Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

domingo, julho 31

Ide para o Algarve, ide!

Lisboa está excelente: tem menos gente, menos carros.
Ide. Ide de férias para o Algarve, Bali ou Nova Iorque. Ide.
Ide e deixai a cidade para nós, os que ficam a trabalhar em Agosto.
Agosto é bom.
Há mais lugares (ainda assim poucos...) para estacionar o carro.
Não está muito calor.
As salas de cinema têm ar condicionado, apesar das estreias dos filmes não serem lá grande coisa.
É bom ficar longe da FNAC no sábado e no domingo.
É bom abrir as janelas de casa e pôr as guitarras dos Durutti Column no ar ou deixar a Magdalena Kozena (en)cantar com Gluck e Mozart. Para mim e para os vizinhos.
|| Nuno Simas, 17:05 || link || (0) comments |

Sabes, Ana...

... a nossa crise blogosférica deve ser do Verão. Do calor. Da praia. Das férias.
Das minhas não porque só vou de férias lá para Outubro! Unfortunately.
A minha inspiração é que parece que meteu férias!
|| Nuno Simas, 16:16 || link || (0) comments |

A crise da blogosfera

Este blog está uma seca. Qualquer um dos co-responsáveis concordará. Fartámo-nos. Não temos coiso. Perdemos o dito. o JPH está de férias, a f. também e do Nuno não sei. Tenho pensado no entusiasmo dos novíssimos Bicho Carpinteiro ou Casmurro... Alguns de nós já foram assim. A blogosfera velha está uma grande seca, genericamente falando. Valha-nos o prof. Vital Moreira, que voltou com algum interesse. Ultimamente, gosto de ir a O céu sobre Lisboa ou ao bombyx mori, mas mais nada de novo me obriga a parar em frente ao computador. Talvez nos tenhamos chateado com o brinquedo, coisa que acontece com todos os brinquedos. Mas é mau para a crise de representação.
|| asl, 15:39 || link || (0) comments |

sexta-feira, julho 29

Campo da Agonia II

Na feira a miúda que vende plásticos atende o telemóvel e combina com alguém encontrar-se no shopping
|| asl, 17:57 || link || (0) comments |

Campo da Agonia

O Moura rebentou com o Campo da Agonia para fazer um parque de estacionamento, parece. O Moura acaba agora com a feira das sextas. Fui para o Campo da Agonia em peregrinação. Que rebente o Moura com o prédio do Coutinho à vontade, mas estranhei a feira. Agora vem Agosto e não vai haver espaço para o carrossel. O Moura tirou-me os carrinhos de choque. O Moura vai tramar as farturas. Ontem ainda se ouviu

No galinheiro
o pito da minha Maria
é uma grande alegria


E se não era assim era parecido
O Moura agora cortou-me uns jacintos.
|| asl, 17:42 || link || (0) comments |

Correcção António Mafra

O Sete e Pico do António Mafra não está completo. O Paulo mandou o resto.

"Chegou a altura da valsa
e exibiu-se o Osório
De repente cai-lhe a calça,
rebentou-lhe o suspensório
Aflito co'a mão nos bolsos, perante o riso geral
Eram p 'rai sete e pico
Oito e coisa nove e tal "
|| asl, 17:40 || link || (0) comments |

quinta-feira, julho 28

Contento-me com isto

Um campo de milho até ao mar. Chegar de comboio pela ponte velha. Algumas casas de emigrantes já são de granito. Chove. Gosta de jacintos quem os amou na infância.
|| asl, 19:39 || link || (0) comments |

segunda-feira, julho 25

Ai esta nostalgia abrupta de um ar lavado

Agora há pouco, no "Herman SIC", tocaram uma das canções da minha vida. O ar lavado do conjunto António Mafra, no fundo um precursor de Manuel João Vieira, dá-me uma nostalgia abrupta.

SETE E PICO

No Baile da D. Ester
Feito a semana passada
Foram dar com o Chaufer
A dançar com a criada
Dizia-lhe ela baixinho
Na prise és bestial

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

A D. Inês sequiosa
Não resistiu ao Wiski
E pra se tornar famosa
Quis ir dançar o twist
Ao dar um jeito partiu-se
A cluna vertebral

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

O D. José de Vicente
Que é de S. Pedro da Cova
Pra mostrar que ainda é valente
Foi dançar a Bossa nova
Escorregou no soalho
Caiu, foi pro hospital

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Quando o serviço abundante
No baile se iniciou
O D. Grilo num instante
A alface devorou
Diz-lhe a Locas ao ouvido
Pareces um animal

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Faltou a luz e gerou-se
A confusão natural
E a Locas encontrou-se
Nos braços do Amaral
Logo esta grita aflita:
Acendam o castiçal!

