Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quinta-feira, dezembro 30

Pausa

Decidi-me por uma pausa blogosférica. Acontece. É por isso fica aqui a solene promessa: agora só para o ano que vem. Um bom 2005 para todos!
|| JPH, 19:45 || link || (0) comments |

(excerto de) poema para fim de ano

"Do you remember?
What is it all for, this poetry,
This bundle of accomplishment
Put together with so much pain?
Do you remember the corpse in the basement?
What are we doing at the turn of our years,
Writers and readers of the liberal weeklies?"

Kenneth Rexroth (1905-1982)
|| mjo, 17:19 || link || (0) comments |

Do cabeleireiro

Desculpem, preciso de partilhar com a blogosfera esta coisa inédita, embora absolutamente fútil. Pela primeira vez na vida, encontro-me a blogar directamente do cabeleireiro, já com uma daquelas batas vestidas (esta é violeta e bonitinha) enquanto a Maria João não despacha a utente que tem nas mãos. O fim do ano reserva-nos sempre surpresas. Buena noche vieja.
|| asl, 14:04 || link || (0) comments |

quarta-feira, dezembro 29

A evitar ou missing Hugh Grant

Ontem, fui ver o filme mais cretino da "saison". Chama-se "Alfie e as mulheres" e tinham-me dito que era giro. E que entrava o Jude Law, ponto a favor.
Ora tudo aquilo é muito estúpido, paternalista e moralista. O pobre do Jude faz de imparável sedutor (que tem como único problema o facto consolidado de todas as mulheres quererem casar, com ele ou com outro qualquer).
Vim fumar cigarros cá para fora, ao lado da arrumadora que manuseava o telemóvel, a reler mensagens, I suppose.
Parece que perdi o encontro de Jude Law com Susie Sarandon e não tive pena. Sobraram três coisas: Susie Sarandon a mandar passear o Jude, porque encontrou um mais novo (ainda não é um lugar comum); entra a palavra resiliência que já não ouvia há muito tempo; Mick Jagger dá uma mão na música.
O resto é lixo, sobre o egoísmo dos sedutores que acaba, claro, numa vida miserável e desgraçada. Quis vir embora, mas não deixaram. Por mim, tinha ido ver outra vez "O Amor Acontece", mas já não está em cartaz. Que saudades do Hugh Grant (se calhar amanhã Bridget)
|| asl, 19:00 || link || (0) comments |

Será da aproximação do fim do ano???

Espantei a ler aquilo das cracas, e do Darwin, e do JPH estar a dar em maluco e a não dar um minuto de descanso à secção de Ciências. Receio que isto não passe tão cedo...
|| mjo, 18:32 || link || (0) comments |

Darwin, outra vez (é a última, juro) - actualizada

Um dia, nos Açores, comi uma pratada de megabalanus azoricus (cracas). Não gostei. Passar horas a tirar macacos do nariz a pedras do mar (bela imagem, hão-de concordar) não obedece ao meu conceito de tempo bem passado. Determinei: nunca mais! Venham as lapas, os cavacos e o lírio grelhado.

Ora bem, regressemos ao Darwin. O homem escreveu dois valentes calhamaços só sobre megabalanus azoricus. No fim daquilo já as vomitava por todo o lado. Se bem entendi, o velho mestre sustentou grande parte da sua teoria da evolução das espécies nas ditas megabalanus.

Um problema de sexo, claro (é sempre, não é?). Parece que o Darwin descobriu que as megabalanus estavam a perder a sua capacidade reprodutiva pelo sistema hermafrodita e, em simultâneo, a desenvolver um sistema heterossexual mais eficaz. Evolução da espécie, estão a ver. A seguir escreveu - e muito bem - a "Origem das Espécies".

Eu não sabia desta história das cracas. Ganhei outro respeito pelos admiráveis moluscos. Um grande respeito, uma coisa que não tem tamanho. Portanto decidi: quando regressar às ilhas, voltarei a tentar. Em homenagem ao Darwin e de preferência assim (cortesia Net Menu):

Ingredientes:
1 kg de megabalanus azoricus
sal
3 hastes de salsa
2 vagens de piripiri
6 dentes de alho
1 c.(dc) de grãos de pimenta branca

Preparação:
Lave as megabalanus azoricus em água corrente. Leve ao lume um tacho grande com água e, quando ferver, tempere com sal e junte a salsa, o piripiri, os alhos pisados com algumas peles e a pimenta em grão. Adicione as megabalanus escorridas e deixe ferver durante 40 minutos. Retire-as do caldo com uma escumadeira e sirva como entrada.
|| JPH, 17:36 || link || (1) comments |

Notícia

A Lusa noticia que a distrital de Bragança do PSD rejeitou Duarte Lima como cabeça de lista, conforme proposto pela direcção nacional. Ouvem-se foguetes na Marmeleira.
|| JPH, 17:29 || link || (0) comments |

