Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

domingo, fevereiro 29

Mais uma receita - cozido simples

Na verdade nem é um cozido - é mais uma sopa.

Ingredientes: carne de vaca para cozer; entrecosto; chouriço (fundamental...); farinheira, batatas; grão de bico; couve portuguesa.
Tempo de preparação: 60 minutos.

É assim:

1. Numa panela de pressão coloca-se a cozer a carne de vaca, o entrecosto e o chouriço (golpeado às rodelas, para largar suco). Um espirro de sal e está a andar. Muita água.
2. Num pequenino tachinho ao lado coze-se a farinheira. Cuidado: coze depressa.
3. Quando as carnes da panela de pressão estiveram cozidas (isto é, a desfazerem-se, o que dá para 45m de cozedura), abre-se a panela e acrescentam-se batatas (cubos grandes) e duas latas pequenas de grão de bico. Juntem-se também umas folhas de couve portuguesa. Continua a cozedura mas já sem a panela "trancada".
4. Tirar o chouriço. Cortar às rodelas, bem como a farinheira.
5. Servir em prato de sopa, muito molhadinho. Condimentar com umas folhinhas de hortelã.

Nota: Para guardar no frigorífico não juntar os enchidos. Fazem a sopa azedar.
Nota 2: No post "Uma polémica, até qu'enfim" onde se lê Felipe Moura leia-se Filipe Moura.
|| JPH, 18:43 || link || (4) comments |

sexta-feira, fevereiro 27

Pronúncia do Norte

Sim, Rui, o catano da Pronúncia do Norte... Quanto ao resto, tenho outras escolhas. Essa ideia da Janela para o Rio é óptima. Mas agora vou jantar.
|| asl, 22:08 || link || (4) comments |

Fotocopia aí outro para mim

Pronto, JPH, o café está hoje tão bom, tão bom, que merece ser fotocopiado.
|| asl, 18:00 || link || (0) comments |

Saudades virtuais

Simas, we all miss you - e tu só vais para os copos com o JPH.
|| asl, 17:26 || link || (0) comments |

Uma polémica, até qu'enfim

A questão da caldeirada está a gerar uma certa controvérsia na blogosfera. Que eu tenha notado, o Blog de Esquerda (BdE) e o Núcleo Duro entraram na conversa.

Felipe Moura, do BdE, pergunta-me: "A caldeirada não precisará de mais algum tempero? Que tal um copinho de vinho branco? E uns coentros?" E remata: "Por outro lado incluir gambas numa caldeirada parece-me notavelmente burguês.".
Resposta: não sou fã do vinho branco nas caldeiradas. Gosto daquilo a saber a peixe e azeite e ao resto, nada mais. Pela mesma razão desaprovo os coentros. Mas, note-se, não sou fundamentalista na matéria. Se me vier parar ao prato uma caldeirada assim temperada não digo que não. Mas prefiro a minha, sinceramente. É muito saborosa. Quanto ao "burguês", confirmo. Sou, absolutamente. Devo dizer, no entanto, que não costumo introduzir as gambas na caldeirada. O que interessa mesmo é o caldo da cozedura.

O "Ernesto", do Núcleo Duro, também dos ofereceu o privilégio da sua opinião. É talvez um pouco extensa demais. Mas, sintetizando, o moço - um esquerdalho não assumido - que os produtos se devem comprar em mercados e não em "grandes superfícies". Eu discordo. Por várias razões sou um adorador de "grandes superfícies". E o lado pouco higiénico dos mercados preocupa-me.
O Ernesto afirmou-se ainda contra os coentros mas, em alternativa, sugeriu algo que me é verdadeiramente intragável: poejos. São uma erva perigosíssima por causa do seu sabor ultra-forte. Dispenso. Depois teoriza sobre a grossura das batatas, no que terá a sua razão.

Espero mais contributos. Obrigado. Boa tarde.
|| JPH, 17:18 || link || (0) comments |

Existência virtual

Ontem à noite, num bar de Lisboa, confirmei: o Nuno Simas, co-proprietário deste blog, ainda existe, de carne e osso. Posso garanti-lo. Eu instei-o para ele escrever aqui. Antes de nos reencontrarmos perdi um quarto de hora a inventar um bom argumento.

- Ó meu, isto é assim: podes não querer ter existência virtual. É lá contigo. Mas uma coisa te garanto: Não teres existência virtual faz com que virtualmente não existas. Capicce?

Ele olhou para mim e encolheu os ombros, sorriu. Eis a resposta:

- Olhe, são duas imperiais, sachafavor!

Do mal o menos, penso eu, agora. Pelo menos a conversa deu num 'post'.
|| JPH, 16:55 || link || (0) comments |

Felicidade e dor

A felicidade dói.
Um episódio de felicidade, inesperado, abrupto, dói muito. Do pescoço à barriga até à barriga das pernas, o corpo ressente-se. Precisava de um médico que explicasse se é a produção excessiva de endorfinas a provocar uma desordenada reacção muscular ou se é uma reacção desordenada de endorfinas a provocar uma produção excessiva de metáforas clínicas.
Ainda assim, e no caso em apreço, a dor e a felicidade não são metonímias.
|| asl, 16:17 || link || (0) comments |

quinta-feira, fevereiro 26

Saudades...

...de uma bela gripe, uma grande gripe, uma gripe total. Quatro dias enfiado na cama: Febre, sono, fadiga, sono, jornais, sono, livros, sono. Chá, canja e torradinhas (sem côdea) - isso sim, é vida.
|| JPH, 21:02 || link || (0) comments |

Blogs

1. Só quem se leva demasiado a sério anuncia o fim do seu blog.
2. Só quem se leva demasiado a sério nos anuncia que isso não está para acontecer.
3. Só quem leva isto demasiado a sério acha que alguém se importa.
4. É de mimos que se precisa, se calhar.
5. Lá fora, aqui, em casa, da hospedeira do avião, no cafézinho onde nos servem a bica matinal.
6. O ego, sempre o ego, nada mais do que o ego, nada de mal, é assim mesmo.
7. Simpatia, cortesia, carinho - a mesma coisa, em graus diferentes, é por isso que aqui se anda, parece-me.
8. Um conversa aqui e acolá, até uma polémica, porque não. Mas leve, muito leve, à portuguesa, "almoçamos um dia destes, ok?", um dia destes estamos todos de acordo,
9. E quando sr. Villas Boas da Adopção deixar de nos fazer o favor de servir de saco de boxe? Do que falar? Como discordar? Como dizer, a quem aqui anda: "Com toda consideração e respeito deixe-me que lhe diga: V.Exa é mesmo muito burro."
10. Temos que nos entender? Temos que gostar uns dos outros? Temos de nos conhecer?
11. Anda a ficar muito doce, a blogosfera. Não tarda nada e escreveremos todos imenso de cavalos brancos a galopar livres e lindos pelas verdes pradarias de não-sei-onde. E poemas de amor, imensos, aos magotes, nossos ou dos outros.
12. Alguém me disse, citando alguém que falava das tertúlias cafezeiras lá da terra: "Faz aqui falta uma certa atmosfera de ódio". Posso dizer que estou de acordo?
13. Temos liberdade mas usá-la fica mal.
|| JPH, 18:02 || link || (0) comments |