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
|| asl, 00:12 || link || (0) comments |

sábado, julho 23

Presidenciais



E o Eanes pá, ninguém lhe liga? Vá lá, telefonem-lhe. Sabe-se lá...
|| JPH, 20:01 || link || (0) comments |

sexta-feira, julho 22

Sobre os elogios fúnebres a Campos e Cunha (II)

E pronto, lá vamos nós para mais um debate de alhos contra bugalhos, que é a minha sina (deve ser defeito meu, admito). Agora é com o Luís "Milhafre" Rosa (ospassaros.blogspot.com) que trato.

Digo debate de alhos contra bugalhos porque o Luís ou não leu bem o que escrevi ou então fingiu que não leu. Vou então repetir, por outras palavras, para ver se desta vez entende. É assim:

NÃO COMENTO A BONDADE DE IDEIAS COMO O TGV E A OTA. NÃO TENHO CONHECIMENTOS PARA ISSO. SEI APENAS O INDESMENTÍVEL: SÃO DOIS COMPROMISSOS DESTE GOVERNO. VINHAM NO PROGRAMA ELEITORAL DO PS E DEPOIS NO PROGRAMA DE GOVERNO (há um link ali do lado esquerdo para o Programa do Governo. Ide às páginas 103, 104 e 105).

Portanto, não está em causa, para mim, a razão que Campos e Cunha teria (ou não) para tentar travar esses processos. A sua razão económica, por assim dizer.

O que me interessa é o compromisso deste governo com o eleitorado. Esse compromisso está no programa do Governo ("copy paste" do programa eleitoral). É para cumprir.

Se critico (e critico, muito, responsabilizando por isso Sócrates) mentiras como a de prometer não mexer nos impostos e depois aumentá-los (precisamente porque são uma ruptura grave com o tal compromisso), não posso, por maioria de razão, elogiar mais quebras desse compromisso, como deixar cair a Ota e o TGV (ou outras promessas, como as dos 150 mil empregos, ou as dos 300 euros para os pobres idosos, por exemplo).

Por outras palavras: não faço críticas "à la carte" à aplicação do programa do Governo conforme concorde ou não com as medidas que se aplicam ou não. O programa foi votado e "eleito". E por maioria absoluta.
Deixou assim de ser meu ou do Luís "Milhafre" Rosa ou do prof. Campos e Cunha. É do país. É para cumprir. Os ministros estão lá para o fazer cumprir. Se não concordam, não entram no Governo. Críticas "à la carte" são para quem tem uma relação ambivalente com a mentira política: rejeita as que lhe desagradam; mas aceitam as que lhe agradam. Não vou por aí.

PS - Mas se calhar vale a pena voltar a repetir: NÃO COMENTO A BONDADE DE IDEIAS COMO O TGV E A OTA. NÃO TENHO CONHECIMENTOS PARA ISSO.
|| JPH, 15:24 || link || (0) comments |

ainda a tshirt

melhor ainda: EUROPE OF THE FREE

f.
|| asl, 11:24 || link || (0) comments |

quinta-feira, julho 21

garbage bin

e digo mais. de cada vez que a al qaeda faz um ultimato, só me apetece puxar do lança rockets. ou do lança chamas. ou lança granadas. lança qualquer coisa, mortífera qb. sinto-me a linda hamilton no terminator 2 (um bocado, mas só um bocado menos magricela), com uma vontade enorme de kick ass. e lembro-me do que o gajo lhe diz no t1 sobre os terminators: you cannot reason with them.

you cannot

e lembro-me também do que disse o bill clinton sobre israel -- e que nestes meus (maus?) momentos guerreiros subscrevo com redobrada emoção -- 'não concordo com muito do que lá se passa e muito do que o governo faz, mas se a existência do estado de israel estivesse em perigo, eu próprio agarrava numa arma, cavava uma trincheira e lutava até à morte para o defender'.

claro que isto dito pelo bill clinton vale o que vale (e por mim também).
mas nestas alturas, em que dou por mim a concordar com gente como o luis delgado, citar bill clinton é um mal menor.

estou até a pensar mandar fazer t.shirts com A EUROPA NÃO TEM MEDO. Ou A EUROPA RESISTE. ou AGUENTÁMOS HITLER E STALIN, NÃO ÉS TU QUE NOS VAIS VERGAR. tudo isto seguido de GANDA CABRÃO, com a foto do bin. que aliás dá uns trocadilhos parvos, tipo garbage bin, e isso.

em suma e para resumir, WE HAVE NO FEAR

f.
|| asl, 19:12 || link || (0) comments |

i'm back (LONDON IS CALLING)

London Calling

London calling to the faraway towns
Now war is declared, and battle come down
London calling to the underworld
Come out of the cupboard, you boys and girls

London calling, now don't look to us
Phoney Beatlemania has bitten the dust
London calling, see we ain't got no swing'
Cept for the ring of that truncheon thing

[Chorus 1:]The ice age is coming, the sun's zooming in
Meltdown expected, the wheat is growing thin
Engines stop running, but I have no fear'
Cause London is drowning, and I live by the river
London calling to the imitation zone
Forget it, brother, you can go it alone
London calling to the zombies of death
Quit holding out, and draw another breath