Darwin e o tsunami

Calhou mal, muito mal mesmo. Um tipo pára uns dias pelo Natal e escolhe para ler (ou melhor: devorar) uma biografia do Charles Darwin, o da evolução da espécie e da selecção natural e etc. Aí tudo o que já era claro fica ainda mais claro: terramotos devastadores são vírgulas na história do planeta, pinguinhos de água no oceano, coisinhas sem importância nenhuma. E enfim lá percebe que, no contexto da época, o quão difícil foi para o Darwin explicar, assim quase como quem pede desculpa, que, enfim, isto da história do planeta só lá ia com mil milhões de anos (coisa pouca, hoje parece que as contas apontam para 4,5 mil milhões de anos). É claro que ele fez as contas por baixo porque na altura havia teológos ingleses que, no máximo, concediam quatro mil e tal anos e nem mais um segundo.

Voltando à vaca fria: um tipo lê Darwin e não tem outro remédio senão perceber que um terramoto como o de 1755 não valeu um caracol na história da humanidade. E depois de (re)adquiridas todas estas certezas vem um tsunami que arrasa a costa de uma data de países e mata dezenas e dezenas de milhares de pessoas, provavelmente centenas de milhares, quem sabe se a prazo não um milhão ou mais (fora a destruição da economia, o desemprego, a fome, etc). E aí percebe-se o que o Darwin sofreu para escrever o que escreveu (sofreu tanto que andou 20 anos a atrasar a escrita da coisa e ia sendo comido por um investigador concorrente, aliás foi mesmo, a sorte é que o tal concorrente cedeu gentilmente a primazia ao velho mestre).

Como se explica, afinal, que o que aconteceu no sudeste asiático é só mais uma vírgula na história, depois daqueles mortos todos? Emocionamo-nos com vírgulas? Sim, claro, eu pensava que não mas afinal sim.

E agora? Agora atiro-me aos crentes e aos que lhes alimentam as crendices. Confiam no Deus todo-poderoso para os proteger de tudo e mais alguma coisa e depois, preguiçosamente escondidos atrás da fé, esquecem-se de tratar eles próprios de proteger as suas vidas, pelas suas próprias mãos. Resumindo: nada se prepara para a eventualidade de um desastre. (No caso presente, em certas zonas chegou a haver duas horas para evacuar as linhas de costa, duas horas entre o sismo que deu origem à onda e o rebentamento desta. Nos EUA aperceberam-se da coisa mas não tinham interlocutores com quem falar lá no Índico).

Deus trata de tudo, estejamos descansados. Sim, nós por cá também, como os milhares do sudeste asiático agora submersos, porque eu até ouvi um tipo qualquer da Protecção Civil dizer um dia destes na rádio, por ocasião do nosso sisminho, que nas comemorações dos 250 anos do terramoto de 1755 (no ano que vem) seria lançado um fantástico plano de prevenção para uma eventualidade semelhante voltar a ocorrer. Fixe! Podemos todos dormir descansados! Aquele sisminho de há dias ali ao largo de Sagres ou lá que é foi sem querer, não liguem, está tudo sob controlo, em princípio nada acontecerá antes da pombalina efeméride.

Em princípio…pois…fiem-se na Virgem e não corram!
|| JPH, 16:26 || link || (0) comments |

segunda-feira, dezembro 27

As pequenas idiossincrasias

JM: Yo tampoco tengo nada de romántico. Quizá sí de sentimental. Siempre he pensado que si uno tiene dinero, es mejor vivir separado que en pareja. Lo terrible en la vida de pareja no es que tengas que dar cuenta a dónde vas o por qué has llegado a las tres de la mañana, sino que tienes un testigo constante para las cosas más inocentes.

WA: Lo entiendo, cuando vives con alguien conoce todas las pequeñas idiosincrasias. No puedo tomar una ducha si el desagüe está en el centro o cuando alguien está comiendo no soporto el ruido que hace el cuchillo en el plato al cortar la comida (se tapa los oídos). Me vuelve loco! Yo dormía con la luz encendida hasta casi los cuarenta porque tenía pánico a la oscuridad.

JM: Es algo que se ve en sus películas. Los amantes nunca llegan a vivir juntos.


J.M.: Javier Marías
W.A.: Woody Allen

(El Mundo/El Cultural, Outubro 2001)
|| mjo, 19:21 || link || (7) comments |

quarta-feira, dezembro 22

Margarida vai casar (3)

O enfado. O enfado. O enfado.
Estou sentada neste sofá do novo hotel dos Bensaúde, na Horta. É tão bonitinho, o hotel e o quarto que me deram. Olhar o Pico –a única coisa que me interessa hoje nesta cidade agora enfadonha (estou a descobri-lo com pasmo). Mas Margarida sentou-se de pernas cruzadas abraçada às almofadas da minha cama e quer falar. E eu vou ouvir.
O enfado. O enfado. O horror do enfado.

