupações sociais com os imigrantes - na exacta medida em que isso sirva de justificação aceitável para travar a sua entrada no país.

Post Scriptum: Vamos ver quantas notícias serão produzidas - nas rádios, nos jornais - sobre os serões do dr. Portas?
|| Nuno Simas, 01:19 || link || (0) comments |

quarta-feira, março 22

amor e amar (outra vez)

tão cedo passa tudo quanto passa
morre tão jovem ante os deuses quanto morre
nada se sabe, tudo se imagina
circunda-te de rosas, ama, bebe e cala
o mais é nada

(ricardo reis)
|| f., 21:13 || link || (0) comments |

E já agora que estás com a mão nisso, JPH...

Põe também "O Meu Amor", versão Bethânia, que é o que há. No DVD dos meus amores, há a fantástica versão da Elba Ramalho e da Marieta Severo, que fica a anos-luz da da Ópera do Malandro que tem andado por aí.
|| asl, 20:35 || link || (0) comments |

O amor (um post anatómico)

A bunda que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
rebunda.


Carlos Drummond de Andrade
|| JPH, 20:23 || link || (0) comments |

Querido JPH

João e Maria, p.f.,uma música de Primavera. E mais fotos do bogartzinho, et pour cause. Também já tinha saudades de ler e ver o Simas. Jantar de blog prá semana. Marca tu.
|| asl, 20:15 || link || (0) comments |

Ó Ana,

escolha uma que eu ponho a tocar. Bjs
|| JPH, 19:55 || link || (0) comments |

As balas dos soldados de Salgueiro Maia

Passei pelo Largo do Carmo. O Quartel da GNR está renovado, pintado. Muito aprumado, depois de meses e meses de operações de limpeza e restauro. Andei à procura dos buracos das balas que os soldados de Salgueiro Maia atiraram para fazer cair o Império (de má memória!) e o presidente do Conselho, Marcelo Caetano, na tarde do 25 de Abril. Já lá não há nada. Os buracos das balas foram “rebocados” com cimento e tinta amarela. É assim a memória. Já lá vão 30 anos. Tudo passa!
|| Nuno Simas, 19:36 || link || (0) comments |

Lisboa à tarde

Ontem andei a passear por Lisboa. Como há muito não fazia. Fui ao Bairro Alto (de dia há recantos que cheiram mal, não sei se repararam…), passeei pelos alfarrabistas (contendo-me para não comprar o Relatório do 25 de Novembro, ed. Abril, O Americano Tranquilo, de Graham Green, na primeira edição da Ulisseia, ou a primeira edição de Manhattan Transfer, de John dos Passos), bebi chá no Largo do Chiado, comprei um disco do Arvo Pärt (Fratres, ed. Naxos, económica).
Por uma tarde, eu e a Su (uma rapariga que eu cá sei…) juntámo-nos um tanto inadvertidamente aos turistas que passeiam por Lisboa com os seus guias da cidade em riste - alguns eram alemães porque o guia tinha como título Lissabon...
E Lisboa ao fim da tarde, vista do alto do elevador de Santa Justa (com acesso pelo Largo do Chiado, para os mais distraídos), é pura e simplesmente fantástica.
Os únicos portugueses eram mesmo eu, a Su e… os empregados do bar que está lá no cocuruto do elevador. A melhor vista de Lisboa, sem dúvida. Breathtaking!
|| Nuno Simas, 19:31 || link || (0) comments |

explicação aos que facilitam

já percebemos, nuno: estás numa fase mística.

eu por mim gosto. alguém tem de levar a glória a sério
|| f., 18:59 || link || (0) comments |

mau mau manel

e não é que manel tá enganado (outra vez)? instrua-se, meu caro: aqui, aqui e aqui.

prontoS
|| f., 18:51 || link || (0) comments |

Amor e amigos (para ir na "onda" gloriafacil do dia)

Aos Amigos

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
Com os livros atrás a arder para toda a eternidade…
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
Dentro do fogo:
-temos um talento doloroso e obscuro.
Construimos um lugar de silêncio.
De paixão


O poema é de Herberto Hélder. Os meus amigos saberão que se destina a eles. Apesar da (poucas) distância e do silêncio.
|| Nuno Simas, 18:49 || link || (0) comments |

la-bô-ra

uma coisa é certa, porém: ninguém fala da lavoura como ele.
|| f., 18:49 || link || (0) comments |

O Amor (um post religioso)

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o Amor."

Autor: um judeu grego chamado Paulo de Tarso, que se tornou conhecido como São Paulo. Primeira Epístola aos Coríntios, cap. 13
|| JPH, 18:43 || link || (0) comments |

credibilidade

aquela legenda que o marques mendes se lembrou de colocar debaixo da cara dele durante o congresso (para o caso de as pessoas não acreditarem no que estavam a ver e a ouvir) veio-me à ideia ontem enquanto assistia a um programa da sic notícias.

lá estava o dr paulo portas, cuidadosamente enfarpelado nas cores do cenário (que, como diz o martim do mau tempo, parece aquele hotel de gelo não sei onde -- ou até os desenhos animados da idade do gelo, como se sabe cheios de animais extintos), gravatinha e lencinho rubros a condizer com as cadeiras, camisa e risca de giz do fato em raccord com o fundo azul anilado e bronze de uma estância qualquer finaça dos estates, em rigoroso controlo dos seus tiques habituais (exceptuando aquele cair das pálpebras antes de uma frase que ele acha mais retumbante, num enlevo de si para consigo que é quase comovente) e da sua famosa e estridência, apostado em fazer de conta que descobriu a serenidade do afastamento.

não sei que filmes andou portas a estudar para construir a nova personna, mas aposto que um dos seus modelos (na pose, na pose) é adriano moreira.

mas lá está, ninguém foge à sua natureza, e a de portas não é de grand seigneur, é de puto rebelde com manias.

nenhum grande senhor cheio de serenidade e de desprezo pela politiquice seria apanhado a dizer 'sei o peso que as minhas palavras têm'. aliás, como é óbvio, ninguém cujas palavras tenham de facto peso sente necessidade de o afirmar.

dr portas, tem de treinar mais.
|| f., 18:13 || link || (0) comments |

he lives

estou em condições de afirmar que o nuno simas não é um ser exclusiva, embora escassamente, virtual.

ainda há bocado estava ali ao fundo.
|| f., 18:12 || link || (0) comments |

Good luck

O filme é bom. Não é fantástico: dá para ver perfeitamente em DVD daqui a seis meses que ninguém morre. O melhor não é o Clooney, embora se louve o interesse, a realização e metade do argumento. O melhor é aquele senhor bogartiano com nome impronunciável que faz de Ed Murrow. Credo. Desde o Bogart que alguns gestos não mais se tinham repetido.


[David Strathairn, fazendo de Ed Murrow]
|| asl, 16:25 || link || (0) comments |

O amor postal

Há três ou quatro meses, costumava encontrar o Amor na caixa dos mails. Não era sempre mas quando calhava confortava-me, embora isso fosse muito estúpido. Era o senhor Luís Amor e não era SPAM. Escrevia-me (e a uma provavelmente interminável mailing list) a dar conta das actividades da câmara municipal de Serpa, um lugar também dos meus amores por causa do outro Luís, das tascas, do paio, do queijo e do pão de lenha de uma aldeia que não me lembro o nome. Há uns tempos deixei de encontrar o Amor no mail. Talvez ele me tenha perdido. Tenho pena. Se alguém puder informar, o meu paradeiro habitual é ana.s.lopes@dn.pt ou aqui o glória.
|| asl, 16:07 || link || (0) comments |

O Amor (um post profissional)

Já nas redacções também me dizem que há muito truca-truca.
|| JPH, 13:48 || link || (1) comments |

O amor (um post meteorológico)

Há, por outro lado, sítios onde os imperativos da sobrevivência nos devem obrigar a fugir do amor. Dou um exemplo: Timor-Leste. Temos tendência a sobreavaliar a importância do suor. Pensamos que é da paixão o que de facto é mesmo só do clima.
|| JPH, 13:39 || link || (0) comments |

O amor (um post político)

Onde se encontra o amor, pergunta o Francisco. Da experiência pessoal de um amigo meu - que ele também conhece -, há dois sítios que não se devem recusar à partida:

a) sedes de partidos
b) campanhas eleitorais.