London calling, and I don't wanna shout
But when we were talking, I saw you nodding out
London calling, see we ain't got no high
Except for that one with the yellowy eyes

[Chorus 2: (x2)]The ice age is coming, the sun's zooming in
Engines stop running, the wheat is growing thin
A nuclear era, but I have no fear'
Cause London is drowning, and I live by the river
Now get this

London calling, yes, I was there, too
An' you know what they said?
Well, some of it was true!
London calling at the top of the dial
After all this, won't you give me a smile?
London calling
I never felt so much alike [fading] alike alike alike

(the clash)

bottom line: WE HAVE NO FEAR

f.
|| asl, 18:49 || link || (13) comments |

Sobre os elogios fúnebres a Campos e Cunha

Sim, porque há um programa de Governo (sabiam?). O qual, aliás, até foi (estupidamente) criticado por ser um "copy paste" do programa eleitoral que o PS apresentou na campanha.

Portanto, segundo julgo, é este o programa que guia a acção do Governo. Ou não? É para cumprir. Por todos os senhores ministros, penso. Até porque ninguém os obrigou a serem ministros, portanto ninguém os obrigou a integrar um Governo que tinha um programa com o qual não concordavam.

E o programa, meus caros, compromete-se com o TGV e com a Ota. E com a tal ideia do investimento público como "alavanca importante" do crescimento. Está lá, clarinho, preto no branco. Isso foi a votos, em Fevereiro. Certas ou erradas (o que não comento, porque não sei) estas ideias foram sufragadas. E deram-lhes maioria absoluta (lembram-se?). Pois foi. Factos são factos.

Sendo assim - e é assim - escapam-me totalmente ao entendimento os elogios desmesurados das últimas horas ao prof. Campos e Cunha (como os do meu querido amigo David Dinis). Porque, se repararem bem, o senhor não estava a querer aplicar o tal do programa de Governo. Já o tinha feito, aliás, com o aumento do IVA. E queria continuar a fazê-lo (com a Ota e o TGV). Era-lhe (pelos vistos) indiferente o facto de esse programa ter sido sufragado pelo povinho.

Enfim: os elogios, parece-me, partem sobretudo de quem acharia natural que o eng. Sócrates governasse com outro programa que não o seu. Por outras palavras: de quem ainda não engoliu bem o que aconteceu nas últimas eleições legislativas. Recordo aqui as imortais palavras de António Vitorino: habituem-se!
|| JPH, 13:43 || link || (0) comments |

Algumas perguntas para o ex-ministro das Finanças


[Luís Campos e Cunha]

- O senhor leu o programa do Governo?

- Sabe que vinha lá, taxativo, o compromisso de avançar com o TGV e com a Ota?

- Percebeu então que esse tinha passado a ser o seu compromisso, quando aceitou ser membro do Governo?

- E sabia, portanto, que esse compromisso estava acima das suas próprias ideias sobre o assunto?

- Sabia que nesse programa de Governo o investimento público é considerado uma "alavanca importante" do crescimento da economia e não, como o senhor escreveu no PÚBLICO de domingo passado, apenas um instrumento de relação "vaga" com esse mesmo desenvolvimento?

- Sabia isto tudo? Sabia no que se meteu? Olhe que não parece. Mas vá lá, descanse. Goze a sua reforma, by the way. Olhe, e só mais uma perguntinha: vai pedir o subsídio de reinserção?
|| JPH, 12:29 || link || (0) comments |

Algumas perguntas para o novo ministro das Finanças


[Fernando Teixeira dos Santos]

- O senhor leu o programa do Governo?

- Sabe que vem lá, taxativo, o compromisso de avançar com o TGV e com a Ota?

- Percebe então que esse passou agora a ser também o seu compromisso, agora que aceitou ser membro do Governo?

- Sabe, portanto, que esse compromisso está acima das suas próprias ideias sobre o assunto?

- Sabe, além disso, que nesse programa o investimento público é considerado uma "alavanca importante" do crescimento da economia e não, como escreveu Campos e Cunha no PÚBLICO de domingo passado, apenas um instrumento de relação "vaga" com esse mesmo desenvolvimento?

- Sabe isto tudo? Sabe no que se meteu? Se sim, óptimo. É que, aparentemente, o dr. Campos e Cunha não sabia. Bom dia!
|| JPH, 12:16 || link || (0) comments |

quarta-feira, julho 20

O poeta e a estátua

Porque razão haveria o poeta Manuel Alegre impedir que lhe fizessem uma estátua em Coimbra. Afinal, já existe uma, aqui. É horrorosa. Como todas as outras, aliás. Mas o parque, esquecendo as estátuas, vale a pena visitar. E levar a criançada.
|| JPH, 17:39 || link || (0) comments |

Freitas, "superstar"

A entrevista de Diogo Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros, ao DN pode explicar-se e reduzir-se a uma dupla negativa: o fundador do CDS não recusa uma candidatura a Belém... Sem o dizer, quer que fique claro que está na grelha de partida do Grande Prémio de Belém. Com Manuel Alegre e Cavaco Silva. PONTO FINAL.

