Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

segunda-feira, janeiro 31

João Paulo II e Auschwitz (correio de um leitor)

Do António Marujo, jornalista do PÚBLICO especialista em temas religiosos, recebemos o seguinte mail:

"Há elementos suficientes para defender e atacar Pio XII, com o que ele fez e não fez. E os pedidos de desculpa - ou, mais exactamente, de perdão, que no conceito judaico e cristão, é uma coisa bem mais funda que a desculpa - já foram formulados por João Paulo II várias vezes - uma delas, bem significativa, em Março de 2000, junto do Muro das Lamentações. Será que o Papa tem que andar sempre a pedir perdão das mesmas coisas? E os governantes dos nossos governos ocidentais porque não pedem igualmente desculpa por terem acreditado tão tarde na história de que havia campos de concentração? Era Pio XII, confinado e quase preso nos palácios do Vaticano, que tinha que erguer a voz sozinho? E se o tivesse feito, isso teria sido útil à Resistência (alemã, francesa)? Talvez sim. Ou talvez não. Hoje, é mais fácil nós dizermos que sim...

Penso que é isso mesmo que está em causa: na cultura imediata que hoje
vivemos, parece-nos (ainda mais a nós, nesta profissão) que tudo tem
que ter pronunciamentos imediatos. Naquela época, as coisas talvez não
fossem bem assim. Bem, como o dito não me passou a tal procuração, bastará indicar-te aqui alguns dos elementos que tive que ler o ano passado (e que reli agora, por causa de um texto que estou a escrever): a polémica começou com uma peça estreada em 1963 - "O Vigário", de Rolf Hochhuth - em que um dos protagonistas diz que a culpa do que está a acontecer (Holocausto) não é do povo alemão, que não é pior que os outros povos, e que só o Vaticano poderia parar o extermínio. O Papa, calando, seria "um criminoso". O autor confessaria mais tarde não conhecer uma "radiomensagem" de Pio XII, no Natal de 1942, nem um discurso de Junho de 1943, em que o Papa dizia que havia “centenas de milhares de pessoas que, sem a menor culpa, às vezes só devido à sua nacionalidade e raça, foram escolhidas para morrer ou para ser gradualmente eliminadas”. Quem, entre os Aliados, dissera tal até aí? Não muitos...

Depois, também os episcopados da Alemanha, da Polónia, tinham escrito
muitas coisas contra o nazismo (cartas que foram lidas em todas as
igrejas da Alemanha, por exemplo, em 1937). E, entre os muitos casos de
judeus que agradeceram pessoalmente a Pio XII a sua acção, Golda Meir
disse: “Quando o martírio mais espantoso atingiu o nosso povo, durante
os dez anos de terror nazi, a voz do Pontífice ergueu-se a favor das
vítimas.” E o rabi de Roma, Elio Toaff, disse que foi salvo dos campos
por causa de um padre (houve milhares salvos em Roma, graças ao
Vaticano) e agradeceu a Pio XII. E Itzhak Ben-Zvi, que era presidente
de Israel quando Pio XII morreu, falou dos “sentimentos dos numerosos
refugiados judeus, salvos da morte e da tortura, pela intercessão de
Pio XII”. William Zuckermann, director da revista judaica dos EUA “Jewish
Newsletter”, escreveu: “Provavelmente, nenhum estadista daquela geração
tinha dado aos judeus uma ajuda tão poderosa [quanto Pio XII] na hora
da maior tragédia: a ocupação nazi da Europa. Aquilo que o Vaticano fez
foi uma das maiores manifestações de humanitarismo no século XX e
constituiu um novo e eficaz método para combater o anti-semitismo”.

Claro que se podem juntar outras tantas referências ao que ele não fez.
Falei sobre tudo isso nos textos que escrevi aqui no jornal. Mas agora,
como é para ti, acho que devo sobretudo mostrar-te o lado que tu não
viste.