A política é de facto afrodisíaca, confirmou-me esse amigo, meio envergonhado. A democracia tem sobre as ditaduras a vantagem de proporcionar mais convívio.
|| JPH, 13:18 || link || (0) comments |

terça-feira, março 21

Recobro-Primavera

Há coisas em comum entre o acordar do recobro e a Primavera: a adaptação do corpo no pós-operatório pode doer como a cabeça na Primavera, mas isso vem misturado com os prazeres do regresso à festa. A avaliação da memória no pós-recobro é parecida com o processo que, na Primavera, dá a uns: episódios de nostalgia, mesmo que de assunto incerto.
No fim do recobro e da Primavera devolvem-nos os óculos.
|| asl, 20:12 || link || (0) comments |

Hoje á cosido


[Imagem roubada daqui, que por sua vez a tinha surripiado aqui]
|| JPH, 17:23 || link || (0) comments |

segunda-feira, março 20

Evidentemente

Concordo a cem por cento com este post do João: "Uma manifestação baseada num cartaz destes, com estas frases, é objectivamente uma manifestação de apoio ao terrorismo."

É isto que chateia, nesta coisa do Iraque. Ver causas justas entregues pelos imbecis aos imbecis do lado oposto (Rumsfeld e Cª.).

Sendo assim, para que fique claro: nada desculpa uma "resistência" que assenta na matança terrorista indiscriminada de civis. Nenhuma "resistência" que, cobardemente, evita por sistema os alvos militares, deve ser saudada. A "resistência" é, tal como o regime deposto, ditatorial e totalitária (só ataca os fracos e evita os fortes).

A "resistência", como ela está a ser feita, só legitima a invasão, como ela foi feita. A "resistência" está a ser feita à medida dos invasores. Ou, por outras palavras, a "resistência", feita desta forma, é um valente frete aos invasores. Assente no terrorismo serve efectivamente aos invasores para que estes argumentem que estão a combater o terrorismo.

Parabéns aos brilhantes autores do cartaz por darem tantos argumentos aos que ainda defendem a invasão. Eles próprios não fariam melhor.
|| JPH, 19:43 || link || (0) comments |

Anos Dourados

(...)Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
É desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
|| asl, 18:05 || link || (0) comments |

É desconcertante rever um grande amor


Um fim de semana chuvoso mergulhada na colecção de dvds mais importante depois da invenção do objecto. O pacote 2 do Chico Buarque, com destaque para a alínea a) Anos Dourados. A cumplicidade de Chico com Tom Jobim: a coisa abre com Chico e Jobim a cantar aquela maldita peça, obra do Chico e do Edu Lobo, o “Choro Bandido”, um rebenta-corações. Chico fala do Jobim ornitólogo nas horas vagas, do Jobim que para o fim da vida já não tinha paciência para ouvir música, do Jobim que espreita atrás do seu ombro enquanto ele escreve, do Jobim com quem, se voltasse à terra, gostaria de falar “bobagem”.
E a letra dos Anos Dourados que não saía. Jobim tinha feito a música e Chico, de pé partido, via a série televisiva e choramingava, mas a letra não saía.
O mais desconcertante em Chico não são os olhos água, nem a voz, nem o sorriso – é o ar absolutamente virginal.
|| asl, 17:54 || link || (2) comments |

A "banda"

E a "banda" a vê-lo passar, ao chefe do partido. A "banda" mais não fez nos últimos meses que não seja minar a liderança. A "banda" tenta fazer-nos esquecer que perdeu um congresso impossível de perder - o que só por si revela uma incompetência muito para além do razoável.

Mesmo assim, como não leva a sério o seu próprio partido - "sem emenda" - a "banda" recusa-se a aceitar os resultados desse congresso. Passou assim à luta armada, que na política se faz intrigando contra o chefe 48 horas por dia. Tem palco (e audiência) para isso, na Assembleia da República.
Só que o chefe eleito é tudo menos parvo. Agora encostou-os à parede. Falem agora ou calem-se para sempre - é o que diz a decisão de convocar um congresso antecipado. A "banda", previsivelmente, faltará. É o que ameaça, pelo menos. Já se viu porquê: órgãos eleitos no partido fazem-lhes confusão.
A "banda" preferiria, portanto, que o chefe eleito se deixasse refogar em lume brando, sem estrebuchar, docilmente. Leva-lhe a mal não se preste a tal serviço. Censuram-lhe que, com o golpe do congresso extraordinário, o chefe eleito tenha esticado o seu prazo de vida de 2007 para 2008. Azar. Mas foram eles, os da "banda", que lhe deram os argumentos para isso. Evidentemente, a "banda" nunca se calará, em circunstância alguma. O que dará ao chefe eleito pretexto para a erradicar das listas de candidatos a deputados, em 2009. E, depois das eleições, a responsabilizá-la (com alguma razão) por um eventual desaire eleitoral.

(À margem, o verdadeiro chefe da "banda" passeia o seu alegado "sentido de Estado", quinzenalmente, num programinha irrelevante de um canal da TV Cabo, transmitido tarde e más horas. É notório, nos disparates da "banda", que lhes falta o aconselhamento do respectivo e verdadeiro chefe. Este não gasta os seus fulgurantes neurónios com outra pessoa que não a sua própria. Lá saberá porquê.)
|| JPH, 12:38 || link || (0) comments |

sábado, março 18

laranjina

Com um "banho" de legitimidade do congresso do Atlântico, Marques Mendes vai ao exame final nas directas, lá para Maio. Estas não serão ainda as eleições a sério.
Lá para 2008, Mendes terá de provar que não será um líder apenas consentido, transitório e convencer, a sério, o partido de que consegue "ir lá". Aí, terá concorrência a sério. Por essa altura, já as famílias (barrosistas, menezistas, marcelistas, santanistas...) terão feito as contas à vida e lançado as peças nos tabuleiro. O estado (de desgraça) do Governo de Sócrates é outro factor a ter em conta.
|| Nuno Simas, 21:42 || link || (0) comments |

sexta-feira, março 17

laranjada (vii)

Directas 2. Com as directas à beira de ser aprovadas (tanto quanto é possível prever pois trata-se de um congresso do PSD), os congressos laranja vão ser um aborrecimento. Adeus às longas madrugadas com directos nas TV's e nas rádios com o "povo" suspenso da escolha do líder "laranja". O que se perde em emoção e em drama ganha-se em serenidade. Que valha, aos jornalistas, as "línguas" de dirigentes como Luís Filipe Menezes ou Alberto João Jardim. Ou o efeito "jet-set" de Pedro Santana Lopes.
|| Nuno Simas, 16:45 || link || (0) comments |

Santana



Sempre pensei que Pedro Santana Lopes tinha dele mesmo uma imagem ligeiramente desfocada. Que se levava a si próprio muito mais a sério do que devia ser levado. Enganei-me, confesso. Esta história do Audi demonstra-me o erro. Santana Lopes é o homem que recusa comprar o seu próprio carro usado.
|| JPH, 16:18 || link || (15) comments |

laranjada (vi)

Directas 2. Com as directas à beira de ser aprovadas, os congressos do PSD vão ser um aborrecimento. Adeus às longas madrugadas com directos nas TV's e nas rádios com o "povo" suspenso da escolha do líder "laranja". O que se perde em emoção e em drama ganha-se em serenidade. Será?
|| Nuno Simas, 16:09 || link || (0) comments |

laranjada (v)

Directas. Olhando a história recente, as directas serviram ao PS, em 1994 (um ano antes das legislativas), como uma forma de credibilização do partido perante a opinião pública. E serviram ao "novo" António Guterres e a sua terceira via portuguesa. Era o "novo" PS contra o "velho" PSD simbolizado por Cavaco Silva, agora eleito Presidente (irónico, não é?). Era uma reforma no partido, uma vontade de abertura e transparência. Para eleitor ver e ajudar a ganhar eleições. É certo que semelhante vontade reformista não aplicou depois Guterres ao país, acabando por demitir-se quando sentiu que os pés começavam a enterrar-se num pântano. Político. Mas isso já é outra história.
|| Nuno Simas, 15:51 || link || (0) comments |

Retratos do trabalho em Portugal


[Autor: Moi]
|| JPH, 15:48 || link || (0) comments |

Marcelo no Conselho de Estado (II)

Ingredientes
1 cebola
2 dentes de alho
400 g de alho-porro
200 g de batatas
0,5 dl de azeite
1,5 l de água
2 dl de natas
sal, pimenta e óleo q.b.