Margarida: “Vou casar com um escritor holandês que mora agora no Pico. Está a escrever um romance sobre os antigos baleeiros”

O enfado. O enfado. O enfado. Eu gostava de conhecer um escritor que fosse ao Pico com a firme intenção de não escrever sobre baleeiros. Soubesse eu que havia um escritor assim, que se recusasse a conhecer qualquer baleeiro – e muito menos a escrever sobre ele – era provável que me interessasse pelo seu trabalho.
Mas Margarida não deverá perceber o peso do meu enfado, mágoa desnecessária. Dou-lhe, assim, um sorriso espartano.

Margarida: “Ele pôs-me no romance. Disse que um dia acordou de noite, esteve a observar o meu sono e não resistiu. Abriu o computador. Agora estou no romance dele. Consegues perceber isto, eu, Margarida Dutra, dentro de um romance que não escrevi?”.

- Não se deve casar com um escritor. Ele dá-nos a imortalidade. O que tu amas é a tua imortalidade, Margarida. Podes estar a amar apenas a tua imortalidade.

Dou-lhe outro sorriso espartano, mas pressinto que ela não o vê.
|| asl, 15:13 || link || (0) comments |

terça-feira, dezembro 21

Pronto, aqui vai a cópia

Coisas que blogueiros não resistem a postar: posts falando mal do Orkut; buscas estranhas que fizeram pessoas cairem no blog deles (como por exemplo “velha de pinto grande” ou “pessoas musculosas fazendo sexo em triciclos”); descrições de reuniões com blogueiros, que eles assumem que todo mundo conhece (ex: “estavam lá essas lendas vivas da internet, a Malu e o Coquinho” e “finalmente almocei com o Banana!”); confissões apaixonadas, muito gente-como-a-gente, de que preferem o povo à elite; textos em que chamam Olavo de Carvalho de “astrólogo” e “o auto-intitulado filósofo”; confissões de que gostam de breguice, de que são “pessoas profundamente apaixonadas pela vida”; indiretas misteriosas a blogueiros que ninguém conhece; letra de música; que eram contra Kerry, mas também não gostam do Bush; testes de personalidade; tiras; trechos de conversas no MSN que soaram witty na hora; que hoje não têm assunto, mas estão vivos.
|| asl, 23:31 || link || (0) comments |

Irresistível Soares Silva

Irresistível, irresistível é o Alexandre Soares Silva. Irresistível é o seu último post, Irresistível. Principalmente aquela parte das coisas que os "blogueiros não resistem a blogar". Irresistível e imperdível.
|| asl, 23:28 || link || (0) comments |

Bolo e cereja

Pode-se comer o bolo e ficar sem estômago para a cereja. Pode-se deitar fora o bolo e ficar com a cereja. Pode-se vomitar o bolo e, então, sim, comer a cereja (e beber uma água das pedras).
E pode-se deitar fora a cereja.
|| asl, 23:08 || link || (0) comments |

Acordei (da sesta) Chico e Rosa

A Rosa

Arrasa o meu projecto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa, às vezes troca meu nome
E some

E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela, ói ela, vestida de verde e rosa

A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro (...)
|| asl, 17:57 || link || (0) comments |

Adormeci Chico


Fui jantar ontem a um italiano novo, com os meus amigos que só gostam de restaurantes italianos. O italiano novo é de um italiano a sério, o que faz toda a diferença - no país macambúzio falam-nos numa língua não macambúzia e há mais risos no ar.
Às tantas passaram uma música familiar.
- É o Gesubambino, disse como se tivesse descoberto a pólvora.
- Pois é.
- Mas eu só conhecia o Gesubambino do Chico.
- Só?, espantou-se S.
- Eu só conheço o Chico, nada mais do que o Chico.
Com a minha monotonia às vezes alegro-me.

Minha História (Gesubambino)

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto

Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor

Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de Menino Jesus
|| asl, 14:04 || link || (0) comments |

segunda-feira, dezembro 20

Hoje acordei Chico

Tenho acordado Chico. Era agradável acordar Kimberley, mas nos últimos dias, tenho acordado Chico. Esfrego um olho, carrego num botão e acordo Chico.
E hoje acordei assim:

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milénios, milénios
No ar

|| asl, 17:07 || link || (0) comments |

Prenda para o Francisco

Francisco, meu caro, o tempo é de grande aperto. Mas com imaginação lá consegui desencantar-te uma prendinha barata. Vai a esta morada: http://loja-dos-300.blogspot.com/
|| JPH, 15:06 || link || (0) comments |

quinta-feira, dezembro 16

Uma campanha alegre! (II)

Para os mais distraídos, o PSD já tentou fazer o que o dr. Portas sugeriu na RTP. Foi em 1996, nos Açores.
O PS de Carlos César ganhou as legislativas regionais com maioria relativa e sem maioria no Parlamento da Horta. Por caprichos do sistema eleitoral das ilhas, o PSD, do dr. Álvaro Dâmaso, e o CDS tinham mais deputados, juntos, do que os socialistas. O dr. Dâmaso ainda terá tentado convencer o seu partido, em Lisboa, que tal solução seria possível. Em vão. Se bem me lembro (desculpe lá, Nemésio!), o prof. Marcelo, então presidente do PSD, não deu grande gás à solução.