Conclusão? Eu também teria preferido outras atitudes mais públicas. É
que sou jornalista e, além do mais, isso poupava-me agora estas
polémicas saudáveis."

|| JPH, 16:54 || link || (0) comments |

sexta-feira, janeiro 28

Closer

Nunca se devia querer saber a verdade até porque nisto a verdade não existe, nunca existe, ou não se deve saber ou é tão verdade ser Jane como ser Alice e a verdade inatingível é quando Jude Law diz "amo-te" mas estou apaixonado por outra. É esta verdade, o raio da verdade, a crueldade da verdade que nunca devia ser transportada para uma data de territórios closer.
|| asl, 15:46 || link || (0) comments |

Adeus...

... ou até já... lá para a primavera.
|| Nuno Simas, 13:29 || link || (1) comments |

A mega-piada do dia

Que os políticos não gostam das sondagens quando os resultados não agradam isso já se sabia. Que queiram “bater” em quem as faz é que não.

Por isso, Santana Lopes é o autor da piada do dia.

Ora leiam:

Olhão, Faro, 27 Jan (Lusa) - Pedro Santana Lopes invocou hoje as diferenças percentuais nas sondagens, para afirmar que "está montada uma mega-fraude em torno desta matéria" e assegurar que processará as empresas que falhem previsões face aos resultados eleitorais.

Ou ouçam aqui, na TSF, ou aqui, na RR.

|| Nuno Simas, 11:56 || link || (0) comments |

quinta-feira, janeiro 27

Sobre o que (lamentavelmente) João Paulo II não disse sobre Auschwitz

A Igreja Católica enfrentou o Holocausto tendo como chefe máximo o Papa Pio XII. O seu consulado foi, no mínimo, muito controverso. Muitas organizações judias alegam, com fundamento, que Pio XII nada fez para proteger os judeus, muito pelo contrário (podem começar a investigação por aqui).

Ontem ouvi na rádio o teor da mensagem que o Papa João Paulo II emitiu a propósito a libertação de Auschwitz. Para me esclarecer melhor, tive também o cuidado de a ler no site do Vaticano.

Infelizmente, do que li e ouvi da mensagem, faltou-me o principal: que o Papa João Paulo II reconhecesse que a Igreja Católica não pode voltar a ter perante actos como o Holocausto posturas dúbias (no mínimo) como as que teve no consulado de Pio XII. E que por isso deve desculpas aos judeus.

PS - Admito que, em ocasiões anteriores, o Papa até tenha pedido desculpas aos judeus pela conduta do chefe do Vaticano durante a II Guerra. Admito - mas não tenho a certeza e falta-me tempo para averiguar se isso é ou não verdade. Seja como for, se já o tinha feito, nada perderia em ter voltado a fazê-lo. Era o dia certo para o fazer. Só isso.
|| JPH, 22:29 || link || (0) comments |

Bloguitica

Acabei de escrever um longuíssimo mail a um tipo que não conheço - o Paulo Gorgão, do Bloguitica - pedindo-lhe que reconsidere a decisão de se afastar a blogosfera. Sendo (eu) um tipo dado a orgulhos, levarei a mal uma recusa. Nem digo mais nada.
|| JPH, 22:06 || link || (36) comments |

Louçã desespera

Sim, é o que me contam as minhas FBCàB (Fontes Bem Colocadas à Brava). O homem está mesmo à beira de uma depressão. É que, depois daquela calinada fortíssima no debate com o Paulo Portas, viu hoje Freitas do Amaral anunciar que votaria PS.

- Com esta é que eu não contava, com esta é que eu não contava...

queixou-se o líder bloquista, enquanto dava cabeçadas numa parede. As minhas FBCàB garantem-me que a direcção do Bloco convocou para hoje à noite uma reunião de emergência para "contratar" um novo mandatário nacional.
|| JPH, 16:28 || link || (1) comments |

"Meta aspiracional"

Estava na cara que o ministro António Mexia ambicionava um lugar na história. Conseguiu: anteontem disse que aumentar a produtividade dos portugueses é a "meta aspiracional" do PSD. Leram bem: "meta aspiracional".