Preparação
Corte a cebola, o alho, o alho-porro e as batatas em pedaços e refogue-os no azeite. Guarde 50 g de alho-porro. Tempere, envolva bem, junte a água e deixe cozinhar, em lume brando. Frite ligeiramente o restante alho-porro em óleo bem quente. Tire e guarde em papel absorvente. Triture os legumes que estiveram a cozinhar e, quando arrefecer, coloque no frigorífico até ao momento de servir. Junte as natas à sopa e envolva bem, de modo a que fique homogénea. Rectifique os temperos e sirva com o alho-porro frito.
|| JPH, 14:55 || link || (0) comments |

Marcelo no Conselho de Estado

|| JPH, 14:45 || link || (0) comments |

laranjada (iv)

Congresso 4. Concluindo, Marques Mendes vai fazer hoje e amanhã na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o que Marcelo Rebelo de Sousa fez no Coliseu dos Recreios de Lisboa em 1996: refrescar a sua legitimidade num congresso em que nem sequer está em causa (pelo menos formalmente) a liderança do partido. E bem precisa para os anos que tem pela frente. Mendes sabe que os partidos são autênticas máquinas devoradoras... de líderes.
|| Nuno Simas, 14:10 || link || (0) comments |

laranjada (iii)

Congresso 3. Marques Mendes chega debilitado ao congresso PSD por outro motivo que nada tem a ver com as directas. O estilo de oposição que tem feito (moderada) não é bem ao gosto de um partido geneticamente de poder que anseia (é essa a sua pulsão natural!) pelo poder que Mendes não lhe pode dar agora. Apesar do calendário político atirar as legislativas para 2009, o PSD profundo (essa é uma verdade seja para o PSD seja para o PS, por exemplo), é um animal que saliva e se alimenta de poder. O pior para Marques Mendes é se o partido achar que tem pouca combatividade...
|| Nuno Simas, 13:41 || link || (0) comments |

laranjada (ii)

Congresso 2. Marques Mendes pode até ganhar o congresso e a votação das directas - a reunião entre os proponentes das alterações aos estatutos já foi um prenúncio disso mesmo. Mas é uma vitória a prazo. Luís Filipe Menezes, António Borges, Nuno Morais Sarmento, Marcelo Rebelo de Sousa estarão à espreita. Os putativos líderes até agradecem que, por enquanto, Mendes vá aguentando o leme do barco laranja... As eleições legislativas (a cumprir-se o calendário...) são só em 2009 e três anos é muito tempo para qualquer candidato a primeiro-ministro "aguentar" na sede da São Caetano à Lapa pelo poder, sem poder distribuir poder. Lá para 2008, a vocação para a liderança será mais aguçada para alguns. É a vida, como diria Guterres.
|| Nuno Simas, 12:49 || link || (0) comments |

Cercados



Tenho quase pena dos estudantes que se manifestam em Paris. De um lado a polícia; do outro os nostálgicos de 68. Contra tantos, perdem de certeza.
|| JPH, 12:38 || link || (0) comments |

laranjada (i)

Congresso. Marques Mendes arrisca-se a sair do congresso do PSD tão enfraquecido como entrou. Nem é preciso esperar pela votação das directas nos estatutos. O motivo é simples: Marques Mendes nunca foi um entusiasta das directas. Não as apoiou nos congressos de 1996 e de 2000. Só prometeu as directas no congresso de Pombal, há um ano, para calar quem as defendia e para poder adiar o problema por um ano... E foram muitos que as exigiam, a começar por Luís Filipe Menezes, num congresso que ganhou por uma unha negra. Mais táctica do que estratégia, portanto!
|| Nuno Simas, 12:29 || link || (0) comments |

quinta-feira, março 16

revista de imprensa

por mais entidades reguladoras e altas autoridades que se arranjem, não haverá decerto nenhum milagre que impeça o mau jornalismo de existir (para não falar da estultícia que, para poupar ida ao dicionário à gente de quem falo, traduzo já por estupidez).

em todo o caso, talvez não fosse pedir de mais que quando se cita qualquer coisa -- seja um artigo de jornal seja um blogue -- se faça o obséquio de não descontextualizar a citação ao ponto de fazer parecer que uma pergunta irónica passe por uma defesa de, por exemplo... o incesto.

analfabetismo é mau, má fé é péssimo. o encontro dos dois dá isto. e para quê?
|| f., 15:54 || link || (0) comments |

Suburbanas (II)

Deixa estar, f., eu também sou suburbano: fiz-me gente na linha de Cascais. E agora moro numa vila que, além de estar referenciada no processo Casa Pia, é tauromáquica à brava (mas uma coisa e outra não estão relacionadas, segundo lá me garantem).
|| JPH, 12:25 || link || (0) comments |

ja que aqui estou

sou a única a achar estranho que dois gajos sérvios tenham morrido de seguida nas suas celas durante a noite? aquelas prisões não têm malta a fazer rondas? o milosevic estava doente e não era monitorizado?

se fosse em pinheiro da cruz toda a gente encolhia os ombros. mas em haia?

hum.
|| f., 12:18 || link || (0) comments |

Mercado do amor

Não negues à partida uma OPA que não conheces.
|| JPH, 12:17 || link || (0) comments |

eu, vfx, me confesso

as provocações sucedem-se: página laaaaaaaaraaaaaaaaaaanja primeiro, agora isto.

tinhas de me chamar suburbana, não era, jph? tinhas de me desmascarar perante toda a blogosfera, não era? tinhas de contar a toda a gente que sou uma campina, uma fandanga, que fui engordada com linguadinhos bebés fritos e açorda de sável e que até aos sete anos achava que toda a gente no mundo queria ser toureira?

andava eu práqui a tentar dar ares de sofisticação e urbanidade, gucci, mccarthy e capote e gays e não sei quê, e tu estragas tudo?????!!!!!

quantos pares de botas prada é que são precisas para uma pessoa apagar o passado? quantas viagens a ny? quantos séculos de name droping?

(sim, podem tirar uma rapariga de vila franca, mas será que podem tirar a vila franca da rapariga?)

ó, o horror, o horror

lá tenho eu de telefonar outra vez àqueles gajos do witness relocation program
|| f., 11:58 || link || (0) comments |

Futebolização da política

O congresso do PSD e a Assembleia Geral do Sporting decorrerão no mesmo edifício (Pavilhão Atlântico). Ao mesmo tempo.
|| JPH, 11:36 || link || (0) comments |

Suburbanas

As minhas suburbanas favoritas são as de Vila Franca de Xira. Ou então as dos arredores do Porto. E se acumulam, então nem vos digo.
Quanto às da província, tenho um fraquinho pelas das Caldas da Rainha. Ou então as de Viana do Castelo. E se acumulam, então nem vos digo.
|| JPH, 10:58 || link || (0) comments |

terça-feira, março 14

Onde estará...

Cavaco Silva? Desde sexta-feira que o novo Presidente não se deixa ver.
|| Nuno Simas, 19:23 || link || (0) comments |

Notícias do país real

Há dias, em Famões, Odivelas, a PSP foi chamada a intervir num conflito familiar: um homem batia na mulher. Chegou lá e pouco depois saiu porque a mulher se escusou a apresentar queixa. Cinco minutos voltaram a ser chamados, por uma das filhas do casal. Regressaram e desta vez apanharam o homem em flagrante delito, batendo na mulher. O homem recebeu a polícia com ameaças. A polícias revistou a casa e encontrou um arsenal: quatro caçadeiras, quatro pistolas, três revólveres, 78 cartuchos de caçadeira e 476 munições. O homem foi presente ao tribunal. E libertado. Agora está proibido de regressar a casa e de contactar a mulher.

E pronto. Agora é só esperar.
|| JPH, 11:06 || link || (0) comments |

segunda-feira, março 13

Novas Fronteiras

Ontem, numa das mais belas tardes do Inverno português, um milhar de crentes reuniu numa sala escura da FIL, em Lisboa, bebendo com devoção mais uma homília do Sumo Pontíficie, Sócrates de seu nome. Fanatismo? Não, apenas sobrevivência.
|| JPH, 16:09 || link || (0) comments |

Tudo pela Nação, nada contra a Nação

"O dever de qualquer responsável político é o de lutar pela confiança. E isto é válido para o Governo, mas também é válido para a oposição. Quem acha que prejudica o Governo promovendo o pessimismo e rejeitando todos os sinais de recuperação da confiança, não está a fazer oposição ao Governo, está a fazer oposição ao País."