E o partido mais votado, o PS, lá foi chamado a formar Governo nos Açores. O dr. Dâmaso demitiu-se.
|| Nuno Simas, 18:53 || link || (0) comments |

Uma campanha alegre! (I)

A tese do dr. Paulo Portas, na entrevista de ontem à RTP 1, é, manifestamente, uma manobra táctica. Não pode estar a falar a sério. Mesmo citando os tais constitucionalistas de esquerda...

O que o dr. Portas quer é tentar que o PS diga que alianças fará se não tiver maioria absoluta em Fevereiro. O dr. Paulinho das feiras quer colocar-se nos focos do filme da campanha eleitoral.
O que o dr. Portas diz – ser o PS a ganhar as eleições com maioria relativa e menos de 115 deputados, mas serem PSD e CDS, se tivessem, juntos, mais de 115 deputados, a formar Governo – é uma forma de pressionar o engº José Sócrates a ir ao terreno de jogo do CDS numa lógica de bipolarização em que o PP quer o papel principal, pondo o PSD do dr. Santana Lopes em segundo plano (desfocado). Assim, o dr. Portas já podia gritar nos comícios: «Cuidado! Vem aí a esquerda.» Com ou sem PCP, tanto faz. É a esquerda!
[Eu, por acaso, até gostava de saber o que é que o engº José fazia. Lá ia ele para os braços dos bloquistas, por muito que ele não quisesse. E se fosse, já agora, não seria nem crime nem escândalo nenhum. Era precisa, isso sim, muita ginástica para o eng.º Sócrates, ilustre representante do Bloco Central, aceitar a taxa Tobin...]
Mas este argumento do dr. Portas podia fornecer um contra-argumento fantástico! Imagine-se o engº Sócrates a dizer que, com esta táctica, o CDS e o PSD querem ganhar as eleições na secretaria se as perderem nas urnas! Uau!! Que belo argumento para a dramatização do discurso para o PS pedir a maioria absoluta.
Com o Paulinho das Feiras outra vez à solta, a campanha promete. Todos os dias. Com epifactos-políticos todos os dias. Para já não falar naquele argumento fantástico de que os ministros do CDS é que são bons [e os do PSD até nem por isso...] A bem da Nação e da saúde da coligação que (já) não existe.
|| Nuno Simas, 18:41 || link || (0) comments |

Dono de casa

Daqui, do meu posto observador de dono de casa provisório, vos escrevo.

Hoje não sei o que fazer: ler Moleskine, de Luis Sepulveda, acabar o novo Le Carré, Amigos até ao Fim, ler um artigo do Vasco Gonçalves (esse mito vivo!) sobre o 25 de Abril, na revista O Militante, do PCP; depois, a mjo lembrou-me o Thomas Pynchon...

De banda sonora (para mim e para os vizinhos até ao 4.º andar) tenho uma ópera, La Rondine, de Puccini, na interpretação de Angela Gheorghiu e Roberto Alagna, com Antonio Pappano a dirigir a London Symphony Orchestra. Em fila de espera tenho o disco acústico dos Xutos e Pontapés gravado na Antena 3.

Ah, também tenho de ir fazer uma sopa de agriões e aspirar a sala.

See you!
|| Nuno Simas, 17:50 || link || (0) comments |

Assessores e jornalistas - doutrina consolidada

Tem sido imensa a vozearia dedicada ao "caso David Dinis/Morais Sarmento". Uma conversa interessante e, sobretudo importante, que os tempos correntes tornam particularmente actual. Sendo impossível responder a cada um dos textos (na blogosfera ou por mail)que comentaram (uns apoiando, outros criticando) o meu texto de defesa do David, procurarei agora consolidar a minha visão sobre o assunto. Por alíneas, como de costume, e o mais sinteticamente possível (mas façam-me o santo favor de não confundir espírito de síntese com simplismo).

1. Defendo uma lei que estabeleça "quarentenas" nos trânsitos entre assessorias e redacções. Seria algo que protegeria os jornalistas de suspeitas.

2. Não havendo tal lei, a coisa fica à consciência de cada um e das redacções que acolhem ex-assessores. Ou seja, só o populismo e a praga do politicamente correcto (a tal má fé de que falei no primeiro 'post') permitem juízos de suspeita colectiva, por igual, sobre todos os jornalistas que vão para assessores e depois regressam.