Por mim, deslocalizo-me ambicionalmente num plano mais modesto. A minha "meta aspiracional" é, apenas, conquistar poder aquisicional quanto baste para poder possuir um aparelho computacional que me aspiricione a casa sem eu ter que movimentalizar uma palha.
|| JPH, 16:12 || link || (0) comments |

quarta-feira, janeiro 26

Para quem não tenha dado conta da coisa

"E então matámos tudo o que havia com duas ou três palavras sacrificiais, coisa pouca nos tempos que correm".

É assim que acaba o texto da Ana sobre a Margarida. Eu sei quem rebentou de alegria por esta saga ter finalmente terminado...
|| mjo, 19:35 || link || (0) comments |

é melhor ficar sem piu

Ana, piu piu sem frajola again????!!!!
O que é que se passa com as "mulheres a dias" deste blog?
|| mjo, 19:33 || link || (0) comments |

Tele quê?

Lodge, Vidal, Tokyo, campanha daqueles que nós sabemos. Tudo bons argumentos. Mas que raio é a telesemana?
E tu, jph, por que estás tão quietinho?
|| mjo, 19:28 || link || (0) comments |

Canção deste blog ao JPH que não escreve ninguém sabe ao certo porquê

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

by Calcanhotto, Partimpim

A minha parte preferida é a do queijo sem goiabada. E, pronto, tá bem, o piu-piu sem frajola


|| asl, 19:28 || link || (0) comments |

À espera

Zé querida: à espera de ler os "Pensamentos Secretos" (Lodge); à espera de ler "A Idade do Ouro" (Vidal). À espera que vocês combinem ir ao Tokyo. À espera do programa de campanha de quem vocês sabem. À espera da telesemana (graçola para maiores de 36 anos)
|| asl, 19:12 || link || (0) comments |

O "El Mundo" dá a boa nova

Javier Cercas decidiu publicar novo livro, quatro anos depois do excelente "Soldados de Salamina" (edições Asa). O romance chama-se "La velocidad de la luz". A tradução portuguesa poderá tardar e por isso o melhor mesmo é encomendar (casadellibro.com). Ana, estás à espera de quê?
|| mjo, 16:06 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 25

Tuesday, tuesday

Ó Zé, ainda estás a olhar para ontem! A sopinha é de terça. Os "Sete Palmos" não sei, que não frequento - ó que horrorosa auto-exclusão.
|| asl, 22:46 || link || (0) comments |

Monday night

Comer uma sopa quentinha e rever o primeiro episódio da 3ª série de Six Feet Under. Repetição? E quem se importa?
|| mjo, 21:22 || link || (0) comments |

Margarida vai casar (4)

- E de maneira que vou casar com ele.
Esta frase era o epílogo. Margarida tinha acabado de relatar todos os passos que a conduziram a uma decisão radical - casar com um escritor flamengo que, instalado no Pico, escrevia uma novela sobre os velhos baleeiros - e eu não tinha ouvido nada.
Lembro-me de quando desviei os olhos do rosto de Margarida para a canção de roda das nuvens à volta do pico do Pico e daí rapidamente para Luís, o médico hipocondríaco.
Fazia três dias que, de surpresa, apareci na sua ilha mínima. Luís sofre de uma espécie rara de agorafobia e automedicou-se: não sai da ilha, diz que não sobrevive num espaço maior. Nestes anos todos (mais de dez, menos de quinze), fiz as malas, apanhei o avião mas nunca de surpresa, os seus olhos muitos azuis ao dobrar a esquina do aeroporto, todos os anos um automóvel diferente.
Desta vez não avisei:
- Estou na tua ilha. Só hoje.
- Não estou.
- Como não estás?
- Talvez já esteja curado.
- Vemo-nos daqui a dez anos.
- Daqui a dez anos estamos mortos.
E então matámos tudo o que havia com duas ou três palavras sacrificiais, coisa pouca nos tempos que correm.
|| asl, 19:48 || link || (0) comments |

