Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

segunda-feira, outubro 31

Há sempre uma primeira vez

Acabei de escrever "Abrançalha de Cima". Fica em Abrantes. Caiu lá uma ponte, no domingo. Ninguém se aleijou.
|| JPH, 19:29 || link || (0) comments |

Nota aos leitores

Notificam-se as enormes multidões leitoras do Glória Fácil De que:

1. Nos links presidenciais (coluna da direita) foi corrigida a ligação ao site da candidatura do dr. Mário Alberto Nobre Lopes Soares. Agora está correcta.

2. No fim da coluna da direita, aparece agora a nossa cotação bolsista segundo um site qualquer americano. Se alguém levasse aquilo a sério a malta agradecia.

3. Voltem sempre.
|| JPH, 16:59 || link || (3) comments |

Gostamos de ter prejuízos...

[Imagens
descaradamente
roubadas
ao Blogue
dos Marretas
]
|| JPH, 16:54 || link || (0) comments |

Receita imbatível para perder o referendo da IVG

Um dias destes, a propósito da despenalização do aborto, ouvi na rádio a deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, defender a imperiosa necessidade de se "derrotar a direita conservadora". Isto mesmo: "derrotar a direita conservadora", sem tirar nem pôr.

É disto que eu tenho medo num referendo ao aborto: dos pró-"sim". E tenho mêdo justamente porque sou pró-sim. Assim, a primeira pedagogia deveria-se dirigir-se-lhes. Alguém tem de explicar à deputada Helena Pinto - e, provavelmente, a todo o Bloco de Esquerda e ao PCP e até aos sectores mais radicais do PS -, que isto não é uma luta político-partidária.

Não está em causa "derrotar a direita conservadora". Isso é tarefa para outros actos eleitorais (legislativas, autárquicas, europeias, presidenciais), não é para um referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária de gravidez. A mim, quando me atiram com o argumento da "derrota da direita conservadora", põe-me logo a pensar que o que os move não é de facto impedir que haja mulheres julgadas em tribunal por abortar - é apenas apanhar a boleia do referendo para mais uma batalha eleitoral que projecte e engrandeça bases eleitorais de partidos.

Portanto: tudo o que interessa é, apenas e só, revogar os procedimentos criminais contra as mulheres que abortam. E possibilitar-lhes condições legais de absoluta segurança médica. Só e mais nada - e não é pouco, eu sei.

Tudo o resto é excluir milhares de eleitores da consulta popular. Ou seja, é condenar o "sim" à derrota - sanção lógica para quem se tentar aproveitar oportunisticamente, para efeitos de engrandecimento eleitoral, de uma luta que não é partidária, é exclusivamente humanitária.

PS1 - Mas já agora acrescento: tenho a certeza de que haverá tendência para, do lado oposto do leque partidário, transformar um referendo sobre o aborto num referendo à governação do PS. Volto a dizer: o eleitorado tenderá a punir quem fizer aproveitamentos oportunísticos desta consulta popular.

PS2 - A bem da vitória do "sim", um outro argumento deveria ser arquivado: aquele do "na minha barriga mando eu", popularizado por Ana Drago. A mim, enquanto cidadão do sexo masculino, este argumento exclui-me do debate. Nesta paróquia chamada Portugal, há milhares e milhares de homens que agradecerão sinceramente serem excluídos deste debate. E a abstenção - já o sabemos - joga a favor do "não".
|| JPH, 11:38 || link || (0) comments |

Sobre o cumprimento de promessas eleitorais

Censura-se violentamente José Sócrates por romper uma promessa eleitoral (a dos impostos). Censura-se violentamente José Sócrates por manter uma promessa eleitoral (a de manter o referendo sobre o aborto).

No que ficamos?

Seria melhor assentar num ponto: é disparatado exigir uma espécie de cumprimento à la carte do programa do Governo: aplaudir (ou não aplaudir) o cumprimento (ou não) de medidas conforme elas nos agradem ou não. Em Fevereiro o país deu maioria absoluta ao PS; quer se queira quer não, legitimou um programa eleitoral inteiro, todo, em pacote. E, como se sabe, o programa do Governo até decorre do programa eleitoral (o primeiro foi até acusado de ser um simples copy paste do segundo).

Aliás, há mais: o compromisso de Sócrates com a realização de um novo referendo ao aborto já vem da sua eleição para secretário-geral do PS. Vinha na moção que apresentou ao partido. Portanto, tem dupla legitimação: primeiro interna, no PS; depois externa, no país. Romper esse compromisso, agora, representaria uma dupla violência: para os eleitores mas também para os próprios militantes do PS, que elegeram Sócrates secretário-geral do PS (e assim candidato do PS a primeiro-ministro).

Devo dizer que, pessoalmente, defendi uma opção diferente: antes das eleições de Fevereiro considerei que a despenalização do aborto deveria ser matéria de compromisso eleitoral dos que a defendessem (e nesse momento o PS já o podia fazer porque estava "removido" o principal obstáculo, o "social-cristão" António Guterres). Assim, se a matéria fosse objecto de compromisso eleitoral, e se aos partidos que defendessem a despenalização fosse dada a vitória nas legislativas, as próprias eleições serveriam para selar a revogação do referendo de 1998. Seriam uma espécie de referendo indirecto.

Mas Sócrates não foi por aí - e, recordo novamente, obteve para isso a primeira legitimação no seu próprio partido. O seu argumento era indiscutivelmente forte: o "escrúpulo democrático". O que foi feito por referendo deve ser desfeito por referendo. Nada há de mais democraticamente substantivo do que o respeito pelo voto. Ou seja: admito perfeitamente o argumento; acho-o mesmo imbatível. E daí que compreenda perfeitamente a decisão da manter a consulta popular, face à decisão do Tribunal Constitucional.

Uma última nota: seja como for, o PS está tudo menos isento de culpas na demora deste referendo. É aliás rigorosamente o único culpado. As legislativas foram em Fevereiro. O Governo tomou posse em Março. Para mim ainda é um completo mistério perceber como é que o PS, no Parlamento, não conseguiu que o referendo fosse convocado até meados de Junho. Havia tempo. Das duas, uma: ou é incompetência ou é má-fé. Julgo que em Setembro de 2006 perceberemos.
|| JPH, 00:30 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 28

eyes wide shut

há pessoas que imaginam rubores onde eles de facto não moram. mas o mais relevante não é, evidentemente, isso. a imaginação é o que é, e diz muito sobre quem imagina.

já entrar em contradita para reiterar, a traço ainda mais grosso, a opinião que se visa contraditar é talvez escusado. mas é assim: he can't help it.

agora nem faltou o moralismo serôdio. ai, a dignidade da pessoa humana. ai, as desgraçaditas das raparigas (vocês dizem meninas, não é?).

já que estamos numa de imaginações básicas, rodrigo, deixe-me dizer-lhe que eu a si o imagino betinho. muito betinho (e nem é plo nome, embora ajude)
|| f., 22:33 || link || (0) comments |

falta de paciência

a falta de paciência, ao contrário do que algumas pessoas parecem pensar, também pode ser democrática.

eu por exemplo neste momento estou com um acesso de falta de paciência que varre tudo a eito
|| f., 22:31 || link || (0) comments |

em memória do almirante

não gosto de referendos ao aborto. é uma coisa que me chateia
|| f., 18:58 || link || (0) comments |

Espera-se grande afluência às urnas

Terça-feira é feriado, Dia de Todos os Santos. Os portugueses aproveitam para visitar os seus mortos.(*)

(*) - Esta piadinha é minha. Inventei-a agorinha mesmo.
|| JPH, 17:09 || link || (0) comments |

Nota aos leitores

Actualizamos a nossa coluna do lado direito. Agora as vastas massas leitoras do Glória Fácil terão, através do nosso blogue, acesso aos "sites" dos principais candidatos presidenciais. Foram colocados por ordem de resultado final. Vão apostas?
|| JPH, 16:41 || link || (0) comments |

Bichas à porta do Pavilhão Atlântico

Village People e Boney M actuam em Lisboa dia 18 de Novembro (*).

(*) - Esta piadinha não é minha. Roubei-a a um número antigo do Inimigo Público, a propósito de um festival de cinema "gay" em Lisboa.
|| JPH, 16:36 || link || (0) comments |

chiça

o agudíssimo ataque de saloiice infanto-juvenil que dá a certas pessoas perante certos assuntos que metem sexo - caso da hipótese de legalizar a prostituição - é um bocado impressionante.

será acidental ou estrutural?

julgava que já não havia disto, pelo menos nesta zona do hemisfério (mentira, tou farta de saber que há, sobretudo em motoristas de táxi e adolescentes borbulhosos).

é caso pra dizer óóóóóóóó deus (mas não meu, note-se).
|| f., 16:08 || link || (0) comments |

Anticavaquista? Ná! É muito pior!

O Rui é ingenuamente acusado de pertencer à brigada anticavaquista. Ele - dissimulado - nega, claro. E assim vejo-me forçado a entrar na conversa.

O Rui, conheço-o bem, ao Rui, olá se conheço. Pelo que garanto: não só é anticavaquista como muito pior, muito pior mesmo, já digo o quê. Não me apercebi a tempo, lamentavelmente. Até o convidei para padrinho do meu filho mais novo e ele - dissimulado - aceitou. Erro meu, gravíssimo erro meu, imperdoável. Mas ele - dissimulado - até trata bem a criança. Visita-a com frequência; enche-a de prendas. Até lhe comprou uma bicleta. Cercou-me, o malandro, através da criança. Agora se eu lhe renegasse o apadrinhamento teria direito a uma berraria insuportável da criança, sabe-se lá por quanto tempo. Apanhou-me! Sou compadre do Demo!