3. Não são todos iguais, como se sabe. Entre o Fernando Lima, que conduziu o "DN" a um buraco (de vendas e de credibilidade, o que aliás o próprio conselho de redacção do jornal atestou) e o David Dinis, que co-assinou uma entrevista competente e jornalísticamente relevante a um ministro, há uma diferença abissal, como se sabe. Esta diferença abissal, que dificilmente será contestada com argumentos sérios, sustenta, só por si, a ideia de que os casos não são todos iguais - são mesmo todos diferentes.

4. Logo, em relação ao David, eu julgo pelo que conheço. É um jornalista competente. O David decidiu, em consciência, que tinha condições para exercer as funções que exerce. Ele sabe que está mil vezes mais vigiado do que um jornalista "normal". Decidiu arriscar ser de novo jornalista de corpo inteiro, sem "resguardos", por achar que tem capacidade (isenção, distância, sentido da notícia, etc) para fazer o que está a fazer. Acho que o conteúdo da entrevista o atesta. É tudo menos sério que o David Dinis leve por tabela do fracasso da direcção de Fernando Lima no DN. Que culpa tem ele? Nenhuma, evidentemente.

5. A minha visão do David não está distorcida pela amizade. A consideração da sua competência foi anterior à amizade. Se ele não fosse competente não seríamos amigos.

6. O Martim assinou no seu blogue (mautemponocanil.blogspot.com) um texto em que afirma em que vê o jornalismo como uma "missão". É uma noção doentia (e perigosa) da profissão, quase como um sacerdócio. Ele julga deter uma legitimidade especial - "missionária", digamos assim - em relação a outras profissões. A legitimidade especial do jornalista não decorre da profissão em si mesmo. Decorre da competência com que é exercida. E nisto um jornalista é como um sapateiro. Para mim ser jornalista é apenas uma profissão, nada mais do que isso. Se eu quisesse ter uma "missão" tinha ido para padre. Anglicano, de preferência.

7. O Paulo Gorgão (bloguitica.blogspot.com) pergunta-me por não comentei o texto de José Mário Costa no "site" no Clube dos Jornalistas. Simples: é tão baixinho que não vale a pena.

8. Um leitor do Glória Fácil, Nelson Pereira, escreveu-me dizendo que eu só actuava por "lealdade corporativa". Basta ler-se um jornalista a defender outro para se ouvir logo esta conversa. A mim este tipo da raciocínios lembram-me sempre o Pavlov e o respectivo cão. Puro reflexo condicionado. Nelson Pereira diz ainda que agora vai ter "mais cuidado" na leitura dos meus "trabalhos jornalísticos" porque me "imaginava" com "outra postura ética e profissional" mas, "afinal as aparências enganam". Meu caro, sei, desde que vim para a blogosfera, que essa seria uma das consequências normais de por aqui andar a escrever. Não me assusta, pelo contrário, desafia-me a tentar melhor no que faço.

9. Fiz-me entender?
|| JPH, 16:56 || link || (0) comments |

quarta-feira, dezembro 15

Para o nosso leitor preferido de Pynchon

Foi tal o entusiasmo da Ana em enviar beijos para o nosso Nuno que até fez desaparecer a nossa lista de links. Arrastou tudo atrás dos beijos que bem mereces.
|| mjo, 21:29 || link || (0) comments |

Para acalmar os ânimos

Há quem diga que não percebe nada do que escrevo aqui no GF. Normalmente fico sem palavras ou digo "pois" ou outra coisa qualquer para rematar o assunto. Não há nada a fazer.
Hoje, recebo na redacção uma carta da Associação de Arqueólogos Portugueses e, involuntariamente, abro o envelope junto a um colega. Lá dentro, uma ficha de inscrição para um curso sobre escrita hieroglífica. Fico um pouco surpreendida, mas ainda tenho de apanhar com a "boca": "Tás a ver? Eles andam a ler o que tu escreves no blog". Engraçadinho...
|| mjo, 21:07 || link || (0) comments |

terça-feira, dezembro 14

Assessores e jornalistas – em defesa do David Dinis

Até Abril de 2002 o David Dinis foi jornalista; depois, até Julho passado, assessor do primeiro-ministro, Durão Barroso; nessa altura regressou ao jornalismo, sendo agora editor de política do “Diário Económico” (de onde tinha saído para assessorar Durão). Há dias assinou uma entrevista a Morais Sarmento que deu brado por causa das referências “caudilhosas” que este fez a Jorge Sampaio. Ontem o David Dinis tornou-se o saco de pancada de uma parte importante da blogosfera (Abrupto, Bloguítica, Ponto Média), precisamente por ter feito a entrevista, escassos quatro meses depois de ter deixado a assessoria governamental.