segunda-feira, janeiro 24

Previsão

É tão lindo, tão lindo ver as evoluções de tantas criaturas - nomeadamente na imprensa - quando começa a cheirar a um eventual futuro governo PS. É um espectáculo delicioso, digno de ser descrito num romance de David Lodge. Lodge, se viesse a Portugal, perdia-se de amores e aviava um romance em quinze dias. Está tudo à mão de semear, é só trocar os nomes e inventar uns lugares. Que ninguém pense que certas virgens que diariamente combatem Santana Lopes em tanto lado e com tanto afã ousarão levantar um dedo a José Sócrates. Serão atentos, veneradores e obrigados. Wait and see...
|| asl, 19:49 || link || (0) comments |

sexta-feira, janeiro 21

Santanalodgice

A sério, a sério, o que eu queria era estar a fazer uma pós-graduação sobre as frases longas na política portuguesa.
|| asl, 19:09 || link || (0) comments |

quarta-feira, janeiro 19

O autor, o autor

Gostei tanto de ler o André Belo (barnabe.weblog.com.pt) sobre o David Lodge. Gostei e invejei-o - tropeçar inesperadamente em Lodge e ouvi-lo falar sobre o seu último livro era uma coisa que eu gostava que me acontecesse (mesmo que tivesse que ser em Paris).
Gostei tanto de ler o André porque até há um mês atrás só conhecia o David Lodge de ouvir falar. E, ultimamente, a seguir a um livro do Lodge só consigo pensar no livro seguinte do Lodge. Enfim, um espécie de um qualquer "estado de graça".
Antes de ler o "post" do André, vinha com a ideia de fazer um post por causa de "O Museu Britânico Ainda vem Abaixo", que é de 1965. O "Mal de Montano" afinal já aqui está: o pobre Adam Appleby, o estudante católico atormentado com a contracepção, sofre alucinações (chega a encontrar Mrs. Dalloway) a que o seu amigo Camel chama "uma forma especial de neurose erudita", porque "já nem é capaz de distinguir entre vida e literatura".
Adam Aplleby protesta. Qual neurose erudita: "A literatura é quase tudo sobre sexo e nada sobre ter filhos. A vida é o contrário". That's a very interesting point.

(Já agora, André, venha lá a recensão...)
|| asl, 17:05 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 18

Um tipo moderno...

...é aquele que, numa noite de segunda-feira, se dedica a tarefas como:

1. Fazer sopa
2. Limpar o chão da casa
3. Pôr as máquinas a lavar
4. Estender roupa
5. Dar banho à criança
6. Fazer-lhe o jantar
7. Dar-lhe o jantar
8. Brincar com a criança
9. Adormecê-la

Em vez de concentrar toda a sua atenção no essencial:

1. Ver os "Sopranos".


PS - Este 'post' foi escrito antes de perceber que, afinal, os "Sopranos" não passaram. Mas isso não interessa para nada.
|| JPH, 11:55 || link || (0) comments |

segunda-feira, janeiro 17

Céline

A sina dos joões pedros desta blogosfera é amarem desalmadamente este homem. Leiam isto, sff. Depois leiam outra vez. E outra e outra e outra.
|| JPH, 17:55 || link || (0) comments |

domingo, janeiro 16

Amo-te BPI

A ver, o amor maternal com que no anúncio televisivo Fernanda Serrano explica a importância dos fundos de investimento à sua criancinha, que só deve nascer daqui a dois ou três meses. Uma inovadora fórmula de cumprir aquele preceito que vem nos livros para grávidas segundo o qual é importante as mães falarem com os bebés que carregam na barriga.
|| asl, 21:05 || link || (0) comments |