Aos poucos fui percebendo. Um almoço aqui, um jantar ali, uma conversa no Snob, e fui percebendo. Sim, sim, foi devagarinho, mas fui percebendo. Coisas ao de leve: uma simpatiazinha suave pelos sindicatos; uma compreensão mal disfarçada pelos direitos adquiridos dos funcionários públicos; e coisas enfim.

Enfim. Tenho o rapaz lá em baixo à espera para almoçar. E portanto abrevio. O homem não é só cavaquista...é muito pior...pior até que sportinguista...algo que me custa a dizer...desculpem...não sei se consigo...o homem...o homem é, na verdade...

um bolchevique!

(Ohhhhh! comoção geral! desmaios na sala!)
|| JPH, 13:33 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 27

irra

ao fim de para cima de quarenta minutos (que me pareceram quarenta anos, talvez mesmo 48) o aníbal bebeu água (eu já preciso de vodka) e disse:

agora

as linhas orientadoras
|| f., 20:15 || link || (0) comments |

o meu modesto contributo

canção para aníbal:

gente

que vive e sofre e faz

trigo e amor

com suor

gente

que sofre e é capaz

de calar

de esquecer

de cantar

outra vez
|| f., 20:14 || link || (0) comments |

short attention span

ou lá o que é. desisto
|| f., 19:44 || link || (0) comments |

câmara oculta

enquanto o aníbal diz

'intransigência em relação ao laxismo e corrupção'

focam o dias loureiro.
|| f., 19:40 || link || (0) comments |

o aníbal também acha que devemos aproximar-nos de espanha

olha, ilga, olha
|| f., 19:39 || link || (0) comments |

o pr não pode legislar

diz ele.


ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

porque se pudesse, isso é que era, não era?
|| f., 19:38 || link || (0) comments |

a experiência vivida depois de abril

diz ele

lá isso...
|| f., 19:38 || link || (0) comments |

estica por onde?????

'estou firmemente convencido que se quisermos todos podemos fazer portugal maior' (aníbal dixit -- vamos invadir quem???)
|| f., 19:36 || link || (0) comments |

sofrimento de lágrimas enxuto

diz o joão lobo antunes, e eu não diria melhor.

também fala de 'segurança no emprego' (eu ouvi isto??????!!!!!!!!)

mas avisa: ' a justiça social não é propriedade de ninguém'

e o debate deve ser 'livre das misérias ideológicas'.

e eu que julgava que o discurso do soares tinha sido a maior seca da semana.

apre, como dizia a minha avó
|| f., 19:24 || link || (1) comments |

tgvlgbtivg

a ilga quer juntar-se aos esforços dos que clamam pelo tgv.

é o que diz num email que recebi, a propósito dos projectos de lei sobre reprodução assistida, que do psd ao be, passando pelo ps e pcp, interditam às mulheres sós sem problemas de infertilidade nem de doenças genéticas ou infecciosas o acesso à reprodução assistida(traduzindo: se uma gaja quer ter um filho e não tem um gajo à mão para lhe fazer um, vulgo uma relação 'estável' ou não, tem mais é que desencaminhar um labrego qualquer para sexo sem protecção e prontoS, que recorrer a um banco de esperma tá fora de questão, suas galdérias, não queriam mais nada? é que uma criança tem direito a um pai!!!!!!!!!! a uma referência masculina!!!!!!!!!!!!!). aliás diga-se que o ps e o psd restringem o assunto aos casais hetero e prontos. note-se que estes condicionalismos não se aplicam apenas ao sector público e aos tratamentos comparticipados pelo serviço nacional de saúde, mas a qualquer médico ou clínica que pratique estes métodos.

há tanta coisa gira, fascinante mesmo, que me ocorre a propósito destes projectos de lei que melhor é nem engrenar. prontoS, tá bem, só um apontamento: três partidos de suposta esquerda que defendem a legalização do aborto por vontade da mulher até às 10 semanas proíbem a hipótese de as mulheres poderem engravidar por sua vontade (e de mais ninguém).

enfim (enooooooooooooooooorme suspiro).

mas voltando portanto ao ponto de partida, a ilga quer o tgv, JÁ. eu cá (lá) concordo. em espanha a lei de reprodução assistida permite às mulheres, sós ou em casal com outra mulher, aceder à reprodução assistida e a interpretação vigente da lei do aborto 'legalizou' a interrupção da gravidez por vontade da mulher até às 13 semanas. além disso, como se sabe, acabou-se com a última discriminação legal contra os homossexuais, possibilitando o casamento das pessoas do mesmo sexo.

se a civilização não vem até nós, o melhor é irmos nós para a civilização. e a alta velocidade, JÀ AGORA
|| f., 18:50 || link || (0) comments |

bofetagens

'trago sondagens/como bofetadas', podia dizer agora aquele a quem chamam o poeta.

aquele de quem se escreve hoje na visão, num estrépito de metáforas e lirismo, que em viseu fez um discurso 'propositamente ambíguo'.

ah. quem diria.
|| f., 18:43 || link || (0) comments |

medidas dracovianas

então agora ainda por cima querem que a gente não coma mousse de chocolate, farófias e ovos estrelados? está tudo doido ou quê?
|| f., 18:38 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 25

qual pela vida qual carapuça, ó cambada

após curta ausência (sim, jph, asl, ns, eu tb tenho direito a licença), regresso em inguelêz, com copy-paste e até maiúsculas, tudo roubado de um email da federação internacional para o planeamento da família, e a propósito do já nauseante de tão recorrente e arrastado tema do aborto, do referendo que é e não é e pode ser, da lei que não é aplicada mas devia DE ser até talvez como em espanha e quê (desde que li o director do público a defender a aplicação da lei portuguesa à espanhola -- a tal aplicação que um certo colégio da especialidade da ordem dos médicos, numa certa resposta a um certo questionário jornalístico, considera fraudulenta por certificar que uma mulher grávida contra sua vontade incorre em grave risco para a sua saúde psíquica -- acho que realmente já me falta ver pouca coisa: só faltava agora ESSE argumento para tentar evitar a mudança da lei):


Redefining 'pro-life'

Source : Berkshire Eagle (US), October 17, 2005. Author : Bill Shein. (Article shortened by Marcel Vekemans)

Too much public policy is distorted by the mixing of religion and politics, and by the meaning of the term "pro-life": it is time to redefine the label and its implications.
Pro-life means:

1. Environmental protection. Commitment to life means commitment to a life-sustaining planet. It cannot be pro-life to accelerate the destruction of our fragile ecosystems and to put short-term economic interests of the few ahead of the long-term survival of the human race.

2. Ending weapons sales. Opposing war and speaking out against the use of violence to resolve differences between nations. It is not pro-life to support military action.

3. Ensuring quality health care, affordable housing and a living wage for all. Those who are healthy, fed, sheltered and have hope for the future can afford to bear children. That means fewer abortions.

4. Guaranteeing prenatal and postnatal care. Every woman, regardless of income, needs to protect her health and that of her baby.

5. Sex education and condom distribution to prevent unwanted pregnancies. Fewer teen pregnancies would mean fewer abortions.

6. Opposition to the death penalty. It is not pro-life to allow taking of life.

7. Requiring consistency from those who claim to want to "protect innocent life." Aren't children affected during bombing raids? What about children living downwind from poorly regulated power plants?

It is not pro-life:

· to oppose abortion while doing little to reduce the rate of infant mortality
· to intimidate, threaten or harass women, or to seek to take control of their bodies

Until we broaden the meaning of “pro-life” and change the way it is used in our political discourse, we will continue to endure government priorities that are nothing of the sort.
|| f., 16:31 || link || (0) comments |

O que se pede num candidato presidencial

A pressão comunicacional tenderá a exigir aos candidatos presidenciais "programas" de acção. É da natureza do jornalismo: quer "medidas concretas" que permitam definir melhor o contraste entre as candidaturas. A notícias faz-se pelo que é diferente entre uns e outros, não pelo que é idêntico: a discordância conta, a concordância não.
É aqui que reside um dos problemas da escolha presidencial. É contra-natura face aos poderes presidenciais exigirem-se (e apresentarem-se) "programas" e "medidas de acção". Os poderes do Presidente não se encaixam, verdadeiramente, em nenhum dos poderes políticos normais num Estado de Direito (Executivo e Legislativo). Os "manifestos" são, para os candidatos, a escapatória possível, mas nunca nenhum poderá deixar de ser considerado "vago" - porque pura e simplesmente não pode deixar de o ser.
Assim, é outra coisa o que se deve saber dos candidatos: o seu carácter; a sua capacidade pessoal de relacionamento com o primeiro-ministro (e vice-versa); a sua tolerância face às pressões partidárias (da oposição mas também do seu próprio partido); enfim, a sua real vontade de mandar, ou não, no país. Para isto contam imensas coisas - mas nada, verdadeiramente, do que os candidatos apresentarão nos seus "programas", "manifestos", "compromissos", etc, etc, etc.

Até alguém ser eleito, passaremos o tempo a falar de alhos quando o que interessa são os bugalhos. É no domínio do invisível que estas eleições contam.
|| JPH, 15:33 || link || (0) comments |

Rosa Parks, 1917-2005



Cansada - mas também farta. Em 1 de Dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, Alabama, Rosa Parks, na altura com 42 anos, recusou dar o seu lugar no autocarro a um homem branco. Um imperativo legal pela qual foi julgada, sob a acusação de desobediência civil, gesto que inspirou a luta pelos direitos civis dos negros dos EUA. A comunidade negra iniciou um boicote aos transportes públicos que durou mais de um ano (381 dias), movimento liderado por um jovem (26 anos) reverendo baptista chamado Martin Luther King Jr. Só nove anos depois, em 1964, é que o Civil Rights Act proibiu qualquer espécie de segregação racial no espaço público.