José Sócrates, primeiro-ministro, ontem, na Convenção Novas Fronteiras
|| JPH, 15:17 || link || (0) comments |

sexta-feira, março 10

Um blogue

da minha terra.
|| JPH, 15:52 || link || (0) comments |

Alaranjado

Ponho. Quando a Ana e o Nuno voltarem a blogar. E não bastam postinhos do tipo "voltei a blogar ponto final e lá para o Natal volto, talvez".
|| JPH, 15:41 || link || (0) comments |

quinta-feira, março 9

ó jotapêagá, pá

de cada vez que abro este blogue fico arrelampada. sobretudo hoje.

eu até gosto de laranja. visto laranja: meias laranja, roupa laranja, sapatos laranja (mules, pronto), sacos laranja.

bebo laranjas todos os dias ao pequeno almoço e às vezes também ao almoço e ao jantar.

mas don't exagerate.

põe lá isso como estava, ó jótas.

plize
|| f., 16:06 || link || (0) comments |

Elogio à PSP

Divisão de Trânsito, mais propriamente.

Ao chegar, de carro, junto à residência oficial do PM, um pai transportando o seu filho reparou que estava vedada ao trânsito o acesso à rua da escola para onde levava a criança.

O cidadão, conhecido por amigos como o "talliban" devido às suas barbas, pára junto ao polícia que tapa o trânsito e fala com o agente:

- Desculpe, sôr guarda, mas tenho de ir levar o meu filho à escola...
- É na rua Almeida Brandão.
- É.
- Então siga.

E lá foi. Isto sim é bom senso.
|| JPH, 13:12 || link || (0) comments |

Os "good friends" são para as ocasiões

Muitos prefeririam que os arquivos norte-americanos não funcionassem tão bem como funcionam. Por exemplo, Cavaco Silva. Ao ver, há bocadinho, George Bush (pai) cumprimentar o novo Presidente da República, lembrei-me de ir ao NARA (National Archives and Records Administration).

Buscando por "Silva" encontram-se três conversas entre o então Presidente Bush e o então primeiro-ministro de Portugal, o seu "good friend" Cavaco Silva. A primeira em 1988; a segunda em 1990; a terceira - em que também participou Jacques Delors, na altura presidente da Comissão Europeia - em 1992.

Experimentem, depois, em cada um desses relatos fazer uma busca usando a palavra "Timor" (na altura uma "província" da Indonésia, se bem se recordam). Digam-me depois se encontraram alguma coisa. Eu não consegui.
|| JPH, 12:32 || link || (0) comments |

É este o hino do dia...

...apesar de tudo.

|| JPH, 12:06 || link || (0) comments |

O luto continua (II)

O PCP e o Bloco recusaram aplaudir o discurso de Cavaco Silva.
|| JPH, 12:00 || link || (0) comments |

O luto continua

Mário Soares saiu do Parlamento sem cumprimentar Cavaco Silva. E recusando falar aos jornalistas.
|| JPH, 11:50 || link || (0) comments |

Um discurso importante

O de Jaime Gama, presidente da Assembleia da República. Fez o discurso que José Sócrates teria feito, se pudesse. Uma frase: "Melhor do que ninguém, [Cavaco Silva] está em posição de compreender que, a bem do futuro do país, é absolutamente imperioso para os órgãos de soberania trabalhar em convergência de esforços, pois só assim seremos capazes de obter resultados úteis e duráveis."
|| JPH, 11:31 || link || (0) comments |

Retrato da hegemonia feminina no jornalismo político nacional

O homem mais procurado para fazer declarações foi o príncipe Felipe.
|| JPH, 11:26 || link || (0) comments |

Uma frase que retive

"A estabilidade não é um valor absoluto."
Anibal Cavaco Silva, Presidente da República
|| JPH, 11:20 || link || (0) comments |

quarta-feira, março 8

Irrelevâncias (II)

O sentimento de déjà vu perante este "regresso" de Paulo Portas é exactamente igual ao que me suscitou a candidatura presidencial de Mário Soares. Quase quarenta anos de diferença entre um e outro não fazem, de facto, diferença nenhuma. Para um e outro, a política é, afinal, a mesma coisa: um vício doentio.
|| JPH, 21:54 || link || (0) comments |

Irrelevâncias

Suave. Institucional. Com umas patilhas novas, a atirar para o marialva. Menos loiro do que há umas semanas, segundo me pareceu - seriedade "oblige". Enfim: um deputado que acha - sem que ninguém o contrarie - que o facto de ter sido ministro da Defesa o transformou definitivamente num político responsável, vulgo "homem de Estado".

Foi assim, ontem, Paulo Portas, no seu novo "Estado da Arte", na SIC-Notícias. Um cenário algo gélido demais, uma interlocutora (Clara de Sousa) que, como parece que obrigam as regras destas conversas, se comportou à altura do que se lhe pedia. Uma conversa mole. Entediante mesmo - mais até do que as do professor Marcelo.

Por isso me pergunto: qual o interesse jornalístico da coisa? Quer dizer: parece-me que a SIC faz a contratação apenas segundo o princípio, rangeliano, de que uma televisão pode vender tudo, de sabonetes a presidentes. No caso, do CDS. Mas porquê só do CDS, uma irrelevância partidária? Porque não também fazer o mesmo com o PS, contratando Alegre? E com o PSD, chamando Santana (ou Menezes)? E no Bloco de Esquerda, convocando Joana Amaral Dias? (No PCP não me lembro do ninguém.)

Não. Nada. A SIC já só se contenta em eleger o presidente do CDS. A contratação de Paulo Portas retrata em todo o seu mínimo esplendor a irrelevância em que se tornou a própria SIC.
|| JPH, 10:56 || link || (0) comments |

terça-feira, março 7

Sinal dos tempos

- 'Tou um bocadinho triste...
- Porquê?
- Duas amigas minhas vão casar.
- Uma com a outra?
- NÃO!
|| JPH, 16:18 || link || (0) comments |

Barreiro

A propósito do discurso de Reese Witherspoon na cerimónia dos Oscares o Pedro Mexia escreveu: "Quem é do Barreiro há-de ser sempre do Barreiro."

Parece tal referência terá provocado reacções escandalizadas. Por mim tudo bem. Tivésse falado de Alcochete e a conversa era outra. Olá se era.
|| JPH, 15:33 || link || (0) comments |

Tomada de posse: tudo o que o leitor não sabe...

...nem nunca quis saber.