sexta-feira, janeiro 14

Eu leio a Caras II

A entrevista começa com duas perguntas sobre o humor em Portugal, mas a terceira, naturalmente, vai directa à rota da "Caras". "Nos afectos também se deve procurar qualidade?", pergunta a Caras. Nuno Artur Silva responde assim: "A maneira das pessoas se relacionarem do ponto de vista da intimidade está a mudar para um território que ainda não sabemos bem o que é. Os modelos literários que nos serviram de orientação para instalarmos os nossos desejos mudaram todos. Os paradigmas da paixão ou do amor estão em causa. Passou-se a viver de forma muito consumista".
Isto é o começo. Mas quando fala na "dificuldade de combater a falta de tempo", fezem-lhe logo a pergunta: "Mesmo no amor?". Nuno responde: "Primeiro, é preciso perguntarmos o que é isso do amor. É uma daquelas palavras que já estão gastas (...)". Ainda apanhou com a pergunta "Já viveu um mau romance?" que, para sorte dele, não foi parar ao título, porque Nuno responde "Já vivi", embora depois elabore sobre as virtualidades dos maus romances e dos erros, "um erro numa relação, um erro na vida, às vezes é mais produtivo e enriquecedor do que um acerto". Enfim, Nuno reconhece que "a exposição contribui para a ligeireza que acaba sempre por ter resultados negativos no trabalho". De caras.
|| asl, 23:35 || link || (0) comments |

Eu leio a Caras

A Gracinha Viterbo tem o Santiago, de cinco meses; o Moreira e a Maria João estão "radiantes a quatro meses de serem pais"; a Marie-Chantal apresenta o seu filho mais novo, Odyseus; o Brad Pitt e a Jennifer Anniston "afinal continuam juntos mas felizes" (snif, snif) ; por seu turno, Enrique Iglesias e Anna Kournikova "conntinuam apaixonados mas solteiros"; e já cá faltava o Tallon que "comemora o dia de Reis com os filhos e Sofia Ribeiro". Num destacável de várias páginas é esmiuçada a vida recente do "casal do ano", Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos, também à espera de serem pais; Marta Atalaya, grávida de quatro meses, declara que é "uma mulher muito realizada"; Xana revela que está a divorciar-se de Vítor Baía. E subitamente aparece Nuno Artur Silva, responsável pelas Produções Fictícias, que não queria responder às perguntas da Caras. Deve alguém que quer fugir às perguntas da Caras dar uma entrevista à Caras? É um exercício difícil.
|| asl, 23:23 || link || (0) comments |

Um tipo obediente

É o que eu sou. Sim, um tipo obediente. Mas só às mulheres. Sempre o fui, sempre o serei. A minha vida é, presentemente e de há muito tempo para cá, editada por mulheres, 24 horas por dia. É assim há muito tempo e não me importo nada. Por isso, Ana, quando me mandas fazer um 'post' eu obedeço. Ei-lo.
|| JPH, 13:52 || link || (0) comments |

JPH, escreve lá qualquer coisa, pá

O gajo não escreve porque não quer. Está práli a ler o DNA e não faz um post. Um postzinho, um post mínimo, um post quase nada. JPH, vá lá, pá. Atão pá. Que coisa, pá.
|| asl, 13:49 || link || (0) comments |

quinta-feira, janeiro 13

Eu sou o outro

Quando se sentir demasiadamente bem ou demasiadamente mal, abalado ou injustificadamente eufórico, hesitante, confuso, impulsivo e inclusivé irracional, experimente enviar um SMS a si próprio. É melhor que falar sozinho e a operação tem mais virtualidades do que escrever num caderno ou até no blog. O código SMS e os ruídos e relatórios de "mensagem enviada" e "mensagem recebida" compõem uma agradável ilusão de alteridade. Custa só 60 cêntimos a dose.
|| asl, 16:06 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 11

Wislawa Szymborska para o jantar

Nada duas vezes

Duas vezes nada acontece
nem acontecerá. E assim sendo,
nascemos sem prática
e sem rotina vamos morrendo. (...)

|| asl, 19:14 || link || (0) comments |

Back to basics

Por estes dias, Cícero, mas também Homero (para recordar a resiliência de Penélope em Ítaca). Aristófanes, sempre. E Chanel nº 5
|| asl, 16:40 || link || (0) comments |

Para Nuno, em Pequim

É uma cidade odiosa, eu sei. Mas depois não nos sai da cabeça. Leva agasalho para Tiannamen, a infinda praça, e procura concentrar-te apenas no presente. Só no presente. Quando o vento te parecer devolver os gritos dos miúdos, cerra os dentes e diz que é por causa do frio.
|| asl, 15:48 || link || (0) comments |

segunda-feira, janeiro 10

Blogless love (uma catilinária)