África do Sul (post ácido, desculpem)

Na África do Sul, um dos países com a maior taxa de HIV per capita, faliu uma fábrica de preservativos. É verdade, li no jornal. Dois comentários

- Cretinos de merda, os sul-africanos;
- Confirma-se a grande porcaria da descolonização portuguesa.
|| JPH, 12:44 || link || (2) comments |

Vamos lá a uma receita...

...de caldeirada. Sem complicações, a despachar, rápida e saborosa.

É simples: diriga-se ao supermercado e, na banca dos peixes, compre caldeirada. Reforce com raia, que dá um sabor muito bom e tem poucas espinhas. E depois um tacho.

Azeite no fundo (às carradas, sempre). Depois uma camada de rodelas de cebolas; depois rodelas de tomate; depois o peixe; depois batatas; depois pimento. E depois...

...mais azeite, sal, e repita tudo outra vez. Lume brando. Acrescente um pouquinho de água. Corte a batata fininha, para guisar mais depressa. E agora...

o truque: coza gambas, à parte. Coma-as ou acrescenta-as à caldeirada, quando estiver pronta. Use o caldo, coado, na caldeirada. É tudo. Parafraseando a Ana, a gamba é fundamental
|| JPH, 12:27 || link || (0) comments |

quarta-feira, fevereiro 25

Vitórias militares "vs" derrotas políticas

Um dia destes perguntei se alguém se lembrava de vitórias militares que tenham implicado derrotas políticas. Eis dois mails recebidos - um ultralacónico, outro nem tanto:

Autor: Manuel Resende
Resposta: Pirro
Comentário oficial: Pois.

Autor: Gabriel Silva
Resposta: "Assim de repente, sem grande preparação, lembro-me das seguintes:
1 - A invasão da Grécia por parte de Xerxes, rei da Pérsia;
2 - A vitória de Esparta na luta com Atenas;
3 - A Santa Aliança que derrotou militarmente Napoleão e que se viu
internamente confrontada com revoltas populares de caracter liberal;
4 - A invasão do Egipto por parte da França e Reino Unido em 1956;
5 - A invasão da Hungria pela URSS nos anos 50
6 - A invasão da Checoslováquia pela URSS em 1968;
7 - A vitória de Israel em 1973 contra o Egipto;
8 - A invasão de Chipre pela Turquia, em 1974;
9 - A invasão do afeganistão pela URSS em 1980;
10 - A invasão do Líbano por Israel, em 1982;
11 - Adenda: a invasão do Tibete pela China, em 1950
Outras haverá, por essa História fora.
"
Comentário oficial: Ena! Mas permita-me, Gabriel, que acrescente um outro exemplo: a invasão de Timor-Leste pela Indonésia, em 1975.
|| JPH, 12:50 || link || (0) comments |

Serviço público (mais um link)

Pronto, pronto, não desanime. Um dia não são dias, tenha calma, se calhar é o stress, a vida urbana, isso tudo. Quer um conselho? Ligue o computador e vá ao Glória Fácil. Ali na coluna da esquerda clique em "Disfunção eréctil". Pode ser que encontre lá a ajuda que precisa.
|| JPH, 12:15 || link || (0) comments |

segunda-feira, fevereiro 23

Aquela cativa

Miguel, se não fosse o José Afonso eu não tinha começado a ler a Lírica de Camões tão cedo. Ou se o meu pai não tocasse à viola as "Endechas à Bárbara Escrava", que José Afonso musicou para os "Cantares do Andarilho", que ouvíamos num daqueles gravadores monstruosos de fitas magnéticas, hoje preciosidades da arqueologia áudio. Ou se...
Para ti, aqui vão as Endechas à Bárbara Escrava, do Camões (não sou capaz de juntar a música, mas lembrar-te-às certamente). Chamávamos-lhe "Aquela Cativa". Um beijo (desculpem outros utentes por este post, não ácido é certo, mas eventual ou excessivamente intimista)


Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.
|| asl, 19:52 || link || (4) comments |

Amor e ócio

Alto, o Rui Baptista recomeça as hostilidades! Aos abrigos!
|| asl, 19:27 || link || (0) comments |

Clara Bartleby

Clara Ferreira Alves vai dar um curso de escrita literária. Clara Ferreira Alves - que já foi uma das mais brilhantes críticas literárias e faz óptimas crónicas - passa, frequentemente, por escritora, embora nunca um livro seu tenha visto aquilo a que se chama 'o prelo'. É, presumo, mais um caso do síndroma Bartleby na literatura, que Villa-Matas retrata em "Bartleby e Companhia".
|| asl, 19:17 || link || (0) comments |

Marretada neles

Epá os Marretas fazem um ano! Aproveitando a linguagem usada (antigamente) nas repúblicas coimbrãs, determinemos que também um ano na blogosfera equivale a 100. Parabéns pelo centenário ao Statler e à companhia.
|| asl, 16:57 || link || (0) comments |

Isadora

A identidade "blogger" é uma coisa muito gira: Isadora falava-me há bocado de um amigo blogger que ela conhece que, entre o blogue a redacção, muda de personalidade. Isadora quis ser Isadora para ter uma identidade "blogger" autónoma, que não se confundisse com o resto que não cabe na sua muito "cosy" paragem de autocarro. Acho que fez bem: como dizia o outro (o Barthes, numa frase "amável", incluída na sua "Lição"), o mundo perfeito seria aquele onde fossem possíveis tantas as linguagens quanto os desejos, mas a sociedade não está pronta para perceber que exista mais do que um desejo. Nós não escolhemos o "pseudónimo", mas, pela minha parte, às vezes tenho pena.
|| asl, 16:36 || link || (0) comments |

A morte saiu à rua

Faz hoje 17 anos que José Afonso morreu. Entre milhares de bênçãos, José Afonso escreveu uma música muito bela quando o pintor Dias Coelho foi morto pela PIDE numa rua de Alcântara.