TOMADA DE POSSE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
CERIMONIAL


1.Na Sala das Sessões o Presidente da Assembleia da República abre a Sessão às 09.00 horas, que suspende, em seguida, para receber o Presidente da República, o Presidente da República Eleito e os convidados.
2.Um batalhão representando os três ramos das Forças Armadas com estandarte, banda e fanfarra já se encontra, entretanto, postado no passeio fronteiro à Assembleia da República, a partir das 08.45 horas, para prestar a Guarda de Honra, mantendo-se nesse local até ao final da Cerimónia.
3.Os Presidentes do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justiça chegam à Assembleia da República às 09.05 e 09.10 horas, respectivamente, sendo aguardados na Escadaria Exterior pelo Protocolo que os conduz ao Salão Nobre.
4.A partir das 09.05 horas começam a chegar os chefes de Estado e presidentes de organizações internacionais convidados, que são recebidos pelo Protocolo, saudados pela Guarda de Honra e, em seguida, conduzidos à Tribuna B.
5.O Primeiro-Ministro chega ao Palácio de S. Bento às 09.30 horas e é aguardado na Escadaria Exterior pela Secretária-Geral da Assembleia da República e por elementos do Protocolo. Recebe o toque de continência da guarda de honra e é conduzido ao Salão Nobre pelo Protocolo.
6.O Presidente da Assembleia da República desloca-se à Escadaria Exterior do Palácio de S. Bento a fim de aguardar o Presidente da República Eleito, recebendo o toque de continência da Guarda de Honra.
7.Aguardam o Presidente da República Eleito, junto ao carro, a Secretária-Geral da Assembleia da República e o Chefe do Protocolo do Estado e, no primeiro degrau, o Presidente da Assembleia da República.
8.O Presidente da República Eleito chega ao Palácio de S. Bento às 09.35 horas.
9.O Presidente da República Eleito é saudado pela Guarda de Honra, à qual corresponde. Em seguida, acompanhado pelo Presidente da Assembleia da República, pela Secretária-Geral da Assembleia da República e pelo Chefe do Protocolo do Estado, sobe a Escadaria Exterior, ao cimo da qual é recebido pelos restantes membros da Mesa da Assembleia da República e pelos Presidentes dos Grupos Parlamentares.
10.Havendo recebido o Presidente da República Eleito os cumprimentos dos Vice-Presidentes da Assembleia da República, dos Presidentes dos Grupos Parlamentares, dos Secretários e dos Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República, organiza-se no mesmo local o cortejo seguinte:
·Auxiliares Parlamentares;
·Secretários do Protocolo do Estado;
·Chefe do Protocolo do Estado; e Secretária-Geral da Assembleia da República;
·Presidente da Assembleia da República e Presidente da República Eleito;
·Vice-Presidentes da Assembleia da República;
·Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Comitiva do Presidente da República Eleito;
·Auxiliares Parlamentares.
11.O cortejo sobe a Escadaria Nobre e, passando pelos Passos Perdidos, dirige-se ao Salão Nobre (porta da direita), onde já se encontram o Primeiro-Ministro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Presidente do Tribunal Constitucional, os Presidentes dos Grupos Parlamentares e o Presidente e demais membros do Conselho de Administração da Assembleia da República.
12.O Presidente da Assembleia da República, os restantes membros da Mesa e os Presidentes dos Grupos Parlamentares, a Secretária-Geral da Assembleia da República e o Chefe do Protocolo do Estado regressam à Escadaria Exterior, aguardando o Presidente da República.
13.Aguardam o Presidente da República, junto ao estandarte do Batalhão que faz a guarda de honra, a Secretária-Geral da Assembleia da República e o Chefe do Protocolo do Estado e, no primeiro degrau da Escadaria Principal, o Presidente da Assembleia da República.
14.O Presidente da República chega ao Palácio de S. Bento às 09.45 horas.
15.Tendo recebido as honras militares, escutado o Hino Nacional e passado revista à Guarda de Honra, o Presidente da República, acompanhado pelo Presidente da Assembleia da República, sobe a Escadaria Exterior, ao cimo da qual é recebido pelos restantes membros da Mesa da Assembleia da República e pelos Presidentes dos Grupos Parlamentares.
16.Havendo recebido o Presidente da República os cumprimentos dos Vice-Presidentes da Assembleia da República, dos Presidentes dos Grupos Parlamentares, dos Secretários e dos Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República, organiza-se o cortejo seguinte:
·Auxiliares Parlamentares;
·Secretários do Protocolo do Estado;
·Chefe do Protocolo do Estado e Secretária-Geral da Assembleia da República;
·Presidente da Assembleia da República e Presidente da República;
·Vice-Presidentes da Assembleia da República;
·Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Comitiva do Presidente da República;
·Auxiliares Parlamentares
17.O cortejo sobe a Escadaria Nobre e, passando pelos Passos Perdidos, dirige-se ao Salão Nobre (porta da direita), onde já se encontram o Presidente da República Eleito, o Primeiro-Ministro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Presidente do Tribunal Constitucional, os Presidentes dos Grupos Parlamentares e o Presidente e demais membros do Conselho de Administração da Assembleia da República.
18.De seguida, os Vice-Presidentes da Assembleia da República, os Presidentes dos Grupos Parlamentares, os Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República, o Presidente e membros do Conselho de Administração, e as Comitivas do Presidente da República e do Presidente da República Eleito vão imediatamente ocupar os seus lugares na Sala das Sessões.
19.Já terão, entretanto, ocupado os seus lugares no Hemiciclo todos os Deputados, com excepção dos Secretários da Mesa, os Ministros, o Procurador-Geral da República, os Presidentes do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas, os Representantes da República para os Açores e para a Madeira, o Provedor de Justiça, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o Presidente do Partido do CDS-PP, os Presidentes das Assembleias e dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, o Presidente do Conselho Económico e Social, os Conselheiros de Estado, os Chefes dos Estados-Maiores dos três ramos das Forças Armadas, o Vice-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, os Juízes Conselheiros do Tribunal Constitucional, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o Governador Civil de Lisboa, o Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Director Nacional da Polícia de Segurança Pública e o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana; na Tribuna A, a Senhora de Jorge Sampaio, a Senhora de Jaime Gama, a Senhora de Cavaco Silva, o Cardeal Patriarca de Lisboa, os anteriores Presidentes da República - General Ramalho Eanes e Doutor Mário Soares - e respectivas Senhoras, os anteriores Presidentes da Assembleia da República e respectivas Senhoras, os anteriores Primeiros-Ministros e respectivas Senhoras; na Tribuna b os Chefes das Delegações estrangeiras e as suas comitivas; na Galeria I, o Corpo Diplomático; na Galeria III os Eurodeputados, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, o Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados, o Presidente da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, o Presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa, o Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Comandante Naval, o Governador Militar de Lisboa, o Comandante do Comando Operacional da Força Aérea, o Comandante do Comando Operacional das Forças Terrestres, os Secretários de Estado, o Candidato à Presidência da República, os antigos Secretários-Gerais da Assembleia da República, os directores do gabinete do parlamento Europeu e da Comissão europeia, os corpos directivos da Associação dos ex-Deputados da Assembleia da república e outras individualidades convidadas; na Tribuna D os Órgãos da Comunicação Social; na Galeria II os familiares e convidados especiais do Presidente da República; Alguns representantes dos Órgãos da Comunicação Social, e nas Galerias IV a VI, os demais convidados.
20.Às 10.00 horas, o Presidente da República sai do Salão Nobre para a Sala das Sessões, em cortejo assim constituído:
·Auxiliares Parlamentares;
·Secretários do Protocolo do Estado;
·Chefe do Protocolo do Estado e Secretária-Geral da Assembleia da República;
·Presidente da República Eleito, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República;
·Presidente do Tribunal Constitucional, Primeiro-Ministro e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça;
·Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Auxiliares Parlamentares.
21.O cortejo entra na Sala das Sessões, pela porta dos Passos Perdidos do lado do Corredor dos Espelhos, e passa em frente da Tribuna dos Oradores.
22.O Presidente da Assembleia da República dirige-se para o seu lugar na Tribuna da Presidência, onde fica ladeado, à direita, pelo Presidente da República e, à esquerda, pelo Presidente da República Eleito. Tomam, ainda, lugar na Tribuna, os Secretários da Mesa da Assembleia da República.
23.Já terão, entretanto, ocupado os seus lugares no Hemiciclo o Primeiro-Ministro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Presidente do Tribunal Constitucional.
24.A Secretária-Geral da Assembleia da República, o Chefe do Protocolo do Estado e os restantes elementos do cortejo tomam os seus lugares no Hemiciclo, junto da Tribuna dos Órgãos da Comunicação Social, com excepção dos Auxiliares Parlamentares, que assumem posições junto da Tribuna (dois em cima, ladeando a Presidência, e dois em baixo, nos espaços laterais da bancada do Governo).
25.O Presidente da Assembleia da República declara reaberta a Sessão e manda ler a acta de apuramento da eleição por um dos Secretários da Mesa da Assembleia da República.
26.O Presidente da Assembleia da República anuncia que o Presidente da República Eleito vai prestar a declaração de compromisso.
27.O Presidente da República Eleito levanta-se e, perante os restantes membros da Mesa e a assistência de pé, presta juramento sobre a Constituição da República Portuguesa.
28.Nesse momento, inicia-se uma salva de 21 tiros de artilharia e a Banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, executa o Hino Nacional.

(A assistência escuta de pé o Hino Nacional.)

29.O Presidente da República e o Presidente da Assembleia da República assinam o auto de posse e o Presidente da República cessante subscreve a declaração de compromisso.
30.Um dos Secretários da Mesa da Assembleia da República procede à leitura do auto de posse.
31.Seguidamente, o Presidente da República ocupa o lugar à direita do Presidente da Assembleia da República e o Presidente da República cessante toma o lugar à esquerda.
32.Simultaneamente, na Tribuna A, a Senhora de Jaime Gama dá a direita à Senhora de Cavaco Silva, enquanto a Senhora de Jorge Sampaio ocupa o lugar à esquerda.
33.O Presidente da Assembleia da República usa em seguida da palavra para apresentar ao Presidente da República as saudações e cumprimentos da Assembleia da República.
34.O Presidente da Assembleia da República anuncia que o Presidente da República vai usar da palavra, nos termos constitucionais.
35.O Presidente da República dirige uma mensagem à Assembleia da República.
36.O Presidente da Assembleia da República encerra a Sessão.