Lesses tu blogues e um de nós já estava farto disto
|| asl, 20:49 || link || (0) comments |

Blogless love (coisas práticas)

Lesses tu blogues e eu escapava à imensa trabalheira de andar aqui à procura do "melhor" para enviar de vez em quando por mail
|| asl, 20:41 || link || (0) comments |

Blogless love (forever)

Lesses tu blogues eu não escreveria melhor mas escreveria sempre
|| asl, 16:55 || link || (0) comments |

Blogless love (uma recaída)

Lesses tu blogues e eu já tinha resolvido o magno problema com a netcabo
|| asl, 16:55 || link || (1) comments |

Catilinárias

As catilinárias (1º, 2º e 3º discursos contra Catilina) foram um sucesso. O problema veio depois. Na altura em que pela primeira vez as proferiu, Cícero ganhou. Acabou com Catilina, o monstro. A questão é que, depois, o pai da pátria romana repetia-as à exaustão, massacrando os patrícios com a vaidade e a soberba (conta-se). Cícero mudou-se obrigado para o exílio ateniense. Esta história tem moral.
|| asl, 16:44 || link || (0) comments |

domingo, janeiro 9

“Os vampiros do tsunami”

Se, à boleia de umas vulgaridades sobre os horrores indizíveis, quiser ver imagens absolutamente horrorosas do sudeste asiático pós-tsunami, é ler este 'post'.

Mas se, pelo contrário, se quiser indignar com o trabalho vampiresco de jornalistas portugueses no sudeste asiático, então é ler este.

Está tudo no Blogue de Esquerda. Tudo e o seu contrário. Cortesia de Luis Rainha.
|| JPH, 17:08 || link || (0) comments |

sábado, janeiro 8

"Jornal de Notícias"

José Leite Pereira dirige o "Jornal de Notícias" há cinco anos. Frederico Martins Mendes, que agora se reformou, é desde então apenas "director" no cabeçalho (apesar da sua grande influência histórica no jornal).

Sob a direcção de José Leite Pereira, o Jornal de Notícias melhorou a olhos vistos. Ele e a sua equipa (David Pontes, Alfredo Leite, António José Teixeira) transportaram para o jornal uma dinâmica que só não vê quem não quer. O jornal continua a vender muito bem e isso acontece sem cedências a tentações tabloidizantes.

Além do mais - e isto é muito importante - o JN conseguiu resistir à governamentalização dos seus conteúdos, o que não é coisa pouca tendo em conta que se trata (de longe) do produto escrito mais valioso do império PT/Lusomundo.

Esta capacidade de resistir tornou certamente o jornal desagradável aos que, no triângulo PT/Lusomundo/Governo, o esperavam mais dócil para o poder vigente. Esses, se pudessem, livrar-se-iam o mais rapidamente possível de José Leite Pereira e da sua direcção.

Contudo, face aos resultados obtidos nos últimos anos, não havia margem para fazer com Leite Pereira e o que foi feito no DN com a direcção de Fernando Lima. E, assim, com a passagem à reforma de Frederico Martins Mendes, José Leite Pereira foi naturalmente convidado a suceder-lhe no cargo de "director" - que, repete-se, na prática já desempenhava há cinco anos, com o título de "director de redacção".

Ontem, estranhamente, o Conselho de Redacção (CR) do jornal (que integra o presidente do sindicato dos jornalistas, Alfredo Maia) decidiu "não dar parecer favorável" à designação de Leite Pereira. Por outras palavras: fez o que no topo da PT/Lusumundo (e no Governo, claro está) se gostaria de poder fazer (mas não havia coragem política para).

Felizmente, a redacção mobilizou-se e lançou um abaixo-assinado que, na prática, vai desautorizar o Conselho de Redacção (e, evidentemente, forçá-lo a demitir-se). O parecer do CR não é vinculativo mas a direcção do JN terá evidentemente outra força para ignorar esse parecer se o abaixo-assinado da redacção se revelar substantivo no seu apoio (o que está a acontecer).