A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim

Uma
Gota rubra
sobre a calçada
Cai

E um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
Sai

O vento
Que dá nas canas
Do canavial

E a foice
Duma ceifeira
De Portugal
E o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céu

Vão dizendo
em toda a parte
O pintor morreu

Teu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
Igual

Só olho
Por olho e
Dente por dente
Vale


À lei assassina
À morte
Que te matou

Teu corpo
Pertence à terra
Que te abraçou

Aqui
Te afirmamos
Dente por dente
Assim


Que um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fim


Na curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chão


E em todas
Florirão rosas
Duma nação

|| asl, 15:02 || link || (0) comments |

domingo, fevereiro 22

Alcântara

Eu era de entre Alcântara e Belém e do eléctrico a rojar a rua da Junqueira. Por aqui, corre um desprezo excessivo por Alcântara. Entendo que só se goste depois de ter lido muita poesia industrial, aos solavancos, pela rua dos Lusíadas acima ou abaixo do cruzamento com a do escravo Jau. Mete, vá lá, o teu gosto na refinaria e eu mostro-te a rua onde o pintor morreu.
|| asl, 22:54 || link || (0) comments |

sábado, fevereiro 21

Ácido e doce

O ácido é "cosy" para quem o ama. O ácido Pacheco Pereira ama o doce Pedro Mexia, mas odeia os ácidos blogues de jornalistas. Eu não me importo: o Glória Fácil, embora queira ser amado, não deseja o amor de Pacheco Pereira nem de etc., embora Pacheco seja "cosy", por vezes.
Isto também é tudo uma questão química, evidentemente.
A conversa não leva é a lado nenhum, é velha como a Sé de Braga (não na blogosfera, mas na vida em geral) e com os fantasmas alheios temos que poder todos muito bem.
De resto, votos de bons postes, ácidos ou doces,
a quem lhe apetecer postar.
|| asl, 18:42 || link || (0) comments |

sexta-feira, fevereiro 20

vou ali já venho

férias férias férias férias férias férias férias

|| mjo, 18:58 || link || (0) comments |

Adenda culinária

Acrescentaria umas notas ao rancho pobre da Ana: o azeite deve ser de Vila Flor e o chouriço deve também ser proveniente de terras transmontanas. É do melhor que há.
Que saudades do rancho que comia no Porto... mesmo daquele que sobrava de um dia para o outro (às vezes, sabe melhor)
|| mjo, 18:56 || link || (0) comments |

Pimenta da terra

Nunca experimentei pôr pimenta da terra no rancho, mas é capaz de não cair mal, só um bocadinho. Ontem, empanturrei-me em pão, pimenta da terra recém-chegadinha de São Miguel e requeijão. O problema não é comer a pimenta com requeijão, é mesmo barrá-la directamente no pão, que foi o que me fartei de fazer. Enfim, faz mal e faz bem. Quem souber onde se vende pimenta da terra em Lisboa, p. f., avise para o mail do Glória Fácil.
|| asl, 17:59 || link || (0) comments |

Rancho pobre

Faz-se um refogado com cebola e tomate em azeite. Tem-se um bom chouriço, cortado às rodelas e deita-se no refogado. Deixa-se apurar. Mais à frente, junta-se o grão. Pode-se juntar água ou vinho branco. À parte, coze-se o macarrão em água e sal. Quando o macarrão estiver cozido, mistura-se com o grão e o chouriço e deixa-se apurar mais um bocadinho.


(O grão pode ser substituído por feijão. Se se usar grão ou feijão enlatados e tomate enlatado, o rancho pobre faz-se num instante. É óptimo para improvisar jantares para várias pessoas. A qualidade do chouriço é fundamental)

|| asl, 17:45 || link || (0) comments |

Coincidências...

O Pipi calou-se; O Guterres2006 ("weblog não-oficial de apoio à candidatura de António Guterres à Presidência da República") também. Estão a pensar o mesmo que eu? Aquele engenheiro, vendo bem...
|| JPH, 13:27 || link || (0) comments |

Cosy GB, cozy US (II)

Ok. Mas a minha versão é com "zê", logo muito US. E depois digam-me que sou anti-americano. E há outra coisa: da receita não te safas, Ana. Escreve lá isso. Bjs.
|| JPH, 13:18 || link || (0) comments |

Cosy GB, cozy US

Agora que eu me preparava para postar a receita do rancho pobre, Francisco Frazão enviou-me um mail salvífico, com a definição do Hachette Oxford. Obrigada!


cosy GB, cozy US

I noun (also tea-cosy) couvre-théière m.
II adjective
1 (comfortable) [chair, room, atmosphere] douillet/-ette; [clothing]
confortable; to feel cosy [person] être confortablement installé;
[room, blanket] être douillet/-ette; it's cosy here on est bien ici;
2 (intimate) [chat, evening, meeting] intime;
3 figurative [situation, belief] rassurant; [world] protégé.

Idioms
to play it cosy[!]US agir en douceur.

? cosy up[!] GB, cozy up[!] US [person] se mettre bien (to avec).
|| asl, 12:37 || link || (0) comments |

quinta-feira, fevereiro 19

Rancho pobre

Para amanhã, prometo a receita do rancho pobre, que se pode fazer com grão ou feijão, um pouco de macarrão, algum chouriço, tomate (pode ser de lata), azeite, etc.
|| asl, 21:53 || link || (0) comments |

Agora um 'post' verdadeiramente ássido

Esta é a sério (desculpem).

Ando aqui a repuxar pelos neurónios e não me ocorre a resposta. Algum pensador por aí circulante que me ajude, se faz favor. A dúvida é a seguinte: Alguém se lembra, na História, de uma guerra da qual os vencedores militares tenham saído politicamente derrotados?

Além do Bush (e dos que o apoiaram) quem conseguiu proeza semelhante? Resposta ao mail do Glória Fácil, sff (link na coluna da esquerda). Tks
|| JPH, 21:44 || link || (0) comments |

Um humilhante mea-culpa

Eu, que mal sei línguas, a não ser um pouco do indonésio por via de um dicionário comprado numa livraria em Jacarta, meti o pé na poça. Cozy é com Z. , como JPP e JPH escreveram. Eu sabia que não devia acompanhar intelectuais. Em indonésio, cozy diz-se menyenangkan, mas já ninguém vai acreditar em mim. Prometo esforçar-me em tornar-me uma pessoa mais cozy postando receitas de cozinha.
|| asl, 21:32 || link || (0) comments |

Vale e Azevedo

Na vida real Vale e Azevedo esteve livre aí durante uns 30 segundos. Já no blog mais rápido do mundo essa liberdade durou aí uma hora e um quarto. E depois dizem que isto na blogosfera não é cozy. Se isto não é cozy o que é cozy?