Mesmo as críticas (ou a autocrítica...) quanto à falta de explicação das medidas de austeridade, decretadas pelo Governo de José Sócrates, podem bem ser entendidas como uma tentativa de criar um espaço próprio, por muito que repita estar solidário com Sócrates. Um espaço próprio que Freitas do Amaral já tem, pelo seu percurso e pelas atitudes "independentes" tomadas dentro e fora do Governo socialista de Sócrates.
Especulações? Claro!

O ataque a Cavaco Silva também é um ensaio para um discurso de campanha, apresentando o ex-primeiro-ministro como factor de instabilidade.

O problema, porém, é outro: tanto a direita como a esquerda olham Freitas do Amaral com desconfiança, pelo seu percurso elíptico da direita do CDS para a esquerda (?), que o levou ao Governo do PS. O que complica os sonhos presidenciais do senhor ministro...
É difícil a esquerda esquecer as feridas das lutas políticas dos anos '70 e '80. E o povo de direita dificilmente perdoará Freitas pelos seus desvios de esquerda.
|| Nuno Simas, 14:05 || link || (0) comments |

segunda-feira, julho 18

Liberais e bailarinas

É claro que o ballet Gulbenkian não é indispensável. Na verdade, seguindo a visão liberal, nada na produção cultural é indispensável. Se o mercadinho não premiou, então que se lixe. O liberalismo, visto assim, é a ideologia do conformismo. Aliás, prova disso, é que nos blogues que se arvoram do liberalismo não se leu uma palavrinha de jeito sobre a matéria. Contrangimento ou indiferença? Inclino-me mais para a segunda hipótese.

Ora acontece que eu sempre vi os liberais deste país besuntarem a Gulbenkian de elogios. Cada vez que se falava da subsídio-dependência estimulada pelo Estado, vinha logo a seguir o grande elogio à fundação do velho arménio como instituição rigorosamente privada, totalmente independente dos dinheiros do Estado (dos “contribuintes”) que era capaz de produzir bens culturais (e científicos) de altíssimo calibre. A Gulbenkian provava a incompetência do Estado. E nem valia a pena tentar argumentar que a fundação tem ao seu dispor meios com que o Estado português nunca sonhou nem poderá sonhar.

Mas agora a Fundação fechou a sua companhia de dança. Os liberais encolhem os ombros: é o mercado e siga a Marinha. Mas se, entretanto, aparece alguém (no caso, Santana Lopes) a dizer que quer resolver o problema, então sim é um ai Jesus, aí vem a malandragem do Estado a querer “distorcer o mercado” metendo a sua imunda patorra onde não é chamado.

Evidentemente, não elogio Santana. A proposta que fez para este problema é – como outras anteriores (Parque Mayer, Túnel do Marques) – nada mais é do que simplesmente megalomana. Orçamentalmente, a CML não tem onde cair morta. Tem – ou deveria ter - milhentas outras prioridades à frente.

Portanto, a solução não é o Estado, admito-o perfeitamente. A solução são os privados. Não faltam neste país instituições riquíssimas para quem o ballet Gulbenkian poderia ser uma agradável peninha no chapéu. Fundações ou grupos bancários ou outros grupos económicos, o que fosse. Se o liberalismo fosse para levar a sério, isto já tinha acontecido.

Mas não. Desgraçamente, até agora nenhum “agente económico” se chegou à frente. Bailarinas sim. Mas só agarradas ao varão.
|| JPH, 19:00 || link || (0) comments |

Governo e o vento

Agora é que pode dizer-se que o Governo é um cata-vento.

Veja porquê aqui.
|| Nuno Simas, 14:09 || link || (0) comments |

domingo, julho 17

Marcus Vinicius 2



Para uma antologia mínima, faltava ainda a Tarde em Itapuã, o Samba da Bênção, a Felicidade, o Soneto da Separação, Eu sei que vou te amar, pelo menos. E obviamente o Operário em Construção, transformado hoje em peça obsolescente


Onde anda você

Vinicius de Moraes / Hermano Silva


E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio
na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você
|| asl, 02:11 || link || (0) comments |

Marcus Vinicius


Associo o Glória Fácil às celebrações em curso, embora nem saiba o que pensam disto a f. e o n.s. (quanto ao J.P.H. presumo)



Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar


|| asl, 00:59 || link || (0) comments |

sexta-feira, julho 15

O cão que mordeu o telemóvel

O cão mordeu-me o telemóvel. Fui encontrá-lo (ao telemóvel) escondido num bocado de relva de onde saía o toque "oldphonering", o trrimtriim antigo. Aquilo ainda toca, atende e faz chamadas, mas perdeu uma data de "funcionalidades" - tudo o que precise de ecrã, que agora é azul eléctrico com uma abóbada violeta e uma ligeira estria amarela. Sobra um centímetro normal. O telemóvel, já em razoável mau estado pelas vezes que caiu ao chão, tem agora dentadas caninas muito visíveis junto às teclas.
A questão é que já não posso ler sms. De certa forma, de há 24 horas para cá, tem sido uma delícia tentar decifrar apenas um centímetro de mensagem. "Luz" (ontem ao fim da tarde) "um dia" (meia-hora depois) "Portugal" (hoje de manhã) e "jantar Bairro Alto" (ao meio da tarde). Tentei explicar a alguns interlocutores que não conseguia ler sms, telefonando. Mas a ideia de falar, em vez de escrever, foi em alguns casos razoavelmente aterradora. Não é claro que se escreva no ecrã do telemóvel para poupar dinheiro, em substituição da fala - os adictos sabem que muitas vezes é só para inventar outra coisa qualquer.
|| asl, 23:06 || link || (0) comments |

O mais divertido era mesmo...

... se Alberto João Jardim se candidatasse a Presidente da República. E se ganhasse, já imaginaram?
O jornal "Semanário" escreve hoje um longo artigo, espalhado por duas páginas com as imagens de Cavaco Silva e Santana Lopes (outros potenciais candidatos à direita), sobre este cenário digno dos Monty Phyton!

Já imaginaram as primeiras medidas?
A primeira: "Portugal rompe relações com a China".
E a segunda: "Presidente corta relações com o primeiro-ministro e anula audiências da quinta-feira"
ou
"Presidente só comunica com o Governo através de e-mail".
|| Nuno Simas, 12:08 || link || (0) comments |

quinta-feira, julho 14

Pois então hoje que é 14 de Julho tomem lá uma pastilha

Têm-me chegado às orelhas uns zunzuns queixosos sobre o silêncio deste blogue. Dois ou três zunzuns, para ser mais preciso. Por isso, e porque hoje é 14 de Julho, dia de tomada da pastilha, então tomem lá uma pastilhadas daquelas à antiga, com a devida vénia à agência Lusa. Tomai nota:

Hoje é quinta-feira, 14 de Julho, centésimo nonagésimo quinto (enfim: 195º) dia do ano. Pois que faltam 170 dias para o final de 2005. Este dia é - caso não saibam - dedicado a São Camilo de Léllis e a São Francisco Solano, olá se é.

Nos céus, a Lua atinge o Quarto Crescente. Isto pela 16h20 (falta pouco, não percam, é lindo lindo lindo). O Sol nasceu às 6h23 - hora boa para uma pessoa se deitar. E o ocaso há-de registar-se - se até lá o planeta Terra não explodir - pelas 21h02 (bela hora para o primeiro "gin" pré-jantar)

Pois no porto de Lisboa, a preia-mar verificou-se às 9h12 (nem mais nem menos). Voltará às 21h31 (boa hora para o terceiro "gin" pré-jantar). Quanto à baixa-mar (essa maluca!) foi às 2h42 (mais coisa menos coisa) e às 14h57 (hora a que as pessoas civilizadas tomam a primeira bica do dia).

Caso não saibam, Caranguejo é o signo dos nascidos nesta data. Em 14 de Julho nasceram o (inesquecível) estadista francês Cardeal Mazarino (de 1906), a (misteriosa) sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1857), o (belo) artista austríaco Gustav Klimt (1862), a (incrível) arqueóloga britânica Gertrude Bell (1867), o (alucinante) romancista norte-americano Irving Stone (1903), o (insondável) escritor norte-americano de origem polaca Isaac Bashevis Singer (1904), o (fleumático) actor inglês Terry Thomas (1911), o (transsexual)músico norte-americano Woody Guthrie (1912), o (simples) Presidente norte-americano Gerald Ford (1913), o (complicado) cineasta sueco Ingamar Bergman (1918), o (maravilhoso) actor norte-americano Harry Dean Stanton (1926), o espanhol) responsável pela política externa da União Europeia Javier Solana (1942), a (sueca) herdeira do trono da Suécia Victoria (1977).

Nesta data, em 1789 - lembram-se? - os cidadãos parisienses revoltavam-se e tomavam a prisão da Bastilha, libertando os prisioneiros. A Revolução Francesa tomava forma. No ano seguinte, o rei Luís XVI aceitava a Constituição. De então para cá não se fala doutra coisa. Lamentavelmente, o PÚBLICO falhou a notícia. O DN não.

Já em Portugal, neste dia, em 1897, acontecia algo de dimensão histórica muito semelhante: começavam as ligações ferroviárias entre as estações do Juncal e da Régua.

Em 1901, o cirurgião Egas Moniz, que seria Prémio Nobel da Medicina em 1949, concluía o doutoramento. Foi o tipo que inventou uma operação ainda não suficientemente generalizada, a lobotomia (mas o Nobel foi por outra coisa, acho que as radiografias ao cérebro).

Em 1933, eram ilegalizados todos os partidos políticos na Alemanha, à excepção do nacional-socialista nazi, no poder (sem comentários). Coincididência ou não, 33 anos depois, em 1966, começavam no Estádio de Alvalade os III Jogos Luso-brasileiros. E dez anos depois, em 1976, o general Ramalho Eanes prestava juramento como primeiro Presidente da República Portuguesa eleito por sufrágio directo e universal.