Rosa Parks morreu ontem, com 92 anos, em Detroit, Michigan. A luta continua.
|| JPH, 11:20 || link || (0) comments |

Manda quem pode, obedece quem deve

E o episódio com Miguel Frasquilho, em que o repreendeu por causa de um artigo de opinião publicado no Wall Street Journal?
Repreender é uma palavra muito forte. Eu estava de férias na Turquia. E quando um português, que está fora de Portugal, abre um jornal como o Wall Street Journal e vê um artigo que não é positivo em relação à situação económica portuguesa e à respectiva política económica...bem, eu peguei no telefone e decidi dar uma palavrinha ao dr. Miguel Frasquilho, pedindo-lhe a atenção de não voltar a fazer uma coisa destas.(...)

[Excerto da entrevista de Ricardo Salgado à Dia D, revista económica do Público, edição de 24/10/2005]
|| JPH, 10:32 || link || (0) comments |

domingo, outubro 23

Alice e o medo

No meio da Cidade de Deus há uma cena em que o chefe do tráfico local se vê confrontado com um bando de crianças que assalta mercearias. O chefe do tráfico local não quer que as crianças criem insegurança na favela - isso é prerrogativa exclusiva dele. Localiza o bando, cerca-o, fere um dos miúdos a tiro e obriga-o a matar um seu companheirinho de gang, como lição, para que se deixem de brincadeiras. Quando a cena lhe apareceu, parou o filme, saltou por cima, não a viu até ao fim (soube-a depois, não resistiu a perguntar).
A Cidade de Deus é um filme extremamente violento mas para ele aquilo era demais. Areia em excesso para a sua camioneta emocional. É assim desde que foi pai. Outros pais já lhe disseram que sentem o mesmo - chama-se medo, esse é o nome da coisa, Medo. Evita agora o mais que pode filmes com grande violência (fisica e/ou psicológica) envolvendo crianças. E quem diz filmes, diz a realidade (nas conversas sobre o "caso Joana", por exemplo, pede sempre que evitem os detalhes mais escabrosos e se, mesmo assim, alguém insiste, então sai da sala).

Por isso - só por isso - não verá Alice.
|| JPH, 17:21 || link || (0) comments |

A propósito de um livro de Cunhal (Actualizada)



O livro Uma Longa Viagem com Álvaro Cunhal (edições Asa), de João Céu e Silva (declaração de interesses: foi meu camarada de redacção no DN e é um amigo, apesar de não o ver frequentemente), foi apresentado sábado na FNAC-Colombo e juntou à mesma mesa Urbano Tavares Rodrigues, amigo político e literário de Álvaro Cunhal, e Pacheco Pereira, autor da biografia não oficial, não autorizada de Álvaro Cunhal.
Reunir Pacheco e Urbano não é vulgar e foi bem interessante – pelo menos a parte que ouvi. Percebiam-se as diferenças de opinião sobre a personagem – Álvaro Cunhal, líder histórico do PCP – e, por uma vez [quando se falou do simbolismo e da forma como Álvaro Cunhal se olharia a si próprio (herói ou modelo?), através dos livros de ficção que escreveu como Manuel Tiago] as opiniões de Urbano e Pacheco “chocaram”. Diplomaticamente. O DN faz (e bem) esse relato, aqui.
Enquanto a discussão, na mesa, balançava entre Urbano e Pacheco sobre o culto da personalidade – o biógrafo não-oficial de Cunhal acha que não existiu no PCP –, uma pessoa acompanhava, discreta, a conversa. Era a irmã, Eugénia, que, no livro, dá uma rara entrevista sobre o irmão. E olhando bem, ainda se viam outras pessoas ligadas ao PCP, inclusivamente do Comité Central.
Pacheco Pereira já o tinha escrito na biografia política de Cunhal (II volume) e voltou a dizê-lo no sábado: Manuel Tiago mistura a sua vida e a do partido na trama dos seus livros em que o que é importante e valorizado é o "colectivo partidário". Projectando-se a si em vários personagens. Urbano Tavares Rodrigues, autor de “A Obra Literária de Álvaro Cunhal”, tem uma versão diferente e mais simples: os textos literários de Cunhal têm, lá dentro, “o povo português”.
De Urbano guardo ainda uma confissão: ele e muitos tiveram, durante anos, "uma fé" no comunismo. Não para "chegar ao paraíso", mas para chegar a uma "sociedade sem classes" e "mais justa". Essa de Urbano e de muitos comunistas portugueses (e de todo o mundo) ainda (sobre)vive em muita gente. Uma "fé" que sobreviveu à queda do império comunista. Uma "fé" que sobreviveu à falência de um modelo que teve como referências as obras de Marx e de Lenine.

Eu, como sou um simples leitor, limito-me a ler e a descobrir (nos livros de Urbano, Pacheco e do João) estórias que ainda não sabia. E isso é óptimo. Especialmente se são bem escritas!

O livro do João Céu e Silva – que li logo após o seu lançamento, em Setembro – é uma viagem sobre as personagens verdadeiras, incluindo a do próprio Cunhal, e a sua influência na obra de ficção de Manuel Tiago, o Álvaro Cunhal em versão literária.
|| Nuno Simas, 01:09 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 21

Os quadros da minha vida (II)



O Fado, Malhoa. Depois explico
|| asl, 18:13 || link || (1) comments |

E depois do adeus ao disco rígido

Quis saber quem sou/o que faço aqui/quem me abandonou/de quem me esqueci/não sei o quê e quis saber de nós/
mas o Edgar não me traz tua voz
|| asl, 18:00 || link || (0) comments |

Três bons alunos

Não sei se algum bloggeur já escreveu isto… mas só agora é que consegui sentar-me à frente do computador para um breve comentário.

A SIC marcou pontos na noite de quinta-feira: conseguiu pôr três candidatos presidenciais (Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Manuel Alegre) a ver, em directo, a intervenção do professor. Foi óptimo para a SIC. Péssimo para os candidatos.

Pareciam os bons alunos… do professor. Jerónimo de Sousa até foi filmado (em directo) a tomar umas notas… Quanto a Francisco Louçã foi interrompido nos seus comentários porque teve o azar de estar a falar quando terminou a conferência de imprensa de Cavaco!

O único a não ir à SIC foi Mário Soares. Percebe-se porquê.
|| Nuno Simas, 17:01 || link || (1) comments |

Da esplendorosa energia da adversidade

Conheci André Bonirre nos Açores há dois ou três verões atrás. Nunca mais o vi. Não conheço o dr. L. Mas conheço Lúcia e parte do que ela ensinou a Heitor sobre a esplendorosa energia da adversidade. O assunto interessa-me. Já volto.
|| asl, 16:26 || link || (0) comments |

E agora um post especialmente dedicado ao Francisco

Chove e B. confunde-se com a imagem de relance do rio, quando vista do alto da rua do Alecrim
|| asl, 16:21 || link || (0) comments |

Mau tempo no canil

O Francisco e o Martim decidiram-se pela união de facto, na casa do Martim. O relato bloguístico da candidatura de Cavaco é vivamente aconselhado.
|| asl, 16:18 || link || (0) comments |

Talvez a memória só atrapalhe

O disco duro do meu computador está nos cuidados intensivos. Acho que não se safa.
|| asl, 16:12 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 19

O tempo, esse magnífico escultor

Anda por aí uma discussão na blogosfera sobre o professor (Cavaco, esse mesmo…)! Que andam como o homem (desculpem, com o sr. Professor com caixa alta) ao colo!!!!!!

Este post tem apenas por objectivo lembrar os efeitos do tempo na “realidade” política. Em 1995, após dez anos de Governo, quando o povo despediu o PSD em eleições, oferecendo o poder ao PS do engenheiro de Donas, as oposições e os “opinion makers” detectavam traços de autoritarismo no professor de Boliqueime.
Onde é que isso já vai!
Hoje, é um poço de virtudes.
É o tempo, esse magnífico escultor!

Por exemplo: o engenheiro de Donas, se conseguisse aguentar-se mais uns tempos pelos caminhos do deserto, ainda podia ser candidato a Belém... Faltou-lhe o tempo, esse magnífico escultor. Não sei mesmo se, frente a Cavaco Silva, o PCP e o BE (e o tempo) não esculpiam uma estátua esquerdista ao engenheiro de Donas...