PS - Agora a sério: estivémos perante mais um momento extraordinariamente prestigiante para a justiça, não acham? Enfim, é lá uma coisa entre lampiões, eles que se entendam.
|| JPH, 21:01 || link || (0) comments |

Mais Emanuel Félix

Alexandre Monteiro, que anda No Arame, enviou-nos aquele que considera ser o mais bonito dos poemas de Emanuel Félix, o poeta terceirense que morreu no fim-de-semana



"Apelo de Urgência":

De Rutland Sq., Boston, Massachussets, mandaste as boas-festas.
Depois, vi-te em Bruxelas, na Grand'Place, mas nada foi possível,
porque conduzias uma excursão turística
e o autocarro
ia partir, na hora.

Em Ruão, encontrámo-nos, na Rue de L'Horloge.
E em Paris, na esplanada de um café, em Saint André-des-Arts.
Mas nada dissemos um ao outro
porque tivemos medo de que nenhum de nós fosse um ou o outro.

Em Ottignies, nevava,
vi passar o teu rosto colado ao vidro da carruagem de
segunda classe da composição
da linha do outro lado.
Eu ia para Gent.
E tu?
Direction Liège?

De então para cá, tenho-te visto, juro,
atravessando uma rua qualquer de uma qualquer cidade
de qualquer documentário cinematográfico
ou, súbito, ao passar,
numa qualquer fotografia de jornal.

Entretanto,
este breve postal de Tientsin :
"From China, with love".

E não assinas Laura,
não te chamas Beatriz
nem Annabelle Lee.

Sei, porém, o teu nome e o teu corpo,
mas não sei onde moras
(quem o sabe?).

E por isso te peço que, se um dia
(extremamente improvável)
este apelo de urgência
chegar às tuas mãos,
cair sob os teus olhos,
tombar no teu coração,
então que escrevas, escrevas logo, prontamente,
dizendo o teu país,
a tua cidade,
a tua morada.

Porque eu voltarei a cobrir a cabeça de cinzas,
calçarei as sandálias,
tomarei de novo o meu bastão de buxo,
abraçarei os parentes e os amigos
e partirei à procura
do infinitamente inefável.
|| asl, 16:50 || link || (2) comments |

Cosy

JPH, lá porque o Abrupto escreve "cozy", não devemos evidenciar seguidismo bloguístico. É "cosy", "cosy", sim, o contrário do ácido. Nós somos todos muito "cosy", até tu, JPH. Prometo para breve umas redondilhas sobre o "cosy" versus ácido na blogosfera e na vida se, entretanto, a gastrite não me atacar.
|| asl, 16:44 || link || (0) comments |

Augúrios ('post' politicamente correcto e muito 'cozy')

Ontem, pelas 11h00 da manhã, um gigantesco bando de patos cruzou os céus de Lisboa, voando ao longo do Tejo, sentido Sul-Norte. Dei por eles ao conduzir pela ponte mais linda do mundo (a Vasco da Gama). O bando, garanto, era mesmo gigantesco, nunca vi tão grande, esticava-se por, à vontade, aí uns 500/800 metros. Fiquei a pensar: o que significa? É a Primavera? Um terramoto em gestação? Ou iam só almoçar a Vila Velha de Ródão? Que augúrios se escondem naquela formação? Um passarólogo que me esclareça. Obrigado.
|| JPH, 12:40 || link || (0) comments |

quarta-feira, fevereiro 18

Para a Ana

Eu tenho um piercing. Não sei é se é "ostensivo"...
|| mjo, 21:06 || link || (0) comments |

"Sobre a blogosfera"

Sendo um optimista por natureza, saliento JPP já constata que há algo de positivo na "afluência de jornalistas" à blogosfera: o "efeito de transparência".

Noto, porém, que o Abrupto não se deixou, ainda, infectar por esse dito "efeito de transparência". Limita-se a falar "nalgum dos blogues então criados" por "jornalistas políticos" (repararam na perfidiazinha? "Jornalistas políticos" e não "jornalistas de política").

Como de costume é-lhe totalmente impossível chamar os bois pelos nomes - dizer de quem exactamente é que fala. Daí que eu conclua que o tal "efeito de transparência" não o atingiu. Eu, pelo meu lado, enfio totalmente a carapuça porque o Glória Fácil é, que eu tenha conhecimento, o único blogue composto exclusivamente por jornalistas de política.

Ora esta mania de enfiar sempre tudo no mesmo saco é justamente um dos defeitos que JPP mais critica nos jornalistas. Estes produzem teoria geral sobre os "políticos" a propósito da drª Fátima Felgueiras e JPP, como político, não gosta (o que muito se compreende). Mas depois comete exactamente o mesmo erro - e tão mau como um "jornalista político" só mesmo um "político jornalista".

Enfim: compreendo JPP. Se não tivesse partido da tal generalização sobre os blogues de jornalistas não tinha, depois, nada para dizer. Ficava sem matéria. É preciso trabalhar pelas audiências, eu sei.
|| JPH, 15:54 || link || (0) comments |

O Pipi e o capitalismo

À pala do lançamento do livro do Pipi já se realizaram pelo menos dois (qu'eu saiba) encontros blogueiros, um em Lisboa e outro no Porto. Tudo muito bem, o que faz falta é animar a malta.

Mas o que temos, agora, é o seguinte:
1. Um livro que contém o melhor do blogue.
2. Um blogue desactivado (mas sem certidão de óbito passada pelo autor, o que irrita).

Por outras palavras: depois do livro (que não acrescentou nada, excepto uns cifrões para o autor e para a editora) acabou-se o Pipi. Foi este o belo resultado da edição. Um homem tenta encontrar virtudes no capitalismo e depois acontece-lhe isto. 'Tá mal!
|| JPH, 15:16 || link || (0) comments |

"Ecos"

VLX, do Mar Salgado, critica-me por não o citar "correcta e completamente". Esse meu defeito fá-lo ficar com a "impressão" - que afirma "certamente errada" - de que eu tenho "manifestas dificuldades na leitura e interpretação de textos".

Enfim, o que tenho a comentar é que VLX não disse (deve ser da falta de tempo) onde, precisamente, é que eu o citei incorrectamente. Ou seja: não sei do que fala. E como tal sinto-me desarmado para responder.