Em 1978, Anatoly Scharansky, dirigente do movimento de emigração dos judeus na URSS, era condenado a 13 anos de trabalhos forçados por espionagem anti-soviética (sem comentários). Segundo a Lusa, aconteceram mais um milhão de coisas neste dia.

Hoje, há um ano, Pedro Santana Lopes, primeiro-ministro indigitado, anunciava os titulares das pastas dos Negócios Estrangeiros e das Finanças, no XVI Governo Constitucional (quem foram? esqueci-me, desculpem). No mesmo dia, morria Germano Figueiredo, futebolista que integrara as equipas do Benfica e do Atlético e fora um dos Magriços da Selecção ao Campeonato do Mundo de 1966.

Ora, a propósito deste Mundial - mas um mês e meio antes -, em Luanda, Angola, um certo e determinado cidadão, cuja identidade não revelo (mas que posso tratar genericamente por "pai"), era arrancado ao acompanhamento permanente das "incidências" dos tais Magriços para, muito a contragosto, ir saber como se encontravam o seu primeiro filho, acabadinho de nascer, e a respectiva mãe.
|| JPH, 14:43 || link || (0) comments |

Eh pá isto ainda não é a revolução

mas lá que tem muita graça tem, isso tem. Experimentem então clicar na bandeirinha inglesa que está ali do lado esquerdo. Vão reparar que resulta numa tradução instantânea do blogue. O resultado, está claro, é pouco mais do que risível (é o problema que falta resolver nestes programas). Mas, por isso mesmo, divertido. E o amigo Bush assim até pode ler isto sem tem de ter o trabalhão de mandar traduzir. O inglês da tradução é quase tão mau quanto o dele.

Quereis agora colocar este brinquedinho nos vossos blogues? Pois então dirigam-se ao meu compadre Rui (quandooblogbatemaisforte.blogspot.com), que foi quem mo disponibilizou. Se ele não ajudar, pois então make him a proposal he can not refuse. Capicce?
|| JPH, 13:31 || link || (0) comments |

quinta-feira, julho 7

ainda não

da primeira vez levei quase um dia.

estava na caixa geral de depósitos a falar com o meu gerente de conta e o gajo diz: um avião acertou nas torres gémeas. como? perguntei eu. porquê? acidente? atentado? não se sabe ainda, respondeu ele. ia a meio da rua augusta quando um amigo me ligou a contar do segundo avião. passei o dia de nariz colado ao écran, como toda a gente, a ver as mesmas imagens cem, duzentas, quinhentas vezes, em voyerismo estuporado.

só na manhã seguinte, quando acordei e liguei outra vez a televisão e vi outra vez as torres cair, me encontrei com aquelas imagens, naquelas imagens. só aí aquilo me aconteceu a mim. a mim. ao meu mundo. no meu mapa.

com atocha levou ainda mais tempo. dois meses, mais exactamente. era a segunda vez. parecia menos mentira, mas mais normal. foi preciso ir à estação, fazer do memorial improvisado os passos em volta, ler as cartas de amor dos namorados, dos amantes, das mulheres e dos maridos, dos pais, dos filhos, dos amigos. uma era de uma gata à dona de 17 anos. nunca te esquecerei, dizia a gata. diziam todas o mesmo: nunca te esquecerei. nunca vos esqueceremos.

lá em baixo, descidas as escadas de acesso à gare, os olhos secos no vento de milhares de velas descobriam a mesma promessa. impossível, ao lado a porta das partidas.

quanto mais tempo passa mais mentira nos parece, dizia uma das mensagens.

não sei como está, um ano depois, a estação de atocha. o que aconteceu às mensagens, às velas, aos ursos de peluche, às flores. se quem passa ainda pára. se quem chega ainda abranda a pressa, ainda empurra o nó das lágrimas para longe, para dentro, como quem esconde uma vergonha. a vergonha de só então saber, de só então ter acontecido.

não sei nada de londres.

ainda não me aconteceu. ainda não é verdade.

f.
|| asl, 20:59 || link || (0) comments |

quarta-feira, julho 6

Cibergenealogia

Pus o nome de um familiar no Google. Só para ver no que ia dar. Deu-me não o familiar que eu queria mas o seu avô, que tinha o mesmo nome. E continuei à procura. Dei com uma sessão da Câmara dos Deputados, em 1918, onde se falava dele. Tinha sido demitido de administrador de um concelho pelo governador civil do distrito (Coimbra, no caso) e o povo estava revoltado. Um deputado levou o assunto ao plenário parlamentar. O ministro do Interior explicou a demissão com o facto de o meu parente ter dado uma entrevista a um jornal de que o governador civil não gostou. E prometeu o "inquérito" do costume.