(
Neste momento é de novo executado o Hino Nacional.
A assistência escuta de pé o Hino Nacional.)


37.O Presidente da República sai da Sala das Sessões para o Salão Nobre, em cortejo assim constituído:
·Auxiliares Parlamentares;
·Secretários do Protocolo do Estado;
·Chefe do Protocolo do Estado e Secretária-Geral da Assembleia da República;
·Presidente da República cessante, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República;
·Presidente do Tribunal Constitucional, Primeiro-Ministro e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça:
·Secretários da Mesa da Assembleia da República;
·Auxiliares Parlamentares.
38.Nos Passos Perdidos o cortejo detém-se para se despedir do Presidente da Republica cessante, o qual é acompanhado até ao carro pelos Vice-Presidentes dos dois maiores Partidos, pela Adjunta da Secretária-Geral e pelo Vice-Chefe do Protocolo do Estado e pela sua comitiva.
39.No Salão Nobre, o Presidente da República acompanhado exclusivamente pelo Presidente da Assembleia da República recebe cumprimentos, posicionando-se os restantes elementos do cortejo um passo atrás das entidades referidas.

A ordem de precedência dos convidados que apresentam cumprimentos é a seguinte:
· Primeiro-Ministro, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e Presidente do Tribunal Constitucional, que, em seguida, se retiram sendo acompanhados à Escadaria Principal pelo Protocolo;
·Chefes de Estado, Primeiros-Ministros e equiparados estrangeiros convidados;
·Cardeal Patriarca de Lisboa
·Vice-Presidentes da Assembleia da República e Presidentes dos Grupos Parlamentares;
·Deputados;
·Titulares dos restantes Órgãos de Soberania;
·Embaixadores;
·Altas Individualidades estrangeiras convidadas;
·Altas Autoridades portuguesas;
·Outros convidados.

40
.Seguidamente, ainda no Salão Nobre, reconstitui-se o cortejo previsto no ponto 16 deste cerimonial.
41.O cortejo dirige-se, pelos Passos Perdidos, à Escadaria Nobre e ao Átrio, onde o Presidente da República se despede dos Vice-Presidentes da Assembleia da República, dos Secretários e dos Vice-Secretários da Mesa da Assembleia da República, sendo acompanhado até ao fim da Escadaria Exterior do Palácio pelo Presidente da Assembleia da República, pela Secretária-Geral da Assembleia da República e pelo Chefe do Protocolo do Estado.
42.A guarda de honra, postada no passeio fronteiro, presta ao Presidente da República as honras militares iguais ao ponto 15.
43.O Presidente da República, após ter recebido as honras militares, despede-se do presidente da assembleia da república e é acompanhado até ao carro pela Secretária-Geral da Assembleia da República e pelo Chefe do Protocolo do Estado.
44.O Presidente da Assembleia da República, acompanhado da sua Comitiva, regressa às instalações do seu Gabinete.


Fonte: Assembleia da República
|| JPH, 14:39 || link || (8) comments |

Sugestões para um discurso de posse (VII)

"Assim, meus caros compatriotas, não pergunteis o que o vosso país pode fazer por vós - perguntai o que podeis fazer pelo vosso país."

J.F.Kennedy, discurso de posse como Presidente dos EUA, Washington, 20 de Janeiro de 1961
|| JPH, 13:10 || link || (1) comments |

Sugestões para um discurso de posse (VI)

"Tenho um sonho que um dia todos os vales serão elevados, todas as colinas e montanhas serão rebaixadas, os lugares ásperos serão alisados e os lugares sinuosos serão endireitados (...)"

Martin Luther King, Washington, 23 de Agosto de 1963
|| JPH, 13:05 || link || (0) comments |

Sugestões para um discurso de posse (V)

"É evidente que relações internacionais não podem continuar nesta linha, porque de contrário avançaremos em direcção ao abismo. Nesta tarefa, as Nações Unidas devem defender a soberania dos Estados e fazer pressão para o restabelecimento das relações internacionais como base legal, para pôr fim à corrida aos armamentos."

Nikita Khrushchev, sede da ONU, Nova Iorque, 23 de Setembro de 1960
|| JPH, 12:51 || link || (0) comments |

Sugestões para um discurso de posse (IV)

"Há muito tempo que não contacto o povo como hoje. E quero dizer estas coisas aos meus descamisados, aos humildes que trago no fundo do meu coração; nas horas felizes, nas horas de dor e nas horas incertas, foi sempre para eles que olhei por serem puros, por verem com os olhos da alma e saberem apreciar as coisas extraordinárias (...)"

Eva Péron, Buenos Aires, 1 de Maio de 1952
|| JPH, 12:39 || link || (0) comments |

Sugestões para um discurso de posse (III)

"Pois bem, estamos numa emergência. Deixemo-nos de tibiezas. Assumamos a nossa força. Ofereçamos esperança. Digamos ao mundo que uma nova era é não só possível como também provável."

Ronald Reagan, no Parlamento britânico, em 8 de Junho de 1982
|| JPH, 12:22 || link || (0) comments |

Sugestões para um discurso de posse (II)

Quinta-feira o prof. Cavaco Silva tomará posse como Presidente da República. Daqui lhe deixo, rigorosamente grátis, algumas ideias para o discurso.

"Nós vamos avançar constantemente e não estamos interessados em conservar nem em agarrar-nos a nada, a não ser aos tomates do inimigo. Vamos estar constantemente a torcer-lhes os tomates e a dar-lhes nos cornos. O nosso plano operacional básico é continuar a avançar, não importa se por cima, por baixo ou através das linhas do inimigo."

George Patton, general norte-americano, discursando às tropas em Inglaterra, a 5 de Junho de 1944, antes do Dia D.
|| JPH, 12:16 || link || (0) comments |

Sugestões para um discurso de posse

Quinta-feira o prof. Cavaco Silva tomará posse como Presidente da República. Daqui lhe deixo, rigorosamente grátis, algumas ideias para o discurso.

"Debalde porém se esperaria que milagrosamente, por efeito de varinha mágica, mudassem as circunstâncias da vida portuguesa. Pouco mesmo se conseguiria se o País não estivesse disposto a todos os sacrifícios necessários e a acompanhar-me com confiança na minha inteligência e na minha honestidade – confiança absoluta mas serena, calma, sem entusiasmos exagerados nem desânimos depressivos. Eu o elucidarei sobre o caminho que penso trilhar, sobre os motivos e a significação de tudo que não seja claro de si próprio; ele terá sempre ao seu dispor todos os elementos necessários ao juízo da situação."

António de Oliveira Salazar, em 27 de Abril de 1928, ao tomar posse como ministro das Finanças
|| JPH, 11:47 || link || (0) comments |

O retrato



Este é o retrato oficial de Jorge Sampaio que há-de ser pendurado em Belém (roubado aqui). Paula Rêgo é a autora. Não sei se goste, se não. Acho que é que Paula Rêgo se violentou a si mesma para o fazer (e, ainda por cima, à borla). Fosse ela a Paula Rêgo que nós conhecemos e ali no lugar do busto da República estaria um coelhinho. E Sampaio estaria descalço. Ou de fraldas. Ou de galochas. Sim, de galochas é que faria sentido.

Por mim, já decidi. Quando for Presidente peço o meu retrato ao senhor José Bandeira.
|| JPH, 11:23 || link || (6) comments |

segunda-feira, março 6

agora a sério, mas a sério mesmo

o ppm resolveu falar 'muito a sério' sobre o assunto jornalismo de causas. aplaude-se a franqueza e a honestidade (juro que não sabia que era militante do cds/pp, nem adivinharia) e o separar de águas... até ao momento em que afirma que o dn se comprometeu com a causa do casamento da teresa pires e da helena paixão. eu, que sou jornalista do dn e escrevi sobre o caso, gostava que o ppm concretizasse o motivo do que diz.

não sei se o ppm sabe, mas a petição que eu e a maioria da redacção do dn assinou não era sobre o casamento da teresa e da helena -- era sobre o direito das pessoas do mesmo sexo a terem acesso ao casamento civil e foi assinada em novembro, meses antes de as duas mulheres terem feito conhecido o seu propósito. não faz diferença? é o mesmo? provavelmente. é como assinar uma petição a favor de que as crianças infectadas com hiv tenham tratamento nas escolas igual aos das outras crianças e de repente aparecer um caso em que há crianças com hiv discriminadas na escola. só podem ir fazer a reportagem as pessoas que acham que as crianças devem ser discriminadas? ou é preciso encontrar um jornalista que não tenha NENHUMA opinião sobre o assunto?