Podemos continuar neste jogo, se quiser. Mas isto, convenhamos, é como se eu fosse guarda-redes e VLX me estivesse a marcar "penaltis" para uma baliza imaginária que ele próprio colocaria à medida da direcção dos seus remates. Fosse a bola para onde fosse VLX poderia gritar "golo!". E eu encolheria os ombros. É o que estou a fazer.
|| JPH, 13:02 || link || (0) comments |

terça-feira, fevereiro 17

Ainda mais serviço público

Às 4h00 da manhã o seu bebé acorda a ferver em febre. Precisa urgentemente de um Benuron mas o "stock" caseiro esgotou-se. Percebe então que tem de ir a correr a uma farmácia de serviço. Só que não tem nenhum jornal em casa. Solução imediata: liga o Glória Fácil e clica, na coluna da esquerda, em "Farmácias de Serviço". Problema resolvido. Escusa de agradecer. Estamos aqui para servir os leitores.
|| JPH, 18:18 || link || (0) comments |

Mais serviço público

Chega a hora do ó-ó. Mas antes você quer já escolher a roupa que vai vestir amanhã. Só que não sabe o tempo que vai fazer. E perdeu a meteorologia na TV. O que fazer? Tem, a partir de hoje, uma solução rápida: liga-se ao Glória Fácil e depois, na coluna da esquerda, clica em "Meteorologia".
|| JPH, 17:23 || link || (0) comments |

Flor de Obsessão

Pedro Lomba anunciou ontem o encerramento do seu blog, o Flor de Obsessão. Muitos sinceramente, lamento. Falo completamente à vontade até porque o conheço mal (se conversamos dez minutos foi muito).

Gosto de ler o Pedro nos jornais mas a verdade é que gosto mais dele no blog. Só não se perderá tudo se o Pedro Lomba levar para os jornais o melhor da sua escrita blogueira.

Any way, gostaria de lhe fazer um pedido: que não apague o blog. E dizer-lhe um sentido hasta la vista - até porque há muito que deixei de acreditar nestes anúncios de fim de blog.
|| JPH, 15:27 || link || (0) comments |

Serviço público

Tentanto manter uma certa gravitas no nosso Serviço Público (coluna da esquerda) adicionamos aos links as chaves do Totobola, Totoloto e Joker. É só clicar Totojogos.
|| JPH, 15:16 || link || (0) comments |

segunda-feira, fevereiro 16

Universidade Rockfeller

Faz falta uma correcção a um post escrito abaixo (muito abaixo) e intitulado "Obrigado Budapeste": aqui o Glória Fácil não é visitado pela Fundação Rockfeller, mas sim pela Universidade Rockfeller, onde está parte da Memória Inventada
|| asl, 22:53 || link || (0) comments |

O que elas querem é jacarandás

Orgulhosamente suburbano me confesso. Sigo os cânones todos, à letra. Ao sábado, quando o sol brilha, contem portanto comigo e com a tribo no Parque das Nações. Aquilo é muito giro.

Neste sábado que passou lá fui eu. Escolhi aquele passeio lindo junto ao rio e em frente à nova FIL. Muito lindo, muito lindo mesmo. Vê-se logo que foi obra de grandes cabecinhas. Topa-se à légua a arquitectura paisagística de ponta, materiais muito bem escolhidos, tudo muito “inserido no ambiente envolvente” e etc e tal.

E, além do mais, imensamente pedagógico. Diria mais: pedagógico à brava. Não há arvorezinha ou arbusto que não tenha um rótulo com o nome, científico e tudo: ele é o jacarandá tropicalis (estou a inventar) para cá ou a catraponga cuninlingus (não estou a inventar) pr’ácoli.

As crianças adoram, claro está. Estas doses monstras de informação são a compensação perfeita para a ausência total de outros “equipamentos urbanos” cuja utilidade, de facto, não se percebe. Coisas estúpidas, caretas, pindéricas até, como escorregas, baloiços e assim. Quem quer saber disso, não é? Pfff…O que elas (as crianças) querem é jacarandás. E quem não perceber isto não percebe nada.
|| JPH, 21:46 || link || (2) comments |

Emanuel Félix 1932-2004

Five O’clock Tear


Coisa tão triste aqui esta mulher
com seus dedos pousados no deserto dos joelhos

com seus olhos voando devagar sobre a mesa

para pousar no talher



Coisa mais triste o seu vaivém macio

p’ra não amachucar uma invisível flora

que cresce na penumbra

dos velhos corredores desta casa onde mora



Que triste o seu entrar de novo nesta sala

que triste a sua chávena

e o gesto de pegá-la



E que triste e que triste a cadeira amarela
de onde se ergue um sossego um sossego infinito

que é apenas de vê-la

e por isso esquisito



E que tristes de súbito os seus pés nos sapatos

seus seios seus cabelos e seu corpo inclinado

o álbum a mesinha as manchas dos retratos



E que infinitamente triste triste

o selo do silêncio

do silêncio colado ao papel das paredes

da sala digo cela

em que comigo a vedes



Mas que infinitamente ainda mais triste triste

a chávena pousada

e o olhar confortando uma flor já esquecida

do sol

do ar

lá de fora

(da vida)

numa jarra parada.
|| asl, 19:37 || link || (0) comments |

Ele bloga, ele bloca

Às vezes o Daniel Oliveira telefona.
- Então o blogue?, pergunto eu
- Não é o blogue, é o Bloco.
- Ah...
- É às três da tarde a conferência de imprensa.
- OK. E como vai o blogue?
- Agora não estou a pensar no blogue. É o BLOCO!
- Tens gostado do Glória Fácil?
- Não quero saber, o Glória Fácil não vai a conferências de imprensa do Bloco.
- Eu gosto do Barnabé.
- Que chatice, quero falar do Bloco.
- Pronto, Daniel, bloca.
|| asl, 19:18 || link || (0) comments |

Véu e 'piercings'

Ao véu, enfim, habituámo-nos todos desde pequeninos. Eu não me habituo é aos 'piercings', nomeadamente aos "ostensivos". Aquilo, confesso, soa-me a opressão - à opressão da moda, da ditadura do clã, do masoquismo, etc. Tenho oscilado entre destilar ódio aos 'piercings' ostensivos (em privado) e mostrar compreensão pelo direito à diferença (em público). Mas acho que sim, e bem visto o exemplo francês, chega de hipocrisias. Proponho que os fanáticos da religião dos "piercings" ostensivos sejam proibidos de entrar em escolas públicas e repartições (pronto, podem andar de metro).
|| asl, 18:56 || link || (0) comments |

ADMs (outra maneira de discutir a guerra)