Defendo o David Dinis por uma razão simples: conheço-o. Conheço-o bem e conheço-o há uns anos valentes. Conheço-o como jornalista e conheço-o como assessor – e tenho uma certeza: apesar de sportinguista, é um tipo muito bem educado, culto e, acima de tudo, competente. É raro mas acontece. Nele acontece.

As críticas que lhe são feitas agora, embora expectáveis, revelam dos seus autores (em particular José Pacheco Pereira, que mistura a entrevista do DE com perguntas aparentemente imbecis feitas na televisão a Morais Sarmento) algo que não surpreende: má-fé.

Porque, evidentemente, ninguém o acusa (porque não tem argumentos para isso) de ter feito uma entrevista incompetente ou, em bom jornalistiquês, um “frete” ao ministro. A má-fé assenta “apenas” em preconceitos e nos respectivos processos de intenção: um jornalista competente não pode voltar a sê-lo se entretanto passar por uma assessoria.

Em suma: não existindo uma imposição legal de “quarentenas” para o trânsito entre assessorias e redacções (que eu acho que devia existir), sobra uma única maneira de olhar para esta situação: caso a caso. No caso do David, as críticas são profundamente injustas. Bastava aliás ter lido a famosa entrevista ao ministro Morais Sarmento para o ter percebido. Mas isso dava, evidentemente, muito trabalho. O que está a dar é enfiar tudo no mesmo saco, confundindo o trigo e o joio, o bom, o mau e o péssimo.

Por isso saúdo o David por ter tido a coragem de voltar a ser um jornalista completo, dando a cara por tudo o que faz, sem “resguardos” nem vergonhas. Deixo-lhe, com amizade, um conselho: sangue frio e nervos de aço.
|| JPH, 20:57 || link || (16) comments |

Este taxista ri de quê?

De manhã, apanhei um táxi na av. de Roma.
- Para a residência oficial do primeiro-ministro, faxavor.
E o homem ria. Discretamente, mas ria.
- Ali na esquina da Calçada da Estrela, faxavor.
O homem começava a conter o riso. Percebeu que eu não me queria rir (mesmo quando se acorda Kimberly mantém-se o respeito institucional)
- É verdade, ele ainda é primeiro-ministro...
E riu só mais um bocadinho.
|| asl, 20:13 || link || (0) comments |

Assessores e jornalistas

Vem aí um post gigantesco sobre este interessante assunto. Haja calma.
|| JPH, 19:26 || link || (0) comments |

Sismo, que futuro? (III)

Já tenho, finalmente, candidato presidencial.
É ele, o grande tretas, o grande pató! O Manuel João Vieira, líder incontestado do Ena Pá 2000, dos Irmãos Catita, mais conhecido por Nelo Marmelo e Orgasmo Carlos...
É ele mesmo e, dizem, está cada vez mais na mesma. Um falhado! Ele, que queria lançar a pior banda do País, não conseguiu! Nem construiu a ponte Lisboa-Funchal nem substituiu o Cristo-Rei por um enorme cão (dalmata) de loiça. Espera-se que consiga recolher as 7500 assinaturas para a candidatura e que muitas delas sejam falsas, como aconteceu em 2000.
O candidato Vieira já tem slogan: «Os outros fazem, eu prometo!»

|| Nuno Simas, 19:23 || link || (0) comments |

Tomorrow Lindsay

Oh, acordei outra vez K. Kimberly. É bom, muito bom, mas não me está na massa do sangue. Vou concentrar-me para amanhã acordar Lindsay. Lindsay boazinha.
|| asl, 18:25 || link || (1) comments |

Para o nosso Simas

Um beiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiijjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo enoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorme
ao nosso Simas
|| asl, 17:58 || link || (0) comments |

Sismo, que futuro? (II)

Tanta emoção, com sismos e tudo, faz mal.
Já não bastava o nervosismo em que ando sem saber se o dr. Santana e o dr. Portas (que andam a gastar muito dinheiro em almoços!) deixam o Governo em gestão ou em paz.... se decidem se vão ou não juntos às eleições... se vão dar-se agora muito bem para depois se insultarem na campanha... se depois vão dizer outra vez que já almoçam há 25 anos como se não se tivessem já zangado... se a culpa deste sarilho todo é do dr. Sampaio ou mesmo do engº Guterres, por se ter demitido em 2001...
Com isto tudo, há por aí um senhor, o eng.º José Sócrates, que se passeia já pelo País a repetir umas vulgaridades como se as legislativas fossem daqui a três semanas... Ganhar a confiança? Dar estabilidade ao País? Deve pensar que basta reciclar o guterrismo para... não conseguir a maioria absoluta.
Mas enquanto os apóstolos da direita (Pedro e Paulo) andarem entretidos um com o outro e a atirarem pedras ao telhado do Palácio côr-de-rosa do dr. Sampaio, bem pode o eng.º de Castelo Branco «folgar» e dizer banalidades... O PCP e o Bloco também agradecem...
|| Nuno Simas, 02:05 || link || (0) comments |