Podem pensar que, como o JPH, estou a fazer um desvio de direita. Ná! É apenas um exercício de memória. E, já agora, distanciamento.
|| Nuno Simas, 22:38 || link || (0) comments |

Seinfeld, Seinfeld

Aos fãs, apreciadores, adeptos, fanáticos, etc da mais fabulástica série da televisão, Seinfeld... anotem o seguinte:

a) a série 5 e 6 de Seinfeld é posta à venda nos Estados Unidos e no Reino Unido a 28 de Novembro (a Amazon já aceita encomendas, claro), mas não sei se esse DVD já vem com subtitles (legendas…) em português. Cheira-me que a “versão” portuguesa está à venda em cima do Natal…

b) desiludam-se os que pensam que existe um Monk’s Restaurant. Não existe. O que aparece na série é a fachada de um café-restaurante chamado Tom’s Restaurant. Diz quem foi a NY que há excursões, ainda hoje, ao Tom’s… Fica na Broadway (a única rua torta de Manhatan…), entre a W 112 Street e a W 111th Street. Vejam aqui.

c) o verdadeiro Kramer (Kenny Kramer), o que serviu de inspiração ao mais lunático personagem de uma série de televisão, tem um tour pelos locais seinfeldianos de NYC - é o Kramer Reality Tour. Se não acreditam, vejam aqui.
Parece que custa 40 dólares e passa, como não pode deixar de ser, pelo Monk's, ou seja, Tom's. O verdadeiro Kramer, a avaliar pela fotografia, tem um ar mais saudável do que o Kramer de ficção.
|| Nuno Simas, 22:26 || link || (0) comments |

Esqueçam tudo o que escrevi anteriormente porque isso agora não interessa nada

Cristiano Ronaldo detido em Inglaterra sob suspeita de violação. Cheira-me a cabala contra a apresentação da candidatura do prof. Cavaco arquitectada pelo triângulo Soares-Dias da Cunha-Peseiro. Sim, sim, a mim não m'enganam. Isto 'tá tudo ligado!
|| JPH, 16:24 || link || (0) comments |

Prime time e Presidenciais

Algumas notas, face à animada conversa que tem tido lugar no Mau Tempo e nos Bichos Carpinteiros. Com a distância de quem (cada vez mais) não tenciona votar em ninguém e não tem remorsos nenhuns por isso.

1. José Medeiros Ferreira queixa-se que a comunicação social (leia-se: televisões) tratou mal a apresentação da Comissão Política de Mário Soares, segunda-feira passada. Tendo recebido testemunhos directos do que foi o "acontecimento" (aspas com valor de ironia), digo o seguinte: tratou mal - e muito merecidamente. Não se transporta o candidato para um "acontecimento" onde ele se recusa a falar, transferindo a competência para um porta-voz, por mais qualificado que ele seja. A função de porta-voz exerce-se na ausência daquele a quem se porta a voz; não na presença. É rídiculo; patético. E não é agora, dez anos depois de ter falado a toda a hora e a todo o minuto sobre tudo e mais alguma coisa, que Soares se pode dar ao luxo do silêncio. Números destes são um poderoso rastilho para o candidato ver piorar o seu problema de bad press.

2. Além do mais, a dita Comissão Política, pelos nomes que vi transcritos, não representa nada de novo. Nada que não se esperasse numa comissão política de apoio a Soares. Como se sabe, no negócio do jornalismo o novo tem a sua importância. É a vida. Ou, como alguém disse: habituem-se!

3. José Medeiros Ferreira e Francisco Trigo de Abreu sugerem que os media andam com o prof. Cavaco Silva ao colo. Aqui estou de acordo. O professor beneficia de um estado de graça absolutamente impressionante. Fez por isso, diga-se. Até já parece uma pessoa simpática, mesmo acessível. Limaram-lhe as arestas, por assim dizer. O nível está de tal forma estratosférico que, a partir de agora, apresentando-se formalmente, dificilmente não descerá.

4. Isto é, inegavelmente, um handicap para Soares. Portanto, para não agravar as coisas convém não protagonizar burrices mediáticas, como foi o da apresentação da Comissão Política. E há outra coisa: o pior handicap de Soares nem é este; o pior é ele próprio (o carácter déjà vu da candidatura e, sobretudo, o facto de ser pura e simplesmente impossível acreditar que Soares, em sendo eleito, consiga resistir à tentação de se intrometer na governação). Essa não vai pegar, por melhor que sejam o marketing e/ou a assessoria de imprensa. Não há milagres.

5. Apoiantes de Soares queixam-se de que Cavaco está a ser levado ao colo; Já no lado de Cavaco há quem ache que Soares "goza de um tratamento privilegiado na comunicação social portuguesa". Em passando os dias e as semanas esta conversa há-de tornar-se cada vez mais agreste. Faz parte da guerra. Nestes momentos, uma das armas é sempre a tentativa de condicionamento mediático. Por isto mesmo, digo: sujeitos com posicionamentos "partisan" face a candidaturas não têm autoridade para pedirem que os julguemos isentos quando criticam a cobertura mediática. Trata-se de uma questão simples de conflito de interesses. Os próprios deviam perceber que isso lhes fere de morte a autoridade para comentar outros assuntos, em relação aos quais lhes é reconhecida distância.

6. Por último: é no lado soarista que me parece ser mais sonora a crítica aos media. Representa, claramente, um discurso de antecipação da derrota - e nisto o Martim tem inteira razão - um discurso que só potencia perdas de votos e de apoios. Por mim, muito sinceramente, é para o lado que durmo melhor. Está na hora da esquerda levar um banho de humildade.

PS - Sim, é verdade, se calhar estou em pleno desvio de direita. Qualquer dia deixo de fumar e passo a frequentar o ginásio e sabe-se lá que mais. Calma. Um dia não são dias. Isto passa.

PS2 - O David também escreveu sobre este assunto. Está aqui.
|| JPH, 14:45 || link || (0) comments |

"Prime time" e presidenciais

Estou a produzir um texto quilométrico sobre este interessante assunto. Estejai atentas, ó massas leitoras do Glória Fácil. Nada será como dantes!
|| JPH, 13:23 || link || (0) comments |

Devaneio sobre um livro de Paul Auster *

Comprei o meu primeiro livro de 2006… A sério. Chama-se “The Brooklyn Follies”, é de Paul Auster, editado pela Henry Holt and Company. Está lá escrito assim: “Copyright © 2006 by Paul Auster”. Umas quantas linhas abaixo, para que não restem dúvidas, segue-se a frase: “First Edition 2006”.

Pessoalmente, começo por gostar dos livros pelas capas, perdoem-me a futilidade. “The Brooklyn Follies” foi publicado em hardcover (capa dura…) e tem uma sobrecapa de papel, ilustrada com fotos de umas quantas pessoas a atravessar uma rua em Brooklyn, presumo eu, para condizer com o título. A capa é bonita. Ponto.
De capa azul e amarelo torrado, o livro faz lembrar um notebook (bloco de notas…). O que nos remete para um outro livro de Auster, “The Oracle Night” (“A Noite do Oráculo”), que também li em inglês.
Nesse livro, o perigoso anti-Bushista que vive em Brooklyn chamado Paul Auster parte de um notebook (bloco de notas), fabricado artesanalmente em Portugal, para construir uma trama emocional à volta de um escritor em crise de inspiração.
[Segue-se um devaneio do escriba:
Em Lisboa, acho que a última papelaria a fazer destes notebooks (blocos de notas) é a Emílio Braga, Lda, que tem uma loja ali para os lados do Marquês do Pombal, não muito longe do Diário de Notícias. Comprei lá muitos. É pena serem caros, mas, afinal, são os nossos Moleskine e, além disso, são cosidos à mão, tresandam a cola e raramente perdem as folhas. Enfim, prova indelével de que se trata de um bom produto artesanal português.
Fim do devaneio do escriba]
Confesso que por estes dias estou um “slow reader” (leitor preguiçoso, lento) e, por isso, ainda não cheguei à página… 50 do livro de Auster.
Mas o início do livro é óptimo - e para mim um romance tem que ter um bom começo – com “punch line” (esta não traduzo).

Cá vai no original (por que não quero que a minha tradução estrague o texto do homem, que vive, e bem, do que escreve…):

I was looking for a quiet place to die. Someone recommended Brooklyn, and so the next morning I traveled down there from Westchester to scope out the terrain. I hadn´t been back in fifty six years, and I remembered nothing. My parents had moved out from the city when I was three, but I instinctively found myself returning to the neighbourhood where we had lived, crawling home like some wounded dog to the place of my birth.

Sou fan (admirador) incondicional do Paul Auster (em literatura não é arriscado dizer estas coisas). Só não gostei muito dos livros de poesia do senhor. Mas isso é porque não gosto de poesia... Não gosto é como quem diz. Há três excepções: Herberto, O’Neill e Cesariny. Desculpem lá corruptela, mas Herberto, O’Neill e Cesariny e a língua portuguesa vão perdoar-me, por certo.

Post Scriptum: Depois de postar este post, descobri que a Companhia das Letras (Brasil) traduziu "The Brooklyn Follies" por "Devaneios no Brooklyn".

*resposta atrasada a asl
|| Nuno Simas, 12:30 || link || (0) comments |

Mau tempo no canil e french kissin'

Ando uns dias sem vir à blogosfera e depois é isto: agora já são dois [Martim Silva e FTA - Francisco Trigo de Abreu) no mau tempo.
Concorrência, concorrência.
E depois há os clonados...
|| Nuno Simas, 00:42 || link || (0) comments |

Resposta ao JMF

Uma circunstância em que os governantes não devem utilizar o Falcon: para ir ver a bola!
|| Nuno Simas, 00:36 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 18

Esta sim, assino de cruz

Questões morais.
Recentemente, no Minho, em alguns restaurantes, dei largas a um atavismo fatal: perguntei, no fim do jantar, se havia «aquela aguardente gelada». Eu gosto. Gosto de grappa gelada e gosto de aguardente de vinho verde gelada -- e prefiro largamente esta. Invariavelmente, o empregado de mesa curvava-se ligeiramente e murmurava: «Sim, temos uma, ali, mas é caseira.» Pois que viesse. Provei algumas, magníficas. Informaram-me, hoje, que essa venda é proibida e que a multa anda pelos 1.000 euros. Eu acho uma ignomínia. Desconheço as razões mas vou investigar. Será uma das minhas micro-causas pessoais. Uma micro-causa alcoólica, mas uma micro-causa, apesar de tudo.
[Francisco José Viegas, in A Origem das Espécies]

Permitam-me que acrescente uma nota pessoal. Já me aconteceu o mesmo mas noutro sítio e com uma iguaria diferente: na Mealhada, tratando-se o pitéu em causa de cabidela de miúdos de leitão. Levo sempre sopa, cada vez que pergunto se não haverá o pratinho off menu. Devem achar-me com cara de agente da Inspecção Económica undercover. Cheira-me que só o servem a inspectores amigos. E outras autoridades.
|| JPH, 15:22 || link || (0) comments |

Coisas que me irritam num blogue de que gosto

O que eu gosto mesmo é de blogues que usam – sem referir o autor – expressões como "diplomacia do croquete" e depois são chamados à pedra por quem não gostou da expressão e está farto de generalizações abusivas e depois tudo o que têm a dizer, os tais que usaram a expressão "diplomacia de croquete" é que
"ah e tal, nem fomos nós que inventámos a expressão, foi o sr. Dr. Martins da Cruz [o que é falso, a expressão existe há séculos], a culpa é dele estão a ver, nós só nos ‘limitámos a reproduzi-la’".