Vá lá, façam-me esta pergunta...
- Qual?
- Esta: tu serias agora capaz de dizer que o Bush e o Blair fizeram muito bem em ter lançado a guerra do Iraque se tivésse sido comprovada, sem sombra de dúvida, que o Saddam tinha mesmo armas de destruição massiva?
- Repete...
- Ó pá, se agora tivessem encontrado as tais ADM, tu eras capaz de reconhecer que afinal o Bush e o Blair tinham feito muito bem em ter invadido aquilo?
- Eu...(pausa)...não.
- Não porquê?
- Ó meu, é uma conversa muito longa. Vamos jantar?
- Fixe, 'bora aí.
|| JPH, 17:34 || link || (0) comments |

Um poema de Budapeste

Um poema chegado agora de Budapeste, a compartilhar com todos os leitores do Glória Fácil


PEQUENO ALMOÇO OUTONAL


Eis o que trouxe o Outono. Frutas frescas
na travessa de vidro. Uva pesada de cor
verde esmeralda, pera enorme de luz jaspe,
e cada uma resplandecente joia.
Uma gota de agua escorre de um fruto repleto
e voa como um diamante.
Eis a pompa, indiferente e serena,
perfeicao que em si propria se fecha.
Preferiria viver. Mas ja alem as arvores
com suas maos de ouro me acenam.

DESZO KOSZTOLANYI (1885 - 1936)
(tradução do
falecido
Zoltan Rozsa)


|| asl, 11:21 || link || (0) comments |

quinta-feira, fevereiro 12

"Case study"

Agora por falar nisso, eu gosto muito de ouvir falar salazaristas. Interesso-me pela conversa, leio os textos do prof. Soares Martinez, gosto de ouvir falar salazaristas velhos, mas aprecio, sem dúvida, pela sua qualidade de "case study", o discurso de salazaristas mais jovens. A história é como o latim, é a basezinha.
|| asl, 22:21 || link || (0) comments |

Esta vida de marinheiro

Isto é tudo muito difícil. Eu acho que temos um rumo, mas há sempre aquele problema do homem do leme. Proponho, à semelhança do que está a fazer o FNV do Mar Salgado, uma reunião. Esta vida de marinheiro também está a dar cabo deles.
|| asl, 22:17 || link || (0) comments |

Glória sem rumo

"Acredite na glória fácil, nós temos um rumo, sabemos o que queremos para o blogue, não temos sabido é passar a mensagem".

Tou contigo Ana! Aliás, até acho que devíamos colocar esta frase no cabeçalho do Glória Fácil.
|| mjo, 22:13 || link || (0) comments |

Membosankan

Um utente (Duarte Osório) envia um mail a queixar-se que o blogue está chocho. Em indonésio - traduzido a partir do "boring" - quer dizer que está membosankan. Camarada utente, a retoma está próxima. Acredite na glória fácil, nós temos um rumo, sabemos o que queremos para o blogue, não temos sabido é passar a mensagem (de onde é que eu tirei isto?).
|| asl, 16:41 || link || (0) comments |

quarta-feira, fevereiro 11

Kadang-kadang (II)

Isso das palavras indonésias tem muita graça, Ana. A língua, que tem como raiz o malaio, foi literalmente inventada desde a independência do país. Antes desse momento não se pode dizer que o chamado "bahasa indonésio" existisse. O país nasceu sem língua oficial - e por isso tiveram que a inventar.

Inventaram palavras como bisnis. A mim divertiu-me imenso saber que significa negócio. Sibilem os ésses e percebem logo de onde vem. Esta veio do inglês mas muitas outras vieram de outras línguas, por exemplo do português.

Outra palavra muito interessante é merdeka. Houve quem se espantasse lendo em paredes de Jacarta "Merdeka Xanana", quando o homem ainda estava preso. E avenidas Merdeka e alamedas Merdeka. Um dias destes, no Mar Salgado, houve até quem tivesse referido a "propalada ausência de merdeka" em Portugal, antes do 25 de Abril.

Merdeka, já perceberam, significa liberdade - e itanto há a dizer sobre isto que o melhor mesmo é não dizer nada. Bem, só uma coisinha: para os indonésios liberdade diz-se merdeka. Na luso-blogosfera quem acha isso é o senhor Vasco Lobo Xavier. (Desculpem, não resisti).
|| JPH, 21:10 || link || (0) comments |

Fim do mono

Anúncio: a MJO abriu o "blogger". A coisa promete. Isto estava demasiadamente mono.
|| asl, 20:31 || link || (0) comments |

Agradecimento

Só para sublinhar que fico muito contente por ter descoberto que o L.F.C.M. é um leitor do Glória Fácil. Obrigada
|| mjo, 20:19 || link || (0) comments |

Kadang-kadang

Em bahasa indonésio, kadang-kadang significa ocasional. Kadang kadang ou sekali-sekali. Este blogue - e muitos outros - é kadang kadang, ou sekali-sekali. Não sei grego, mas traduzo o "bahasa" indonésio, com a ajuda de um dicionário de bolso english-indonesian, indonesian-english. Com o desaparecimento nos últimos dias dos meus companheiros de blogue, estou a sentir-me sendirian, ou seorang diri. (sozinha, traduzido de "alone")
|| asl, 19:26 || link || (1) comments |

Obrigada Budapeste

O "site meter" não engana e as maravilhas da técnica permitem ao "blogger" saber algumas coordenadas de quem o lê: os servidores deixam rasto.
Pois eu já sabia da moderada popularidade deste blogue junto do Banco Mundial (relativamente à qual existem algumas pistas) e na Fundação Rockfeller (que permanece um insondável mistério). De vez em quando alguém do Brasil vem até aqui, a França é visita habitual, o Reino Unido, etc.
Ultimamente, percebi algumas visitas de um servidor aparentemente húngaro. Este fim-de-semana confirmei - e identifiquei - suspeitas. É de Budapeste e enche-nos de orgulho. Obrigada, L.F.C.M.
|| asl, 17:01 || link || (0) comments |

Dah!