é como ir a timor fazer uma reportagem quando se participou da manifestação a favor da independência de timor. é como ir a israel fazer uma reportagem quando se tem opinião sobre quem tem razão (embora o mais certo seja sair de lá a achar que ninguém tem razão). é como ir ao iraque fazer uma reportagem durante a ocupação quando se tem uma opinião sobre a ocupação -- e quem a não tem?

ou seja, como o ppm deve -- ou, pelas razões aduzidas no post, devia -- saber, o que está em causa, sempre, não é a opinião que se tem sobre o assunto mas o trabalho que se faz. o que sai publicado. e sobre o trabalho que fiz, peço meças. não quero com isto dizer que o meu trabalho é melhor que o dos outros jornalistas que fizeram a cobertura. quero dizer que sei que é um trabalho jornalístico. percebe-se no que escrevi o que penso do assunto? é possível. isso é grave? a meu ver não. a questão é: estão lá as questões relevantes? estão lá as perguntas certas? escamoteei algum facto de que tenha tido conhecimento para fazer passar uma mensagem?

é isso que importa quando se discute jornalismo. como é o que importa quando o ppm escrever sobre algum assunto em que o seu partido tenha uma posição oficial. sendo que, lamento, não é o mesmo ser militante de um partido e defender uma causa cívica. nas causas cívicas não há hierarquias nem linhas oficiais nem obrigações que não advenham dos posicionamentos individuais.

é facílimo mandar lama para cima de alguém ou de um jornal com acusações gratuitas e infundamentadas. pode até render alguns dividendos (para a concorrência, por exemplo). mas não é minimamente sério, e muito menos 'muito sério'.

e só mais uma coisa: quando eu lhe quiser dizer alguma coisa, paulo, seja na sua caixa de comentários ou noutro local qualquer, tenha a certeza que o farei com o meu nome. não lho mandarei dizer por ninguém
|| f., 18:16 || link || (0) comments |

Cowboys derrotados na noite dos Oscares

|| JPH, 15:43 || link || (0) comments |

Melhor actor secundário


[Ben Stiller]
|| JPH, 15:17 || link || (0) comments |

Melhor actor


[Jon Stewart]
|| JPH, 15:16 || link || (1) comments |

sexta-feira, março 3

Saudades do futuro

Um dia teremos saudades do nosso MNE. Como temos de Santana, por exemplo. Reconheça-se: o professor Freitas do Amaral tem talento para os soundbites. Depois do comunicado da "licenciosidade" e das sugestões de um torneio euro-muçulmano de futebol, ontem foi a vez de utilizar as palavras "cueiro" e "topete".
|| JPH, 19:57 || link || (0) comments |

a magia da negação

não é só para provar que não direcciono rancores para os alvos errados, mas podia ser. atenção ao fabuloso e justíssimo texto de esther mucznik no público de hoje (link não disponível, a malta não dá um tostão para pagar o ordenado do fernandes).

o texto intitula-se 'monstruosa inocência' e discorre sobre a insuportável tendência que há, perante crimes como o que vitimou gis (que afinal, segundo noticia hoje o dn, terá, de acordo com o resultado da autópsia, sido lançada ainda viva para o buraco cheio de água onde foi encontrada pela polícia) e que são perpretados por jovens 'desvalidos', para, como diz esther, 'desculpar o indesculpável'.

alguns excertos:

'Que golpe de magia nos leva sistematicamente a transformar os carrascos em vítimas, a transfigurar os agressores em agredidos, a desculpar o indesculpável? Que golpe de magia nos leva a desviar a nossa atenção dos alvos do crime, das verdadeiras vítimas, para a centrar nos seus autores, procurando incansavelmente explicações até acabarmos inconscientemente por desculpabilizar os verdadeiros culpados? Esse golpe de magia tem um nome que corrói o nosso mundo: vitimização. (...) No momento do crime o que importa, do ponto de vista ético, é o crime em si e sobretudo o alvo desse crime. Misturar as coisas, concentrando-nos até à exaustão nos 'porquês', acaba normalmente com a absolvição moral dos carrascos. E quando, sob a categoria de vítimas, desaparece a categoria moral de culpados, perde-se a noção da ética e da moral, do bem e do mal. Pior do que isso: banaliza-se o mal. (...) Basta atentar na reacção dos criminosos: nenhum sentimento de culpa, nenhuma ponta de arrependimento. Descontracção, irresponsabilidade, inconsciência. A final não foi tudo 'uma grande asneira', expressão utilizada na RTP por um dos responsáveis das Oficinas de S. José?'
|| f., 19:47 || link || (0) comments |

olha como ele sabe

danado com as "montagens de agenda mediática" pró-gay, o director do público decidiu mostrar que também sabe com quantos paus se faz uma campanha. e zás, resolveu sair a terreiro para fazer de mim a presidente honorária do movimento gay português.

tou desvanecida. desde que recebi um prémio da ilga por defender o direito dos homossexuais a serem tratados como pessoas que não via uma coisa destas. a tal da cobertura mediática alargada que se exige nestas coisas é que não tá a correr lá muito bem (aberturas de telejornais e primeiras páginas ainda não vi, mas já fui ao cabeleireiro, just in case), mas lá que corre saliva num certo jornalismo (e sobretudo num certo jornalista) corre.

como isto nunca me aconteceu antes, não sei bem o que fazer. como se agradece toda esta publicidade grátis? qualquer dia já nem tenho de soletrar o meu nome quando ligo para qualquer lado. dizem logo: ah, a das causas? (fracturantes, acrescentarei eu, não vá alguém pensar que me vou pôr a defender coisas sensatas e balofas que não dividam radicalmente os portugueses deixando mesmo alguns à beira da loucura).

a sério. que fiz eu para merecer tanto empenho, tanta atenção lá do zé manel? não me digam que ainda tem a ver com isto
|| f., 17:47 || link || (0) comments |

Alegoria

A última empresa que Jorge Sampaio escolheu para visitar produz papel higiénico.
|| JPH, 16:51 || link || (0) comments |

Currículos

Em 1974, quando os capitães fizeram o 25 de Abril, eu tinha sete anos. E nem vivia cá, na "metrópole". Já o prof. Freitas do Amaral tinha 33. E vívia cá. Tenho a certeza que tanto eu como ele fizemos exactamente o mesmo para que houvesse um 25 de Abril.
|| JPH, 13:19 || link || (0) comments |

quinta-feira, março 2

os bois pelos nomes

voltando ao assunto, agora um pouco mais à bruta:

gostava que o sr paulo pinto mascarenhas explicasse por que motivo se eximiu de identificar, no editorial da atlântico citado mais abaixo neste blogue (off course, of course), o 'jornal diário' que no seu entender foi tão pouco razoável.

é que a falta de identificação do diário em causa, que até posso, num momento de bondade delirante, atribuir a um gesto de delicadeza para com o seu articulista convidado, tem o resultado de, atendendo ao teor do artigo escrito a convite, fazer crer a quem o ler (a ele, ppm) que em causa está o diário atacado pelo dito (artigo do convidado) -- ou seja, o de notícias, mais conhecido por dn -- e não o que é dirigido pelo artista autor.

sobretudo quando, nas acções de marketing jornalístico e noticioso (pois é, o poder do agendamento tem destas coisas, e há causas que são assim, instantâneas e terrivelmente comerciais) que antecederam a saída em banca da revista que ppm tão superiormente dirige, se alardeou o facto de o artista convidado 'não poupar' o dn, o seu director e aqui a je (a repórter que habitualmente escreve sobre esse temas'), sem uma linha/referência para o facto de o director da revista não poupar o público e o seu director (e artista convidado) e assim os apresentar como exemplo da tal manipulação noticiosa sobre a qual o director do público pretende escrever na atlântico.