Soube também, nas minhas "pesquisas", que o meu parente era, na sua cidade, um "importante" e "respeitado" maçon (cruzes!). Mas o mais interessante foi o ter percebido que, em 1913, os estudantes da cidade lhe dedicaram uma canção (simpática, por sinal). E que essa canção nasceu de incidentes entre estudantes e polícias que viriam a marcar, durante muitos anos, o dia da Queima das Fitas (27 de Maio).

Enfim, permitam-me que partilhe este orgulho. Mas sobretudo que saliente, nesta (preguiçosa) busca, o papel de um blogue (Cartasportuguesas.blogspot.com) e, ainda mais, o "site" do Parlamento. Se repararem bem, estão lá transcritos (debates.parlamento.pt) todos os debates parlamentares desde a Monarquia Constitucional. Ora isto é um trabalho de um valor documental único, incalculável. Isto sim, é das tais coisas que faz pelo progresso do país. Mas, que eu saiba, ainda não vi nenhum dos seus responsáveis ser medalhado pelo sr. Presidente. Para isso os critérios são outros: aparecer muito na "Caras", por exemplo. Ou promover debates televisivos chatos como a potassa.
|| JPH, 12:07 || link || (0) comments |

terça-feira, julho 5

mártir, já

engulhados com aquela coisa de provar milagres do wojtyla já já já, para o fazer santo já já já, os vaticanos descobriram um atalho.

estavam lá para uma daquelas ante-câmaras carregadas de frescos, ouros e pedrarias, a matutar no assunto, quando um deles vai: já sei, porra. tive uma ganda ideia para safar esta cena, meu. bora decretar que o tiro fez dele mártir! vai o outro e diz: boa! e se isso não der temos a parkinson! houve até um que se lembrou do celibato, mas levou logo uma saraivada de pancada com aqueles paus encaracolados que os bispos ortodoxos tinham deixado lá a um canto, quando foi das exéquias.

prontos, tá bem, disse o desgraçado, todo moído. esqueci-me.

apostou-se então na hipótese atentado. foi a que teve mais votos.

ficaram de arranjar uma teoria para explicar aos crentes porque é que levar um tiro quando se vai a dizer adeus a uma praça cheia de gente equivale a martírio. mas não devem ter de se esforçar muito: por alguma coisa lhes chamam crentes.

f.
|| asl, 19:46 || link || (0) comments |

chiça

sim, já sei: tenho de postar em meu nome. estive uma semana sem postar por causa disso, e agora que resolvi tentar fazer uma entrada em meu nome, não resultou. liguei à ana e ela nada, não me soube ajudar.

somos umas info-excluídas. umas infelizes, umas desgraçadas. metemos nojo.

fiquei ainda pior quando me perguntou: não está aí o martim? o martim é colega de jornal, tem um blogue (mautemponocanil) e é gajo. chateia-me, isto de pedir a um gajo que me faça uma coisa que eu supostamente não sei fazer mas devia saber.

tipo abrir garrafas, tirar rolhas, fazer furos na parede, mudar pneus, dar murros.

e fazer chichi em pé.

eu quero fazer e saber fazer tudo.

OK?

(vá lá, confessem que já tinham saudades destes meus acessos de feminismo agudo, galopante e hiperbólico. vá! eu tinha)

f.
|| asl, 19:36 || link || (2) comments |

silly u, nuno

querido nuno querido, voltaste!

mas olha que estás enganado.

na madeira não há silly season, a madeira é silly todo o ano.

derivado DO clima, claro, ameno e tropical, e daquele especimen joão da raça dos albertos, it's fun all year round. é até o que se chama um theme park. o theme park da asneirada. uma autêntica espetada de asneiras, em infinito pau de loureiro, para aromatizar (não resulta).

quanto ao fecho das fronteiras, não creio que tenhamos tanta sorte.

f.
|| asl, 19:26 || link || (0) comments |

segunda-feira, julho 4

"Silly season" já começou

É oficial: Alberto João Jardim abriu a época de "silly season". Leiam e oiçam aqui.
A frase é esta:

"Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa, os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos a entrar por aí dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal... Está-me a fazer sinal aí porquê? Que estão chineses aí? É mesmo bom que eles vejam porque não os quero aqui."

As declarações do senhor da Madeira raiam o inqualificável. O próximo passo do senhor da Madeira deve ser fechar as fronteiras...
|| Nuno Simas, 15:48 || link || (1) comments |

Outra vez ele (e ainda bem)

O Carlos Vaz Marques está de regresso à blogosfera. E na morada do costume: outro-eu.blogspot.com. Pois que (re)seja muito bem (re)vindo!
|| JPH, 15:33 || link || (0) comments |

domingo, julho 3

Daily make-up

A Sofia agora escreve também ali
|| asl, 21:23 || link || (0) comments |

Aniversários


Parabéns à Praia pelos dois séculos na blogosfera (parece que aqui o tempo conta mais...). E, pardon pelo esquecimento ao Terras do Nunca, esse ganda misógino, e ao Bruno do Avatares, que não tem esses problemas - é da idade, claro. Quanto aos Barnabés, parabéns aí pelo novo blog que já devem estar a montar. (Espera-se que o André Belo não tenha tempo para escrever só nos funerais)
|| asl, 21:14 || link || (1) comments |