Até há pouco eu não sabia o que era "dah!", mas um dos meus interlocutores mais frequentes, nos últimos tempos, não consegue passar um dia sem repetir várias vezes "dah!". Por indução, percebi que a ideia era negativa, ao jeito de uma interjeição. Perguntei-lhe como se escrevia - ele disse que depois do d, do a e do h, acabava num ponto de exclamação. Ultimamente quase tudo o que eu digo é "dah!".
|| asl, 13:17 || link || (0) comments |

Nascidos no Estado Novo

Há vantagens nisto, há vantagens. Nós, os nascidos antes de 1974, escapamos à proposta desse cérebro do pensamento liberal named Fernando Ulrich que quer a liberalização total do mercado de trabalho para os nascidos depois de 1974.
|| asl, 13:04 || link || (0) comments |

terça-feira, fevereiro 10

Livros menos prezados

Há aqui alguns quilos de livros que menos prezo: foram ficando. Alguém os ofereceu e não foram para casa. Alguns porque estão aqui melhor - "Uma ideia para Portugal", de José Manuel Durão Barroso and so on - outros porque não foram para o lixo em tempo útil, ou porque algum dia podem servir para qualquer coisa. (Os que mais prezo não estão aqui ou apenas sobrevoam por dias)
No meio desta improvisada "estante", apareceu um "Dicionário de Citações" de Antero de Quental.
(Quando se chega a Ponta Delgada pela primeira vez o anfitrião leva sempre o visitante a passar junto ao Convento da Esperança e diz foi naquele banco que o gajo se matou)

Em J, de Jornais, está "compilada" esta citação:

"Labora em ilusão supor que é possível criar e fazer durar uma publicação superior em moralidade e ilustração ao nível moral e intelectual do público. É ilusão supor isso, porque não lendo ninguém senão o que lhe agrada, o público nunca favorecerá senão o que estiver à sua altura, e por isso o jornal, para durar, será sempre e necessariamente o espelho lisonjeiro do público e não o seu mestre severo. Os jornais só sobrevivem fazendo-se confidentes da comédia do público, das suas paixões, dos seus erros, das suas ilusões, e não os seus apóstolos".

A maior parte das conversas vem do século XIX ou dantes.

|| asl, 18:59 || link || (0) comments |

Matrimónio, bons costumes e "franchising"

No meio da confusão da caixa de mensagens, apareceu esta. Como diria o Pacheco Pereira, é todo um programa!

"Amore Nostrum - Agência Matrimonial", orgulha-se de desempenhar, em sociedade, um papel activo e necessário: o de ajudar e incentivar à felicidade a dois!

O Dia de S. Valentim é já no proximo Sábado, dia 14, assinalando uma data muito especial para todos aqueles que Amam!

Somos uma empresa inovadora, sociedade por quotas de capital e concepção 100% portugueses, constituída em Março de 2003 e com agências no Porto (Rotunda da Boavista), Coimbra (Av. Fernão de Magalhães) e em Vila Real (Largo do Pioledo). Estamos em fase de expansão e oferecemos a possibilidade de franchising no nosso "bonito jardim à beira-mar plantado"!

Apenas aceitamos inscrições de pessoas livres e não casadas. Consideramo-nos uma agência matrimonial discreta e de prestígio, agindo completamente dentro dos bons costumes. Exigimos comprovativos diversos e agimos de forma confidencial.

Assim sendo, fazêmos-lhe o Convite de visitar a nossa página de internet em www.amorenostrum.com .
|| asl, 14:00 || link || (0) comments |

Arrumações

Começar a semana de trabalho à terça é melhor que começar à quarta: à quarta há uma sensação de descontrolo, porque resta pouca semana. À terça, ainda assim, tudo me parece desorganizado. Haverá um dia em que esta secretária será um sítio decente: hoje já dois quilos de jornais velhos e os cartões de boas-festas foram para o lixo.
Não gosto de deitar papéis ao lixo, o que provoca alguma confusão aqui à volta - mas no caso dos cartões de boas-festas, sempre me pareceu muito chato deitá-los ao lixo. Vou adiando, mas, caramba, estamos em Fevereiro. Hoje, mandei passear o sentimentalismo bacoco: foi tudo pela borda fora. Ficou arrumado um terço da secretária.
Segunda etapa: limpar o mail. Ao lixo habitual, somam-se agora infinitas mensagens loucas, por causa do tal vírus. Suponho que "deletei" mais de cinquenta mails doidos. As arrumações são muito cansativas.
|| asl, 13:46 || link || (1) comments |

La falta que me haces, Montalbán

A falta que o gajo nos faz. Às segundas-feiras, particularmente. Ou em momentos destes, para desmontar como mais ninguém o consegue fazer, as "bromas" de George Bush, em que esta recente entrevista em que se declarou "presidente de guerra" foi exemplar.
Faz-me falta genericamente, mas às segundas custa-me ver sempre Eduardo Mendoza no seu lugar na última página do "El Pais". Mendoza não é um cronista por aí além. Mendoza escreveu dois grandes livros, quando era novinho - "A Cidade dos Prodígios" e "A Verdade sobre o Caso Savolta" - e depois desandou em menoridades. Relativamente ao último, talvez isto seja uma enorme injustiça: "Una comedia ligera" ocupa-me dois centímetros de estante e acho que não passei da pág. 20. Acontece.
|| asl, 13:06 || link || (0) comments |

segunda-feira, fevereiro 9

O Mar Salgado e o PS

Vasco Lobo Xavier (VLX), apertado pelos seus camaradas da bela nau que é o Mar Salgado, começa a ir ao sítio. Já reconhece que o regime anterior ao 25 de Abril é "necessariamente co-responsável" pelas desgraças que aconteceram nas ex-colónias após estas se terem tornado independentes.

Não tarda nada até conseguirá espantar-nos a todos conseguindo concluir 2+2 são 4. Isto acontecerá quando for capaz de produzir o seguinte raciocínio:

sendo o antigo regime co-responsável pelo que aconteceu nas ex-colónias nos pós-independências

então

também é, necessariamente, tão "criminoso" como ele (VLX) e o seu partido (o CDS) acham que o dr. Soares foi.

Enfim, talvez lá cheguemos. Entretanto, mude-se ligeiramente de assunto. Este intróito todo só serve para dizer que eu gosto muito de ver o comandante da nau, Nuno Mota Pinto, resolver as discusão entre os tripulantes sublinhando, sempre, o seu carácter plural. Parece-me bem (não ironizo).

Faz-me aliás lembrar um partido português onde o principal divertimento dos dirigentes é disparar para todo o lado, sobretudo uns contra os outros. Nesse partido, quando a fumarada da pólvora torna o ambiente irrespirável, há sempre alguém que aparece a enquadrar todo o tiroteio no carácter imensamente pluralista da organização. A coisa a seguir acalma, geralmente. E mais tarde recomeça and so on and so on and so on. Como já toda a gente percebeu, estou a falar do PS.

Sem querer ofender ninguém permitam-me que conclua dizendo que, pelo seu comportamento, o Mar Salgado é o PS da blogosfera nacional. O estranho paradoxo da coisa é que essa comparação comportamental tornou-se absolutamente incontornável assim que se juntou à tripulação um marinheiro (VLX) proveniente da ponta direita do espectro ideológico português.