é certo que tudo isto é um bocado esquizofrénico de mais para entendimento dos comuns mortais sem pergaminhos psiquiátricos nem doutoramentos em conspiração e limpeza editorial dentro das estruturas jornalísticas e assassinatos de carácter (sorry, chumbei logo no primeiro ano).

mas é capaz de ser possível obter uma explicaçãozita, não? (pedidos de desculpas não, por favor. segundo o meu system administrator das desculpas, a caixa está delas cheia)
|| f., 19:39 || link || (0) comments |

off course, of course

'quando se lê num jornal diário que 'a filha biológica de lena só sonha com o dia em que as duas mães possam casar' -- ultrapassa-se a fronteira do razoável, até porque a criança tem 11 anos e é nomeada no artigo'.

citação de paulo pinto mascarenhas, director da revista atlântico, a mesma em que o director do diário citado na citação (confuso, hem?) explica, a propósito do 'caso teresa e lena' (como eles lhe(s) chama) segundo a chamada de capa respectiva, 'como se monta uma agenda política'.

o mesmo artigo em que o director do tal diário diz, como o ivan já frisou, ter sido fulminado por uma activista lgbt 'com um agressivo off course'.

para quem não saiba, off course quer, of course, dizer 'fora de rumo' ou 'fora da pista'. no caso em apreço, atendendo à fascinante teoria da conspiração explanada no artigo em causa, conspiração essa na qual, aparentemente, o seu próprio jornal terá tido um papel de relevo, o off course deverá com mais proveito e precisão ser traduzido como 'fora de órbita'. helloooooooooo?
|| f., 16:04 || link || (1) comments |

O avesso do avesso

Filipe Moura, com quem em tempos polemizei, estava ele no Blogue de Esquerda, regressou ao mundo dos vivos, a solo, no Avesso do Avesso. Welcome back!
|| JPH, 13:17 || link || (0) comments |

quarta-feira, março 1

movimento dos não medalhados, a belém já

acabei de ouvir na 2: que o ainda presidente esteve ainda hoje ainda a distribuir ainda medalhas, diz ainda que para não cometer injustiças.

a todos os cerca de 200 não medalhados (ou talvez menos) que ainda restam no país: a belém já exigir aquilo (a medalha) a que temos direito! a medalha para quem a abandalha! os não medalhados unidos jamais serão convencidos!

ainda há tempo!
|| f., 22:30 || link || (0) comments |

capote, quatro

cruel, sim. mas que ninguém acuse de insensível o homem que escreveu in cold blood. que descreveu o corpo de perry a baloiçar na forca como quem se hipnotiza.

o homem que escreveu a beautiful child (sobre marilyn monroe).

o homem cujo conto sobre uma escritora americana (willa cather) e a sua mais bela obra, my antonia, me levou a correr comprá-la.

nope: not that simple.
|| f., 20:59 || link || (0) comments |

capote, três

é preciso sobreviver às histórias.

mas às vezes não se consegue.
|| f., 20:57 || link || (0) comments |

capote, dois

também fui ontem ver. também no monumental. também na sala quatro.

a outra hora, porém.

atrás de mim, umas sras de uma certa idade (e experiência, decerto) riam cinicamente do cinismo de truman (já repararam como truman se decompõe em verdadeiro homem?), da sua auto-complacência.

não me incomodou a sucessão de planos fixos que maçou o jph: há vertigem moral que chegue.

a traição de truman, no entanto, é só uma caricatura da sempre traiçoeira promessa de todo o jornalista ao entrevistado, tanto mais traiçoeira quanto mais bem sucedida na sua ilusão empática (ilusão em que os dois, jornalista e outro, se iludem).

fale para mim, só para mim. eu oiço. estou aqui para ouvir. estou aqui para compreender e absorver.

estou disponível. estou só para si.

isto tem um tempo: o tempo da utilidade.

não é raro os entrevistados apegarem-se a quem assim lhes manifesta o penhor de uma quase impossível entrega (em troca da deles, claro).

mas isto liga-se e desliga-se. como um interruptor.

e depois dessa entrega impossivelmente laboriosa, impossivelmente inteira, queremos descanso. queremos o fim.

penso nisso como um mergulho numa longa piscina, um longo mergulho em que sustenho o ar até ao limite, até à meta, até que a pressão do sangue e da asfixia me tiram dali.

depois disso não tenho mais uso para aquilo. é pura delicadeza que me impede de o dizer e de agir em conformidade.

percebo o truman. conheço em mim a mesma crueldade.
|| f., 20:38 || link || (0) comments |

agenda(s), parte nove

a quem possa interessar: estou pronta para uma agenda nova.

aceito ofertas.
|| f., 20:36 || link || (0) comments |

agenda(s), parte oito

é. a minha agenda é gucci, ainda do tempo do tom ford.

mas descansem: foi comprada nos saldos.

e tem o fecho estragado de tanto lá querer enfiar tudo.
|| f., 20:33 || link || (0) comments |

agenda(s), parte sete

incorrendo num certo exibicionismo novo rico, vou até ao ponto de declinar que a dita tem pedigree.
|| f., 20:31 || link || (0) comments |

agenda(s), parte seis

eu confesso: tenho uma.

tenho, tenho, tenho.

e nunca disso fiz segredo. eu não sou de fazer segredos de muita coisa, embora defenda uma certa discrição em alguns assuntos, nomeadamente os do foro privado.

mas vou abrir sobre isto uma excepção: a minha agenda é encarnada (vermelha até, dirão alguns).
|| f., 20:29 || link || (0) comments |

agenda(s), parte cinco

nunca percebi por que havia alguém de, a não ser que por motivos obscuros, pretender não ter uma agenda.

será que há religiões que as proíbem?
|| f., 20:28 || link || (0) comments |

agenda(s), parte quatro

perder uma agenda é quase sempre uma tragédia.

mas as agendas são substituíveis.
|| f., 20:27 || link || (0) comments |

agenda(s), parte três

eu por exemplo, ultimamente dou por mim sem agenda.

quer dizer, deixo-a em casa. (quase apetece imitar aquele provérbio inglês e dizer que a agenda começa em casa -- no caso, tende a acabar lá, também).
|| f., 20:25 || link || (0) comments |

agenda(s), parte dois

dizem que as agendas clássicas estão em vias de extinção.

que estão a ser substituídas por novas agendas, mais up to date.

é possível.
|| f., 20:24 || link || (0) comments |

agenda(s)

a quem possa interessar:

é verdade. tenho uma agenda.

não sou a primeira jornalista nem hei-de ser a última a ter uma agenda. (direi mesmo que ai do jornalista sem agenda. ai das pessoas em geral sem agenda, mesmo)

também não é primeira que tenho nem há-de ser a última.

para ser franca, já tenho esta há alguns anos e está a ficar gasta.

é preciso de vez em quando renovar a agenda.

diz-se até que um jornalista é tanto melhor quanto mais exclusiva seja a sua agenda, mas não sei se é mesmo assim.

um jornalista é um jornalista e a sua agenda é a sua agenda. um ser bom não se reflecte necessariamente no outro.

se calhar não é tão importante a especificidade da agenda como o que fazemos com ela.
|| f., 20:16 || link || (0) comments |

Capote

Fui ver, anteontem, no Monumental, pelas 22h00, sala 4. Breves notas.

1
. Uma sala quase cheia. Uma altíssima percentagem de intelectuais por metro quadrado. Apesar de os bilhetes serem com lugar marcado, minutos antes de o filme começar os espectadores organizaram-se em filinha à porta da sala. Os intelectuais adoram bichas.

2
. A cópia projectada pareceu-me muito ranhosa. Ou então são as minhas dioptrias, provavelmente merecendo actualização. Fiquei com a nítida impressão de terem feito pequenos cortes no filme.

3. Passei o filme todo a lembrar-me de dois dos melhores romances portugueses do último quarto do século XX. O "Adeus Princesa", de Clara Pinto Correia, por ser a história da reportagem jornalística sobre um assassinato no outback nacional (Beja, mais precisamente). E "Glória", de Vasco Pulido Valente, também ele um romance não-fictional, como o "In Cold Blood", de Truman Capote, cuja processo de elaboração é relatado no filme.

4. Ninguém explicou ao realizador que as máquinas de filmar podem ser movimentadas. O filme é, quase do princípio ao fim, uma sucessão de planos fixos. Nalguns casos entende-se (paisagens, por exemplo), noutros nem por isso. Ou seja: a realização não é grande espingarda.

5. O filme vale, portanto, por uma única coisa: Philip Seymour Hoffman, o actor que encarnou Truman Capote. O homem transfigurou-se, nos maneirismos e, sobretudo, na voz. Um papelaço.

6. É pena que a vida de Truman Capote tenha sido "reduzida" a este filme. O homem merecia mais.

[Na foto: os personagens Perry Smith, um dos assassinos, e Truman Capote, respectivamente interpretados por Clifton Collins Jr. e Philip Seymour Hoffman.]
|| JPH, 15:49 || link || (2) comments |