Glória vintage (3)


[Sean Connery]
|| asl, 14:57 || link || (2) comments |

Os tempos que mudam

- Mãe, vamos a Vilar de Mouros!
- Filho, o Joe Cocker não é para a tua idade.
|| asl, 14:37 || link || (0) comments |

Linkar-te é eterno enquanto dura

Hoje acordei com um pesadelo - tinhas-me deslinkado. blá, blá, blá. Que a rede é infinita, mas a montra de um blog não, blá, blá, blá. Que isto já tinha tido dias melhores, blá, blá. Que, não obstante, ficávamos amigos. Oh, que carga a da tecnologia emergente. O raio de um novo sofrimento para nos maçar as madrugadas.
|| asl, 14:32 || link || (0) comments |

sábado, julho 2

Glória vintage (2)


[Gérard Depardieu]
|| asl, 22:15 || link || (0) comments |

Verão



Está tremido mas assim é que tá certo
|| asl, 22:10 || link || (0) comments |

Glória vintage



[Harrison Ford]

Isto passou a ter mais graça desde que nos ensinaram a pôr imagens
|| asl, 20:00 || link || (0) comments |

Anos Dourados

Um beijo ao Bruno, que me mandou os Anos Dourados. Esta aqui também é uma espécie de anos dourados, a Flor da Idade do Chico (1973)


A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor

Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor


Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor


Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
|| asl, 17:03 || link || (0) comments |

RTP memórias

O Verão azul, o que é o Verão azul? O filme com a Brooke Shields? Não, isso era a lagoa. Não sei, nunca vi o Verão Azul. (Devia estar a ouvir o Variações). O caixote que atenta contra mim na Fnac ou na Valentim de Carvalho do centro comercial perto de casa é o do Espaço 1999. Deixo-o sempre no sítio, não com a raiva excessiva do A. Campos, mas com a malaise pateta de o passado não andar guardado na algibeira.



[Cap. Koenig, aliás Martin Landau, que muitos anos mais tarde, já velho, estava esplêndido no "Tucker", de F.F. Coppola]
|| asl, 16:14 || link || (0) comments |

Ó Nuno pá

O Nuno faz-se anunciar, mas post nem vê-lo.
|| asl, 16:10 || link || (0) comments |

sexta-feira, julho 1

Coisas complicadas


















[Sérgio Vieira de Mello]
|| asl, 18:57 || link || (0) comments |

Coisas simples


[Chico Buarque de Hollanda]
|| asl, 18:40 || link || (2) comments |

Quatre-vingt qualquer coisa

Como é que se chama aos "soixante-huitards" dos anos 80? Quatre-vingt quê? Eu sou isso. O Coliseu estava cheio disso, e também dos nossos pais que já gostavam do Variações e dos nossos filhos doidos pela Maria Albertina. Nos anos 80, nós éramos uns miúdos entalados entre a geração do Saldanha Sanches que achava que era dona disto e os filhos do 25 de Abril, que haveriam de ser um futuro melhor. Nós éramos os irmãos mais novos, os lorpas, os que só tinham apanhado com as consequências infantis do Estado Novo. Os que não tinham levado nos cornos. Alguns de nós ficavam a ouvir de boca aberta os chatos dos "soixante-huitards" e ainda apanhávamos com a nostalgia das nostalgias deles, o que era anacrónico. Virámo-nos para a música: o JPH para o Morrisson, a f. para os Joy Division e eu, mais simplória, provinciana e eventualmente nacionalista, para António Variações. Aquela filosofia rompia com os nossos amigos "soixante" portugueses

eu só estou bem onde eu não estou
eu só quero ir
para onde eu não vou


e com algumas secas da época.

Se a cabeça não tem juízo
O corpo é que paga
Deixó pagar deixó pagar deixó pagar
Se tu estás a gostar

Ou o lirismo da Deolinda de Jesus.

Depois, o homem foi-se de uma doença que afectava a imunidade. Foi assim que foi noticiado, na época. Uma doença que interferia com o sistema imunitário. Nós passámos ao lado. Não queríamos saber.

|| asl, 18:13 || link || (0) comments |

Síntese do concerto dos "Humanos", 4ª feira, Coliseu

Camané
Camané

|| asl, 18:08 || link || (0) comments |

O calor dilata os espíritos

Chegou a "silly season". Parte dos meus amigos encontra-se totalmente "silly". Pedem conselhos. Anotam o número de telefonemas/dia para avaliar o potencial daquilo. Sim, três por dia é muito, muitíssimo, gloriosa metáfora de uma "relationship" de elevado potencial. E sms, quantas? Seis? Oh, vai ser um "hit" de Verão. O calor dilata os espíritos. Eu vou ali e já venho deitar ao lixo significantes perdidos.
|| asl, 17:55 || link || (0) comments |