Mas volto à vaca fria: o que terá propiciado esta estranha aliança objectiva entre o CR do jornal e quem queria afastar a direcção liderada por José Leite Pereira?
|| JPH, 16:10 || link || (1) comments |

sexta-feira, janeiro 7

"Expresso da meia-noite"

Desta vez o programa foi gravado. Será transmitido mais logo, à hora do costume. Presumo que, por ter sido gravado, não será possivel vermos, como de costume, a capa do "Expresso" de amanhã. Então porque raio hei-de ver o programa, se não tem o que mais interessa? Respondem-me:

- Ah tem, tem. Vai lá estar o Presidente da República!
- Quem?
|| JPH, 20:22 || link || (0) comments |

quarta-feira, janeiro 5

Livraria Buchholz

Via A Revolta das Palavras, de José António Barreiros, somos informados de que a livraria Buchholz está em pré-falência. A ser verdade, é mau.

Os liberais do costume terão a (preguiçosa) explicação habitual: o mercado é assim mesmo, azar. Pois, mas não vou por aí. Essa discussão não me interessa. Nem me interessam matérias acessórias, como a questão do preço dos livros ou do sufoco que é para muitos viver dos livros (da escrita à venda final, passando pela edição), ou ainda ladaínha chatissima da trágica iliteracia nacional. Tudo isso é verdade - mas não é, perante este caso, prioritário.

O prioritário é que se faça alguma coisa. Embora isto possa parecer muito lírico, se calhar a blogosfera é o meio ideal para mobilizar vontades para resolver o problema.

Evidentemente não espero (nem peço) nenhuma ajuda estatal - pelo contrário, até agradeço que não metam os untos neste assunto.

Parece-me é que os amantes dos livros que frequentam a blogosfera (os famosos, os menos famosos e os anónimos), juntos com os editores mais a SPA e até as organizações dos jornalistas (sindicato, clube) poderiam, em conjunto com os proprietários do espaço, tentar perceber a origem do problema e estabelecer uma terapia.

Isto, é claro, a não ser que se esteja tudo nas tintas. Por mim não estou. As livrarias estão a ficar todas iguais (o caso limite são as Bertrand, que quase nada acrescentam em relação a um banal hipermercado). Livrarias como a Buchholz fazem falta a Lisboa e fazem falta ao país. Por mim farei o que me for possível. Para já deixo aqui este 'post'.
|| JPH, 16:06 || link || (0) comments |

João Camilo na blogosfera nacional

"Para engrandecer a figura da amada
o homem senta-se à tarde na esplanada
de um café e sente a sua ausência. Passam
na rua homens e mulheres, automóveis.
Mas o seu espírito inebria-se na recordação
da desaparecida, daquela que já ninguém sabe
onde vive. Trazem-lhe um café e ele
mexe o açúcar na chávena indefinidamente".

(excerto de "Quem alguma vez amou")

Este poema é da autoria do poeta João Camilo. Que, para regozijo da blogosfera nacional, decidiu criar um blog. Vão lá e leiam tudo.

P.S.: obrigada ao Fernando Albino por ter alertado para o Blue Everest.


|| mjo, 15:49 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 4

"Quem mais fez por Portugal"

Fontes absolutamente seguras do PSD garantem-me que José Castelo Branco e Cinha Jardim estão a mover todas as influências possíveis para figurar no lugar que Cavaco Silva recusou ocupar no "outdoor" do PSD. Tudo se poderá resolver em leilão. Santana não descarta nenhuma hipótese.

PS - Scolari, Deco, Mourinho, o marquês de Pombal e alguém do FMI também são hipóteses. Se calhar a coisa vai resolver-se por votação telefónica.
|| JPH, 21:19 || link || (1) comments |

O que será de nós sem Santana?

Depois de ver na televisão a macacada toda em que se transformou a indicação de Pôncio Monteiro para número dois da lista do PSD no Porto, pergunto-me: poderei um dia vir a ter saudades de Santana? Sim, é verdade, acho que é possível.

Sendo o Herman José já só uma vaga sombra e estando o Gato Fedorento em pousio, quem restará para me fazer rir quando Santana for embora? Isto preocupa-me.
|| JPH, 20:54 || link || (0) comments |