É fácil, não é, "reproduzir"? E se passássemos todos a "reproduzir" as cavalidades todas que se dizem por esse mundo fora e depois, sempre que alguém se irritasse connosco, respondêssemos,
"olhe, a gente não tem culpa, a culpa foi de quem inventou a expressão, nós, veja bem, nós só nos 'limitámos a reproduzir'".
Tinha graça, não era?

Enfim, isto irrita-me. Sobretudo porque sou leitor do blogue em causa, que aprecio bastante.
|| JPH, 12:20 || link || (0) comments |

sábado, outubro 15

Os quadros da minha vida (1)



Na minha infância as mulheres tinham "preparos". Não me vou estender na definição, que situava a educação das raparigas algures entre a Jane Austen e a Louise Alcott. Estávamos nos anos 70. Eu nasci num "pavilhão cirúrgico" a 500 metros da casa dos meus avós, um lugar onde as mulheres todas tinham "preparos". Um burguês (se for minhoto melhor) perceberá o que eu quero dizer. Havia pudor, rendas a esconder, um tratado de delícias que ainda hoje me mói (e, do outro lado estático, me enternece). No escritório do meu avô, havia uma reprodução da "Maja desnuda", do Goya. Na infância, não conseguia perceber como se combinavam tantas combinações com a despudorada maja desnuda. Achava bonito, mas desfocado.
|| asl, 23:24 || link || (2) comments |

sexta-feira, outubro 14

A frase do dia, do mês, do ano, sobre o Grande Arquitecto...

...pertence a João Miguel Tavares, hoje, no DN:
Saraiva é como aqueles tios amalucados que aparecem nas festas de Natal: incomodam quando estão; sentimos saudades quando faltam.

O resto do artigo também é bastante recomendável.
|| JPH, 15:04 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 13

Ainda prefiro isto ao messenger

Noite feliz
|| asl, 21:20 || link || (0) comments |

Um livro a ler



Há um livro a ler por estes dias. Pelo menos até dia 20, quando Cavaco Silva deverá quebrar o seu terceiro tabu e dizer o que toda a gente espera: que é candidato à Presidência.

O livro chama-se “Agenda de Cavaco Silva”, é de Vítor Gonçalves, jornalista e editor de Política da RTP, e faz uma análise à intervenção pública de Cavaco nos últimos cinco anos. A começar pelo famoso artigo “O Monstro”, em que alertava para o despesismo e o descontrolo das finanças públicas nos Governos do PS de António Guterres.
Curiosas são as pequenas entrevistas que encerram cada capítulo. O livro, aborda os factos políticos até Julho deste ano, mês em que as presidenciais dominaram a agenda, quando Mário Soares deu o tiro de partida para tentar regressar a Belém.
Interessante é também a leitura que Cavaco faz das competências presidenciais.

Muito interessante. Eu li o livro ontem, durante o serão.
|| Nuno Simas, 14:11 || link || (0) comments |

Blogueiros autarcas

Isto sim, é serviço público: o Blasfémias está a uma publicar uma interessante lista de blogueiros eleitos autarcas. Em actualização permanente. Já agora, para o trabalhinho ser completo, era importante perceber a formação (independente ou partidária) pela qual cada um foi eleito.
|| JPH, 11:13 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 12

Saudades, tantas saudades

|| JPH, 15:25 || link || (1) comments |

Grande Arquitecto



O director do Expresso deixou a função numa semana em que acertaram numa manchete. Não admira que tenha esperado 20 anos para sair.

PS - Mas, é claro, nem tudo podia ser perfeito. Nem falo dos números das sondagens, nomeadamente na do Porto, longe da realidade (Rio venceu Assis com dez pontos de vantagem). Reparem, isso sim, na frondosa cabeleira do engº. Carmona. Brincalhões...
|| JPH, 14:53 || link || (0) comments |

Sugestão

Que alguém na blogosfera reúna tudo o que aqui já se escreveu sobre o arquitecto Saraiva. Eu começava por aqui. Aqui no Glória também dedicámos umas pérolas ao arquitecto. Saudoso arquitecto, digo eu.
|| JPH, 13:12 || link || (0) comments |

Gostamos de ter prejuízos gostamos da vida tal como ela é

A TMN mudou de imagem - um "lettering" que parece a nova companhia aérea do Mirpuri - e arrancou com uma campanha curiosa. A TMN gosta de má notícias, a TMN gosta da vida como ela é; a TMN gosta de dias não, a TMN gosta da vida como ela é.

Sugestões para novos outdoors

Gostamos de levar uma banhada nos lucros, gostamos da vida como ela é;

Gostamos de tropeçar na rua enquanto falamos ao telemóvel; gostamos da vida como ela é;

Gostamos de levar com um par de ; gostamos da vida como ela é;

Gostamos que a clientela se passe para a concorrência, gostamos da vida como ela é

Gostamos de ser às vezes completamente imbecis, gostamos da vida como ela é

... e por aí fora, há todo um mar de possíveis desgraças à espera de um telefone TMN
|| asl, 13:11 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 11

quinjustiça

estivemos aqui a ver a lista da short list para o nobel da literatura (que tem cerca de 25 nomes) e nada de jas.

é incrível.

bem sei que ele disse, numa entrevista ao próprio do espesso, que ia ser só com o próximo (terceiro) romance, mas mesmo assim.

é incrível, incrível, incrível.

há para lá gente de que nunca ninguém ouviu falar, e o director (ex, prontoS) do 'maior' (certamente o mais volumoso) semanário português não tem direito a nem uma mençãozinha??????????

ninguém percebe uma coisa destas. até mete nojo. uma nojeca. não me conformo.

só por causa disso, atrevo-me a citar o saudoso fora do mundo, onde se postou isto:

"Saraiva, na entrevista citada, diz que pensa ganhar o Nobel da Literatura. Tem sido muito gozado por causa dessa frase. Mas convenhamos: os suecos são capazes de tudo. E até já vimos piorzinho.

Jardim Colonial é um decalque de situações conhecidas do mundo dos media, e nisso não aquenta nem arrefenta.

O mais surpreendente é o modo como o inibido Saraiva trata a temática sexual. Há mesmo uma cena de sexo numa cubata, prova que Saraiva conhece as questões levantadas pelos «gender studies» e pelos estudos pós-coloniais, sendo que os funde num único episódio, aliás rematado com notável lirismo: «Nélson passou um braço por cima dos ombros de Filomena, aconchegou-a, e com a outra mão começou a fazer-lhe festas nas pernas, primeiro em baixo e depois cada vez mais acima até lhe tocar com as pontas dos dedos nas virilhas. Ela não se mexia: parecia paralisada. Ele meteu-lhe os dedos por baixo das cuecas, sentiu [atenção Academia Sueca] uma camada de pêlo duro e encaracolado, ficou com as borbulhas do sangue a escaldar, quis ir mais fundo» (pág. 137). Também eu queria muita coisa.

Depois, a páginas 189, há um momento inolvidável:«Óscar largou o Diário de Notícias e abriu o caderno de emprego do Expresso. «Não há dúvida de que o Expresso é um bom jornal – pensou – mas não é nada cómodo; estas páginas enormes cheias de anúncios não dão jeito nenhum». Isto, meus amigos, é ficção e da boa. Só na ficção, e na ficção mais genial, é que alguém acha o Expresso um bom jornal. [P.M.]"


ehehehehehehehe. é lindo
|| f., 20:20 || link || (0) comments |

afinal há esperança

o martim é que sabe.

traz-nos uma notícia maravilhosa, decerto um facto: jas afinal largou o espesso para multiplicar os candidatos de direita na corrida presidencial, de acordo aliás com a finíssima crónica que havia escrito há dias semanas (cuja 'explicação', na desta semana, foi de uma notabilíssima inteligência, para nos baralhar).

depois de cerca de 30 anos de política à portuguesa, quem melhor que ele para politizar portugal?

lancemos daqui já um apelo: já jas! já!
|| f., 19:11 || link || (0) comments |

O nosso próprio mundo ruiu

José António Saraiva deixou de ser director do Expresso
|| asl, 18:13 || link || (0) comments |
|| asl, 18:10 || link || (0) comments |

o fim de uma (H)era

esse mito do jornalismo arquitectónico luso, jas, vai ser substituído ao leme do espesso pelo comendador da verdade.