Sismo, que futuro? (I)

O sismo foi excepcional, emocionante. Eram umas 14:16 (soube mais tarde) e vi minhas pernas tremerem. Ah, não... era o chão da casa que tremia. Só tive tempo de dizer um ou outro palavrão de média intensidade e perguntar aos meus botões: que é isto, *******? Fui ver: era um sismo. Anunciou-se pela SIC Notícias que, até à confirmação do dito pelo Instituto de Meteorologia, falou em «alegado sismo»... Lá diz o povo: televisão prevenida, vale por duas. E no estado em que anda o País, nunca se sabe se não haveria mãozinha do dr. Santana Lopes ou do dr. Jorge Sampaio na história! ! !
No prédio foi uma excitação. As duas vizinhas do meu andar vieram à porta. Eu também fui, na minha qualidade de dono de casa temporário. Uma delas tinha falta de ar. A uma caiu uma moldura no chão e «os copos até retiniram dentro da cristaleira». À outra «o sofá começou a andar». Com ela sentada e tudo. Depois desta experiência quase sobrenatural – um sofá andante...- fui acabar a minha sopa. E almocei, esperando que não houvesse réplicas. No estado em que anda o País... Não houve.
|| Nuno Simas, 01:49 || link || (0) comments |

segunda-feira, dezembro 13

Eu hoje acordei assim, K

Just Kimberly, Carla, just Kimberly. (Mas se for preciso escolher, então Kimberly Basinger). Abraço.
|| asl, 22:25 || link || (0) comments |

Margarida vai casar (2)

Esperei-a no bar do novo hotel dos Bensaúde, que fica mesmo em frente ao porto, mas a mesa que nos sobrava não tinha vista para lado nenhum. E, naquela minha visita enfastiada à Horta em Outubro, onde mal fixei o azul-safira de Porto Pim (olha, olha depressa aquele azul, disse o Carlos, mas eu distraí-me com nenhures), restava-me olhar o Pico.
Margarida chegou com faces rosadas, menos magra, mais bonita. Abraçámo-nos, mas quando ela se quis sentar, convidei-a para subir ao quarto.
- O meu quarto tem a vista mais bonita sobre o Pico que alguma vez vi aqui. Vamos lá para cima, há coca-cola.
- Agora gosto mais do Pico, disse ela.
- Alguma razão especial?, perguntei
- Já te conto, disse ela. Primeiro a coca-cola.
Abri o frigorífico e as coca-colas e sentei-me no sofá onde melhor se via a montanha, enquanto Margarida se sentava na cama, abraçada às almofadas.
- Olha para mim, tenho coisas importantes para contar.
Mas eu vagueava pelo baile das nuvens do Pico, desinteressada da Horta, e já sem nenhuma curiosidade em ouvir o que Margarida tinha para dizer. Agora se ela se fosse embora e eu não tivesse que falar nem ouvir, sentir-me ia tão confortável só a olhar a valsa das nuvens. Suspirei e ela ouviu.
Não me lembro de alguma vez fazer o que verdadeiramente me apetece. Sou de Esparta. Cumpro deveres. Afastei-me da montanha e sorri para Margarida.
- Vá, diz.
|| asl, 21:17 || link || (0) comments |

K

Eu hoje queria chamar-me Kimberly. K. Acordei assim, sorry. (homenagem à bomba inteligente).
|| asl, 18:28 || link || (0) comments |

Sismos?

Parece que houve um sismo, mais de cinco de Richter. Não démos por nada. Que é que queriam? Tornámo-nos insensíveis, já nada nos abala - habituámo-nos a tudo, de há não sei quantos meses para cá. Para quem anda com a mão na massa da crise política nada faz tremer. Ok, qual é a próxima? (Crise).
|| asl, 16:08 || link || (1) comments |

quarta-feira, dezembro 8

Soares e a direita blogosférica

O ressentimento doentio que alguma direita blogosférica (oacidental.blogspot.com) mostra em relação a Soares só revela uma triste evidência: por aquelas bandas não há nem sombra de uma referência que se equipare minimamente à que Soares é para a esquerda democrática. As referências da direita ou morreram antes do tempo (Sá Carneiro e Amaro da Costa) ou mudaram de campo (Freitas) ou são demasiado jovens (Paulo Portas) ou não querem ser vistas em tal companhia (Cavaco). Não sobra nada - só azedume.
|| JPH, 14:29 || link || (0) comments |

domingo, dezembro 5

Negociações (a história secreta)

Num acto considerado (pelo próprio) como "bastante magnânimo" e "marcado pelo máximo sentido de Estado", Paulo Portas ofereceu a Santana Lopes três ministérios na nova coligação. Santana hesita. Quer quatro.
|| JPH, 18:45 || link || (0) comments |

sábado, dezembro 4

Dúvida jurídica

A juiza do processo "Apito Dourado" proibiu um determinado arguido de ir às putas (a linguagem oficial é "frequentar casas de prostituição e de alterne", se registei bem). É verdade.