ó, que saudades tenho já daquele paragrafear de que só ele tem o sortilégio, daquela partição de ideias como que em soluços de raciocínio, por não haver quem o surpreenda.

digam-me, digam-me que não vão impedi-lo de nos encantar a cada sábado com as suas subterrâneas (de tão fundas) reflexões.

que não vão cortar cerce tão viva argúcia, tão certeiro comando dos destinos do país, ele que tanta vez, sem falsa humildade, relevou a sua infalível influência sobre todos os poderes, e nos deliciou com a sua visão intíma de conversas privadas com os ditos 'grandes', vertida numa das publicações (nunca demais!) com que nos tem agraciado.

digam-me, digam-me que o espesso pode continuar a ser, de facto, um facto.

que poderemos voltar a ler 'como eu escrevi aqui em Julho de 1997..." ou "como eu já previra aqui nesta mesma página em Janeiro de 1988".

que o homem que vaticinou, com o visionarismo ágil que o caracteriza, a necessidade vital para o país de uma nova capital, construída de raiz ali para os lados de castelo branco, não foi convidado para certificar, na coreia do sul, o erguer do seu sonho (é sempre esse o destino dos nossos melhores: invariavelmente incompreendidos por cá, cumulados de honrarias no estrangeiro).

não pode ser. é demasiado grande a perda para um país já tão depauperado. lanço já daqui um apelo: ergamos uma muralha de preces para que não nos tirem uma das nossas últimas alegrias. convoquemos uma manif, façamos um abaixo-assinado, lancemo-nos, de joelhos ou de bruços, aos pés de quem pode impedir esta hecatombe.

jas já! ou, em alternativa, já jas!
|| f., 18:06 || link || (0) comments |

Ena, ena (II)

Num destes natais ofereci um blogue ao Francisco Trigo de Abreu. Montei-lhe a casa, dei-lhe um nome, ofereci-lhe a chave. E ele usou-a. A princípio pouco, depois mais, no final muito bem. Mas o rapaz cresceu (acontece, ocasionalmente, aos rapazes). Agora decidiu juntar-se a outro meu ilustre amigo, o Martim, na casa dele, deixando a sua Grande Loja dos Trezentos como uma espécie de casa de recuo, caso se zanguem. Politicamente, a coisa terá piada: o Martim é assim uma espécie de radical de centro, quer dizer, um tipo absolutamente reacionário; o Francisco, pelo contrário, anda pela esquerda moderada, quer dizer, é um esquerdalho do pior. Adivinham-se ferozes debates no próprio blogue - e se assim não for não tem graça. Mau Tempo no Canil é portanto o nome adequado.

PS - Há algo de que me orgulho muito. Em Agosto de 2003 nasceu o Glória Fácil. Nessa altura comecei a falar com os meus amigos sobre blogues. À primeira desconfiaram. Às tantas já nem me podiam ouvir, tanto eu os chateava. Mas depois lá foram aderindo, fazendo blogues políticos, claro, que é de política que eles sabem. Não é isso que me orgulha. O que me orgulha é que assinam todos com os respectivos nomes, sem se esconderem atrás da cobardia de um pseudónimo. Falo do Martim, do Francisco, e também do David e do Rui.
|| JPH, 11:23 || link || (0) comments |

segunda-feira, outubro 10

prontoS

chove em lisboa.

começou ontem.

o último dia bom foi o de reflexão.

não sei de quem é a culpa.

se do jph, que pediu mudança de tempo, se dos que quiseram que ficasse tudo na mesma, se da tempestade tropical com epicentro madeirense que nos assolou no domingo, com o olho em felgueiras, gondomar e oeiras.

mas que chove, chove. e que isso só piora a vida do pobre peão lisboeta, agora não só sujeito a torcer pés em buracos mil e pavimentos escaqueirados e a atropelamentos sortidos em cada rua ocupada por obras camarárias ou outras (onde os tapumes invariavelmente deixam zero espaço para quem anda a pé, essa espécie de sub-humanos que quanto a mim decerto não votam) mas também a prestimosas banhadas de água e lama lançadas em jacto pelos simpáticos automobilistas.

as vias lisboetas são vias de extinção dos peões. really. e quando chove é tudo muito pior (sim, já sei que é óptimo para a agricultura e apaga os incêndios).

estou mesmo a pensar criar uma frente de legítima defesa do peão. o recurso à acção directa parece-me a única hipótese, agora que levei com mais 4 anos do mesmo. depois não digam que não avisei.
|| f., 20:12 || link || (0) comments |

Ena, ena

O João Caetano Dias, que criou e depois matou o saudoso Jaquinzinhos, regressou ao nosso alegre convívio dando um toque sulista à tripeirada liberal do Blasfémias. Só tenho um adjectivo: gostei!
|| JPH, 19:07 || link || (0) comments |

A ler

Duas pessoas que sabem do que falam:

1.Pedro Magalhães faz a análise das sondagens, aqui e aqui, além de vários rescaldos concelhios (Lisboa, Porto, Oeiras, etc). Num dos seus vários textos Magalhães conta uma "história curiosa": "Ontem [domingo, dia de eleições], durante o dia, recebi relatos de locais de voto em Oeiras onde os inquiridores da Católica eram insistentemente assediados por indivíduos que se ofereciam para votar na sondagem, rondando as equipas durante toda a tarde. Eram, segundo os relatos, apoiantes de Isaltino Morais. Apesar dos cuidados em evitar "amostras voluntárias", a sobrestimação geral da margem de vitória em todas as sondagens pode ter a ver com este, chamemos-lhe assim, "excesso de entusiasmo". Talvez esta história ilustre bem uma outra conclusão do politólogo: "É inescapável: as sondagens pré-eleitorais telefónicas foram mais precisas que as sondagens com simulação de voto. É certo que o caso do Porto desmente isto, mas os de Sintra e Faro recolocam o problema. Mais certo será dizer: não parece haver hoje quaisquer garantias de que, pelo menos nos grandes centros urbanos, a simulação de voto constitua uma vantagem metodológica."

2.Paulo Pedroso faz a análise partidária, aqui e aqui. Tomei nota de uma frase do ex-número dois de Ferro Rodrigues sobre as eleições na capital: "Em Lisboa, o PSD conseguiu tudo o que queria: distanciou Carmona de Santana Lopes e ganhou a Câmara sem o CDS. O PS, o PCP e o BE só podem queixar-se de si próprios. Mas o PS tem responsabilidades especiais: descartou uma coligação que seria vencedora por pura arrogância, defendida militantemente pela estrutura local e consentida pela direcção nacional e pelo candidato por ela entronisado desde a campanha para as legislativas."
|| JPH, 17:51 || link || (0) comments |

Geografia eleitoral íntima

No meu prédio faz-se muita política, não sei porquê. A vizinha do 3º esquerdo, muito simpática por sinal, foi a candidata do Bloco de Esquerda à câmara municipal. Tivesse o povo oportunidade para a conhecer e ter-lhe-ia dado mais votos. Assim ficou-se pelos 167 (2,46%). Mesmo assim mais do que o senhor do r/c esquerdo. O CDS concelhio tem lá a sua sede. O presidente da concelhia foi o candidato "democrata-cristão" ao município. Só lhe deram 143 votos (2,11%). No meu prédio ganhou o Bloco. E no concelho a CDU, que há quatro anos tinha sido corrida.

As gentes, pelos vistos, não se deixaram comover com o novo "centro cultural" que o presidente da câmara do PS (e recandidato) fez junto aos antigos armazéns bacalhoeiros (há muito abandonados). E também não terão gostado do slogan imbecil que o senhor apresentou: "Este ano o Natal começa em Outubro". Não me parecem tipos que se deixem comer por parvos, os da minha terra. A única pessoa preocupada que vi foi a empregada ucraniana do cafézinho à porta de casa. Disseram-lhe que ganhou um comunista.

Isto foi na minha terra. Na outra que foi a minha terra, onde ainda estou recenseado, tudo na mesma como a lesma. O PSD ganhou outra vez. Ninguém se importa que andem há cinco anos a prometer demolir um famoso hotel junto ao mar para construir no seu lugar um mono mil vezes mais horroroso, a bem da saúde económica do sr. Stanley Ho. O PS há-de andar ali a penar durante anos por culpa de um ex-sindicalista da CGTP com tiques de actor italiano que só fez porcaria. Pelo Google Earth, passei lá no outro dia, na casa onde cresci da infância à adolescência e onde me fiz, profissionalmente, o que sou hoje. Está abandonada. Não sei do que estão à espera para lá pôr um belo condomínio.

E há ainda a outra minha terra. Aquela onde me fiz adulto, onde me hipotequei ao banco para comprar uma casa, onde aprendi a pagar contas no multibanco, onde me fiz pai, onde fui feliz como nunca fui noutro sítio qualquer. Ganhou um dos do "bando dos quatro", o Isaltino. Basta lá ir para perceber porquê.

Já na minha terra original, na primordial, onde nasci, por lá eles não se preocupam muito com eleições. Organizaram umas em 1992 mas o "camarada Presidentchi" não gostou do resultado. Armou um tiroteio infernal, matou uns quantos opositores e obrigou o seu principal adversário a fugir de regresso ao mato enfiado num caixão, fingindo-se de morto.

Uns anos depois mataram-no mesmo a sério e mostraram-no ao mundo vestido apenas com umas cuecas ridículas verdes e brancas, estendido no chão. Por lá o "camarada Presidentchi" não precisa de sobrinhos na Suiça que lhe guardem as economias - tem bancos e mais bancos que lhe tratam disso. Dizem que para o ano haverá eleições. É o que lhes promete, magnânimo, o "camarada Presidentchi". Por mim, não m'acredito. Mesmo que haja, não acredito. O povo, miserável, anda agora muito contente porque a selecção deles chegou ao Mundial. Assim que puderem invadem um país ao lado. Está-lhes na massa do sangue. E eu, que sou parvo, gosto deles assim mesmo.
|| JPH, 12:47 || link || (0) comments |

domingo, outubro 9

Finalmente!