Ora isto suscita-me a seguinte dúvida jurídica - e daqui lanço um apelo de esclarecimento à vasta comunidade jurídica que frequenta a blogosfera: não estamos nós todos, pela lei geral, proibidos de ir às putas? Isso não é crime? Proibir um arguido "disso" não é mais ou menos o mesmo que proibir um arguido de assassinar alguém? Não estaremos perante uma redundância legal? Esclareçam-me, por favor.

PS - A formulação da juiza é, aliás, manifestamente infeliz: o empresário foi proibido de frequentar o "Estádio do Dragão ou qualquer casa de alterne onde se pratique prostituição". É bom de ver que a esta formulação subjaz (palavra do camandro esta, não acham?) uma insinuação torpe. E Suez. Direi mesmo mais: Panamá.
|| JPH, 20:54 || link || (0) comments |

"Serenidade emocional" (II)

Após o Conselho Nacional do PSD, o respectivo porta-voz, Dias Loureiro, fez um lancinante apelo ao Presidente da República: que a campanha eleitoral não coincida com o Carnaval. Parece-me bem. Carnaval não rima com "serenidade emocional".
|| JPH, 20:07 || link || (0) comments |

"Serenidade emocional"

O Presidente garantiu-nos a todos a sua "serenidade emocional". Invejo-o. A mim esta "quadra" tira-me do sério.
|| JPH, 20:03 || link || (0) comments |

sexta-feira, dezembro 3

In memoriam... «Expresso»

O «Expresso» acabou. Não o jornal. O café, do Largo da Misercórdia, morreu.
Fizeram obras e agora parece um supermercado. Cadeiras e mesas novas em folha. Tudo muito asséptico.
Aquele era o café onde, para espanto meu (era eu pouco mais do que um adolescente), encontrava Herberto Helder, o poeta que detesta fotografias. Eram tertúlias literárias ao fim da tarde (com um ou outro mirone, como agora o autor confessa).
Agora já não há. Já não há café «Expresso». O senhor Carlos e o senhor Carlos (os antigos donos) não estão lá. Há muito que vinham a queixar-se da crise... Agora a crise venceu-os.
O café perdeu o cheirinho a bifanas. Da sopa de legumes. Tão tipicamente lisboeta!
Já não se ouvem as piadas do senhor Carlos.
A tertúlia literária do fim de tarde também morreu.
Morreu com o «Expresso».
|| Nuno Simas, 19:04 || link || (0) comments |

Votação electrónica

No site do PSD a decisão do Presidente de convocar eleições antecipadas está a ser escrutinada por votação electrónica. O resultado está interessante.

[Com a devida vénia ao Pé de Meia]
|| JPH, 15:15 || link || (0) comments |

Prendas para o Natal

Caro Pai Natal,

Sei que te vou pedir coisas difíceis mas sei também que estás habituado a isso. Eis as prendas que pretendo para o Natal:

1. Eleições presidenciais antecipadas. Lá para Maio era o ideal.
2. O DVD dos Fedorentos
3. O último dos U2 (a banda mais fabulosamente dançante de sempre) e um greatest hits do Neil Young que vi no outro dia numa FNAC
4. Que as eleições legislativas providenciem um governo sereno porque já estamos a precisar de algum descanso.
5. O "Origens" do Amin Malouf, a biografia do JFK e uma boa história do islamismo.
6. Que todos os homens providenciais deste país se dediquem às suas vidinhas e parem de pensar que ainda fazem falta ao país.
7.Um T4 ou T5 nos prédios novos de S. Bento, com estacionamento privativo para dois carros.
8. Uma cadeira de dentista (das mais modernas) para instalar na sala de estar.
|| JPH, 14:11 || link || (0) comments |

Finalmente...

o Martim consegui lançar uma polémica no seu Mau Tempo. Parece-me uma discussão adequada à quadra natalícia (tempo de concórdia e tal e coisa). Eu concordo com a Shyznogud (leiam a caixa de comentários).
|| JPH, 14:08 || link || (0) comments |

quarta-feira, dezembro 1

Alegria alegria

A minha irmã trabalha no Funchal (não posso dizer onde porque isto da Madeira nunca se sabe...)
Hoje estava tão feliz tão feliz que me sai com esta: "Isto foi um novo 25 de Abril!". ...? E eu, do outro lado da linha, sem palavras, a pensar que ela talvez ande a ler Manuel Alegre de mais.


|| mjo, 21:26 || link || (0) comments |