Já há STAPE! Aleluia!
|| JPH, 22:00 || link || (0) comments |

Jorge Coelho

Parece que na minha terra a CDU reconquistou a câmara ao PS. O presidente da câmara (e recandidato) socialista apareceu nos últimos outdoors ao lado da sua lista...e de Jorge Coelho. Danou-se!
|| JPH, 21:01 || link || (0) comments |

Incompetência

Nesta noite eleitoral, a incompetência tem um nome: Secretariado Técnico do Apoio ao Processo Eleitoral (STAPE). Aparentemente, o servidor veio abaixo, significando isso que, duas horas após o fecho das urnas (no Continente), não há resultados a ser divulgados. Isso faz com que continuemos só a funcionar com projecções e com resultados divulgados pelos partidos, baseados nas suas redes locais. Espero que isto não dê azo a acusações e contra-acusações de chapeladas eleitorais. Mas lá que o caldinho está criado - isso está!
|| JPH, 20:52 || link || (0) comments |

Estudos para um desenho

Ingénuo como o eléctrico da Praia das Maçãs; familiar e ingénuo como o café de Colares, aos domingos; brusco como a serra e o temporal na serra; rétro como o Frigidaire; rétro (e ingénuo) como o Frigidaire de linhas rectas; rétro como o eléctrico da praia; rétro como a Praia das Maçãs; familiar como
|| asl, 18:57 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 7

Uuuufff!

...
Uuuufffff! (outra vez)
|| Nuno Simas, 23:56 || link || (0) comments |

buracos

confesso que estou como o joão never land -- para quem está recenseado em lx, a coisa não tá fácil.

saí da minha casa no centro a pé e a pensar nisso. a dois metros da minha porta, está o primeiro dos pelo menos cem buracos no passeio com que me deparo todos os dias a caminho do metro. uma vez, há uns meses, liguei para a linha do lisboeta por causa de um buraco na minha rua. como o buraco não desaparecesse, liguei mais umas tantas vezes (sou muito insistente) até que do outro lado alguém terá percebido que era melhor mandar tapar aquilo. será que tenho de fazer um mapa de todos os buracos da baixa e mandá-lo aos serviços camarários para que façam o que têm a fazer?

se calhar estou enganada, mas julgaria que faz parte das incumbências de uma câmara manter os pavimentos em condições e ter, entre os seus muito milhares de funcionários, quem fiscalize o assunto. se calhar estou enganada, mas diria que isso é mesmo o grau zero da administração autárquica: certificar que os cidadãos podem circular na cidade sem correr risco de fractura ou de vida.

mas não, parece.

tal como parece não fazer parte das atribuições da câmara certificar que os automóveis não ocupam os passeios (bem sei que se desculpam sempre com as polícias, mas será assim tão complicado dar uns berros aos comandantes a lembrar-lhes que há uma coisa chamada código da estrada?), nomeadamente os passeios mais simbólicos da cidade, como os da avenida da liberdade, transformados, todas as noites de fim de semana (e a de hoje e amanhã também, e por que não a da noite das autárquicas, para a celebração), em parque de estacionamento, com arrumadores e tudo, apesar da quantidade de parques à séria (restauradores, martim moniz, figueira e marquês) nas imediações.

e como claramente não integra as prioridades da autarquia a campanha para a reciclagem -- basta ver o estado deplorável dos ecopontos (falo do que utilizo, no campo das cebolas, sempre imundo e cheio a deitar por fora) e os critérios da respectiva colocação -- na zona onde resido, habitada maioritariamente por idosos, os ecopontos mais próximos estão a duzentos ou mais metros. estão mesmo a ver a quantidade de gente que sai de casa a alombar com garrafas de vidro, quilos de jornais e de embalagens para andar essa distância em passeios esburacados (ou ocupados com carros, ou com andaimes, ou com outra coisa qualquer) para, chegando ao bom do ecoponto, constatar que já lá não cabe nada e que só para se chegar a ele tem de tapar o nariz e contar até cem.

sim, sim, já liguei para a câmara há muitos meses a pedir a colocação de um ecoponto na minha rua, mas responderam, ao fim de quatro meses e de cerca de dez telefonemas, que 'não há espaço'. não, que ideia. espaço mesmo nenhum.

é pouco? é. posso ficar aqui três dias a desfiar as minhas mágoas com a cidade, mas estas são as primeiras que me vêm à mente quando penso na câmara de lisboa. não são razões de queixa exclusivamente atribuíveis ao actual presidente? não, não são. mas o estar lá não fez diferença nenhuma. e isso é uma belíssima razão para querer que de lá saia.

e prontoS.
|| f., 17:41 || link || (0) comments |

Noite eleitoral



Na noite do próximo domingo o leitor do Glória Fácil poderá ir consultando a evolução dos resultados eleitorais nesta morada. Por enquanto está indisponível mas, em princípio, no domingo deverá estar operacional. Na coluna da direita já está, por cima do correio, a ligação permanente.
|| JPH, 15:54 || link || (2) comments |

quinta-feira, outubro 6

Nunca pensei dizer isto

Mas aí vai: estou farto de calor. É verdade, mesmo fartinho, fartinho, fartinho. Não quero nem chuva nem vento. Mas um friozinho sabia-me bem, isso sabia.
|| JPH, 21:59 || link || (0) comments |

Apostas (II) - actualizado com fina análise de cenários



Isto hoje é assim mesmo, à maluca. Cá para mim este senhor vai mesmo candidatar-se a Presidente da República.

Que riscos correria esta candidatura? O principal seria a vitória de Cavaco Silva logo à primeira volta. Mas tal não se afigura provável. Se não me engano, até agora nenhuma sondagem deu vitória de Cavaco à primeira. Ainda por cima, o empenhamento dos candidatos de esquerda promete ser fortíssimo, diminuindo o peso da abstenção. Enfim, parece-me que este risco é, apesar de tudo, curtinho.

Sendo assim, o mais provável é Cavaco só ganhe à segunda volta. Recebendo de Portas, magnânimo, os votos que este obteve na primeira volta. Portas assim partilharia os louros da vitória - uma vitória histórica, a primeira de um candidato da "não-esquerda" nas presidenciais.

Há ainda a 3ª hipótese: Cavaco perder as eleições. Aí sim, Portas estaria em maus lençóis. Seria o bode-expiatório da derrota. Mas, com todo o devido respeito, tal cenário parece-me longínquo. Volto a dizer: o panorama à esquerda é provavelmente o mais confrangedor de sempre. E, mesmo assim, uma derrota de Cavaco só aconteceria numa segunda volta. E implicaria, necessariamente, responsabilidades partilhadas por toda a gente: pelo próprio, pelos partidos apoiantes (PSD, CDS), pelos respectivos líderes, e, é claro, por Portas. Mas só na quota-parte.

Temos ainda outro problema: o CDS. Já lá vou.

[continua]
|| JPH, 15:24 || link || (0) comments |

Centenário da República



O que eu queria era ver este senhor a presidir às comemorações do centenário da República. Isso sim, tinha graça.
|| JPH, 13:31 || link || (0) comments |

Embala-bebés

O António Granado descobriu um artefacto que pode mudar a vida de todos os pais e mães a quem as respectivas crianças estragam noites e noites de sono, por puro sadismo. Tratam-se de uma espécie de copos vibradores que se enfiam nas pernas nos berços e embalam a criança. Um ovo de Colombo! Um grande bem haja, Granado.
|| JPH, 11:23 || link || (0) comments |

Apostas



Ando a fazer apostas sobre os resultados das autárquicas. Uma mania antiga e um bocado idiota (nunca ganhei). Mas adiante. Fiz uma sobre o "bando dos quatro" (Avelino, Valentim, Isaltino, Fátima). Conteúdo simples, o da aposta: perdem todos menos o Valentim. Wishfull thinking, claro. A última vez que vi o eleitorado derrotar alguém assim foi, há não sei quantos anos, o sr. Monterroso, na Nazaré. Pensei que a sensatez tinha feito caminho. Enganei-me. A ver vamos, como diz o cego.
|| JPH, 10:32 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 5

Que falta de paciência!

Sim... ando sem tempo para escrever.
Sim, ando sem grande paciência para escrever por causa dos políticos que andam aí em campanha eleitoral por causa das autárquicas.

Ele é o sr. Sócrates a fazer de conta que as autárquicas não são importantes; ele é o sr. Marques Mendes a fazer o pino para se fazer notado (e é!) e a dizer umas coisas chatas sobre o Governo do sr. Sócrates; ele é o sr. Ribeiro e Castro a tentar apertar a mão a cada um dos 10 milhões de portugueses e a dizer que também quer jogar; ele é o sr. Jerónimo de Sousa a fazer um concurso de mister simpatia da esquerda-mais-à-esquerda para tentar mais uma medalha de sobrevivência no domingo; ele é o sr. Francisco Louçã a elevar a sua espada de justiceiro contra os autarcas corruptos... e a tentar ganhar pontos (votos) ao sr. Jerónimo.

Que cansaço!

O que vale é que acaba no domingo...
Acaba... é como quem diz...

Depois vem aí o concurso dinástico para sucessor do D. Afonso Henriques:
ele é o sr. Soares que já foi rei e quer ser outra vez; ele é o sr. Cavaco que já foi regente e agora quer experimentar como é estar sentado na cadeira do rei; ele é o sr. Jerónimo que quer chatear os vizinhos do lado (o sr. Francisco e o sr. Mário) para tentar ganhar a medalha de bronze e continuar o seu concurso de simpatia; ele é o sr. Francisco que... sabe-se lá o que dirá a seguir para "derrotar" a direita e ter mais um voto que o sr. Jeróniomo; ele é o sr. Alegre que pôs o poeta a concorrer perante o olhar céptico do político Manuel; ele é o sr. Portas a rir-se de tudo isto para ver se alguém lhe dá uma senha (ou a bola) para entrar no jogo e passar uma rasteira ao sr. Ribeiro.

E sim, gosto da nova farpela do blog!

E sim, depois deste "xirivari" das eleições vou emigrar por uma semana lá para a terra do Tio Sam. Ao menos eles lá têm as votações com furinhos na Califórnia e um presidente que até dá vontade de rir. É tudo muito mais divertido! ! ! !
Até já!

Post Scriptum: Este post é uma prova de vida. Para ver se uns e outros não andam por aí a dizer a dizer umas coisas enquanto não entram de quarentena por causa da Nossa Senhora de Fátima. Sim senhor, isto está a correr bem... O que eu gosto de escrever Post Scriptums! ‘Tá decidido. Agora passo só a escrever Post Scriptums.
|| Nuno Simas, 01:06 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 4

Yo no creo en brujas...

Margarida Pinto, 31 anos, jornalista free-lance, foi substituída por Miguel Mora como correspondente do El País em Portugal. Miguel Mora, jornalista da secção cultural do El País há nove anos, disse ao PÚBLICO que a nova prioridade é que "a imagem de Portugal deixe de ser inexistente ou catastrófica, que não tenha de ser apenas a má notícia". O jornalista propõe-se mostrar "mais aspectos positivos de Portugal, de âmbito cultural ou político" porque "nem tudo são incêndios ou pederastia". O PÚBLICO rematou a notícia escrevendo: "Margarida Pinto, 31 anos, iniciou funções no começo de 2003 e vários dos seus artigos e vários dos seus artigos foram amplamente citados em Portugal por relatarem o estado de crise que o país tem vivido."
|| JPH, 15:29 || link || (0) comments |

Nota aos leitores

Decidi copiar à descarada o Abrupto e passar a colocar o correio dos nossos (milhares e milhares) de leitores no fim dos posts a que dizem respeito. Acabou de acontecer em relação a este texto. O correio dos leitores só terá espaço próprio quando não se "encaixar" em nenhum post. As cartas dos leitores serão publicadas a laranja, a nossa cor oficial. O nosso mail está ali do lado direito: gloriafacil@yahoo.com.br.
|| JPH, 14:52 || link || (0) comments |

segunda-feira, outubro 3

Pois até acho muito natural que o Beto esteja chateado


[O Beto]

Pois acho, lá isso acho [bela fonética, não acham?]. Eu estaria chateado, se estivesse no lugar dele. O que vale é que a bola acabou mesmo por entrar. Agora, para o currículo do Beto esta não conta, não conta não. Ainda assim, parece-me apressado pensar que ele deixou de ser o nosso velho Beto: aquele que raramente falha golos na própria baliza.
|| JPH, 20:16 || link || (0) comments |

domingo, outubro 2

O meu voto nas presidenciais

Um-dó-lita-bacalhau-batata-frita-quem-está-livre-está. É o que me apetece dizer.

Mas agora a sério: para um moderado de esquerda (moi) o panorama é confrangedor. Muito triste, mesmo. E portanto, para já a decisão é: não votar em ninguém. Suspeito fortemente que não mudarei de ideias até ao dia seguinte às eleições. Aliás, digo mais: uma Presidência de Cavaco Silva assusta-me muito pouco. Notem: não estou a dizer que votarei Cavaco; estou apenas a dizer que a sua eleição não me assusta.

Olhando para os quatros candidatos à esquerda, só há um remédio: ir por exclusão de partes. Façamos então esse caminho. Votar em Jerónimo ou em Louçã é opção exclusiva para militantes dos dois partidos ou seus simpatizantes ferrenhos (enfim, militantes não inscrito). As candidaturas de ambos são exclusivamente partidárias. Jerónimo avançou e o Bloco viu-se forçado a fazer avançar também o seu líder. Está em causa, apenas, a liderança do campeonato nesta espécie de II Divisão da esquerda. Ora essa não é a minha guerra. Em bom rigor, estou-me completamente nas tintas. Não deve ser nas presidenciais que se resolvem disputas partidárias. Em comum com Jerónimo ou Louçã, na batalha presidencial, só tenho uma coisa: uma certa indiferença face à eleição (ou não) de Cavaco. O que não é, nem pouco mais ou menos, uma razão para me decidir por um ou por outro.

E depois temos Alegre e Soares. E, aqui sim, é que a coisa se complica. Muito, muitíssimo. Já explicarei (o meu) porquê.

Tanto Soares como Alegre representam, para já, um sinal da trágica incapacidade de renovação da esquerda onde se filiam. Estão ambos há décadas demais na política para agora poderem ser candidatos mobilizadores. No caso de Alegre, enfim, pode-se, apesar de tudo elogiar a liberdade de ultraje à disciplina partidária implicada na sua candidatura. Mas, mesmo isso - que já elogiei - não chega para um projecto presidencial. Alegre deixou-se ultrapassar por Soares o que implicou para a sua candidatura uma única ideia: a de que se confirma apenas por vingança pessoal. Pode não ser assim - mas foi assim que se afirmou. E, conhecendo o deputado-poeta, suspeito que nada de verdadeiramente novo tenha para dizer ao país sobre a forma como vê o mandato presidencial. Quer dizer: não espero nada senão uma espécie de baralhar e voltar a dar do discurso que apresentou quando disputou com Sócrates a liderança do PS. Isto para além de ter uma ideia de Estado em que me revejo muito pouco.

Depois há Soares. O que mata esta candidatura é o deja vu que representa. Direi mesmo: o enjôo. Sabemos tudo sobre Soares. Sabemos demais, mesmo. O que foi, o que é, o que pensa, o que pensou - tudo, tudo, tudo. E que o sabemos não é, nomeadamente quanto ao exercício presidencial, uma coisa bonita de se ver. Recordo a forma perfeitamente abusiva como Soares interferiu na governação de Cavaco Silva, interferência que foi ao ponto de lhe vetar mexidas na orgânica governamental. E sabemos que Soares voltará a fazer o mesmo. E sabemos que nem o facto de ter um governo do PS o dissuade, pelo contrário, até o acicata, porque a sua relação com o seu partido é radicalmente diferente daquela que Cavaco mantém com o seu (relação de tutela versus relação de distância).
Não há como dar a volta: o momento do país não admite um Presidente sempre a bombardear a acção governativa. Isso é competência da oposição. E depois os eleitores decidem. Se Soares agora prometer e reprometer que deixará o Governo governar, esta só será mais uma promessa à Soares. Como aquela de deixar a política activa depois de deixar Belém; ou a outra de deixar a política activa depois de ser eurodeputado; ou ainda aquela - digo-o por antecipação - de regressar a Belém apenas por um mandato.

E pronto, é tudo. Ou talvez não.

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Nos últimos tempos tenho inventando as mais variadas razões para continuar a votar nos mesmos. Não sei se é o hábito se a demência…
VEJAMOS: - - votei Guterres porque, depois de tanta petulância, fazia bem à alma o ar conciliador dele;
- votei F. Rodrigues, que era feio, mas para evitar que a tareia fosse muito grande;
- votei Sócrates, porque era mais bonito e porque talvez….
- votarei Soares ou Alegre porque ver o Cavaco ganhar na 1ª volta faz-me azia….
Mas tenho algum receio que ele convença o Sócrates a adoptar aquela frase horripilante e que tanto feria a sensibilidade e a produtividade nacional: “Deixem-me trabalhar”…
E depois disso que desculpa vou eu inventar para continuar a votar no homem?
[Teresa G.]
|| JPH, 14:49 || link || (0) comments |

sábado, outubro 1

A fatiota (correio de leitoras)

De duas leitoras do Glória Fácil recebemos os seguintes emílios:

Olá,
Ainda acerca da fatiota as meninas têm razão...vá lá que voltaram a usar a cor laranja que é muito mais gira...no blog, porque no resto espero que apodreça...como a fruta.Gosto muito de dar uma espreitadela mas atenção que estou de intervalo, que eu não sou funcionária pública...mas tenho pena mesmo com as regalias que estão perdendo. Sempre são melhores que as minhas e podem ir para a rua mostrar toda a má-educação que lhes apetece. Bye

Teresa Guimarães

O outro era mais original, mais giraço, mas feria-me e a certa altura cansava-me. Este é igual a 100.000 ouros, mas lê-se muito melhor. O que é mais importante?
Mónica Granja
|| JPH, 15:09 || link || (0) comments |

As últimas noites de Verão na Bica

Decorrem até ao fim da estação as últimas noites de Verão na Bica, onde se realiza o espectáculo "beber na calçada", "beber sentado nas soleiras das portas dos outros", "beber nas escadinhas". O momento zen é quando passa o carro do lixo (por volta da uma e pouco da manhã, ainda o Baliza e a Bicaense estão abertos) e o pessoal tem que se afastar em mole para evitar o choque, deleitando-se com o aroma. Um dia o elevador desprende-se e também vem por aí abaixo (é um fantasma pessoal, pronto). A Sara é a melhor bar woman do mundo.
|| asl, 13:15 || link || (4) comments |