PS - Espero mesmo que ninguém se ofenda. Reparem que tive o cuidado de não referenciar VLX como sendo de extrema-direita.
|| JPH, 17:46 || link || (0) comments |

Serviço público

Ali do lado esquerdo deste blogue surgiu um novo serviço aos clientes. Demos-lhe o imaginativo nome de Serviço Público. São "links" para documentos importantes. Serão acrescentados, com o tempo. Boa tarde.
|| JPH, 17:35 || link || (0) comments |

domingo, fevereiro 8

E ele a dar-lhe (III)

"A propalada falta de liberdade afligia franjas da população, alguns políticos, o PCP em geral mas não consistia um problema concreto ou diário para a maioria da população: o que a preocupava era a guerra e a ida dos seus filhos para o ultramar."
Vasco Lobo Xavier (VLX) dixit

Sim, sim, a "propalada falta de liberdade". E digo mais:
1. O "propalado" Tarrafal
2. Os "propalados" métodos de tortura na PIDE
3. Os "propalados" tribunais plenários
4. A "propalada" censura
5. As "propaladas" chapeladas eleitorais
6. O "propalado" assassinato político de Humberto Delgado
7. As "propaladas" prisões (algumas por décadas) por motivo único de pensar diferente
8. A "propalada" proibição do direito à greve.
9. Os "propalados" milhões a emigrar para a França e outros destinos, fugindo da porcaria de país criado por essa "grande personalidade" que foi o dr. Salazar.

E mais não digo - por enquanto - porque o que VLX afirma é mau demais para ser verdade. Só a "propalada" existência de liberdade agora o permite. É o lado bom desta conversa. Mas, vendo bem as coisas, VLX diz hoje coisas que já podia dizer no tempo do sr. Salazar. Já comigo isso não se aplica.
|| JPH, 18:13 || link || (0) comments |

E ele a dar-lhe…(II)

E depois de Abril de 74? Bem, fieis a si mesmo os “founding fathers” do CDS votaram, de facto, contra a tal Constituição que “imbecilmente desejava e profetizava uma sociedade socialista”. Voto minoritário e irrelevante mas a culpa é do burro do povo que nunca percebeu a extraordinária importância do CDS na vida política nacional, conferindo-lhe, por exemplo, 66 por cento dos votos, o suficiente para fazerem a Constituição sozinhos – e em vez de termos uma Lei Fundamental “socialista” tínhamos uma Lei Fundamental apregoando um Estado confessional e seguidor da “doutrina social da Igreja”. Cambada de cretinos, os do povo, é o que é! Razão tinha o Salazar, que votava por eles todos e assunto resolvido.

Aliás, há mais, ainda sobre os fundadores do CDS. Toda a gente sabe que foram eles – e não o dr. Soares – quem na verdade batalhou pela integração de Portugal na CEE. O dr. Soares, cata-vento, limitou-se a atracar oportunisticamente a este movimento e, de caminho, conseguiu enganar o povo todo e ser eleito primeiro-ministro a tempo de ser ele a aparecer na fotografia a assinar o tratado de adesão.
E, antes da adesão, em Novembro de 1975, também foram os adrianos e os freitas e os pires e os amaros das costas que enfrentaram a possibilidade, aparentemente real, de o PCP tomar as rédeas do poder – o dr. Soares, como de costume, andava a passear por Paris e limitou-se a enganar o mundo inteiro e reclamar para si o mérito. E aqui, mais uma vez injustamente, a história voltou a enganar-se e a não registar a extraordinária obra do CDS, a quem todos tanto devemos.

A história “oficial” não regista isto nem regista outros factos relevantes, ainda com o devido destaque, como por exemplo o tal papel “criminoso” de Soares na descolonização portuguesa. Eu até sei, posso garanti-lo, que Soares foi protagonista desta descolonização como de outras igualmente criminosas (vistas hoje, à distância). Por exemplo, as feitas pelos ingleses em territórios como o Iraque, Afeganistão, Índia (Paquistão, Caxemira…), Palestina. Ou não foi assim, VLX?
|| JPH, 15:51 || link || (0) comments |

E ele a dar-lhe… (I)

Vasco Lobo Xavier strikes again – e eu agradeço porque estava cá com uma falta de assunto que vocês nem imaginam. Diz ele que não deve nada a Mário Soares mas já deve ao CDS, “que num momento extremamente difícil votou contra uma constituição que imbecilmente desejava e profetizava uma sociedade socialista”.

Eu também devo imenso ao CDS. Antes do 25 de Abril eram políticos como Adriano Moreira, Freitas do Amaral, Francisco Lucas Pires e Adelino Amaro da Costa que, na mais rigorosa clandestinidade, faziam trinta por uma linha para depor o regime fundado por essa “grande personalidade” que foi o dr. Salazar. Eu sei disto, VLX também – mas somos os únicos, porque a escrita da história recente tem destas coisas, há ainda muita informação ultra-classificada, a que só raríssimas pessoas têm acesso.

Cunhais? Soares? Por amor de Deus! Esses, para além de umas prisões e de uns exílios para enganar o pagode, estavam no bem bom de Moscovo e Paris, à espera que os sacrossantos “founding fathers” do CDS lhes fizessem o servicinho sujo de derrubar o regime. Esperavam sentados, claro, porque depois de 48 anos à espera uma pessoa cansa-se, naturalmente.
|| JPH, 15:45 || link || (0) comments |

São 14h15...

...e tudo o que tenho a dizer é

bom dia

Sim, isso mesmo, bom dia. Nos fusos das pessoas civilizadas só se deseja uma boa tarde depois das 15h00. E boa noite a partir das 20h30. Assim sendo:

bom dia.
|| JPH, 14:13 || link || (0) comments |

quinta-feira, fevereiro 5

Enquadramento

Este telex chegou há bocado. Prosseguindo a onda de fazer postes copy and paste, aqui vai

A cantora norte-americana Janet Jackson foi afastada da cerimónia de entrega dos Grammy, domingo em Los Angeles, decisão tomada na sequência do escândalo de domingo no intervalo da final do campeonato de futebol americano (Superbowl).
De acordo com a AFP, a cadeia de televisão norte-americana CBS que transmite os Grammy e o Superbowl, retirou o nome do cantora da lista de apresentadores da cerimónia.
Domingo passado, durante a actuação de Janet Jackson com Justin Timberlake no intervalo do Superbowl, uma mama da cantora ficou a descoberto perante mais de cem milhões de espectadores.
Janet Jackson já pediu desculpa pelo sucedido, dizendo que "não pretendia chocar ninguém", mas não foi o suficiente para a CBS manter o convite para a cerimónia.
Justin Timberlake, que vai actuar nos Grammy e está nomeado para seis estatuetas, enfrenta ainda a indecisão da cadeia televisiva sobre a manutenção do convite.
A mama de Janet Jackson já causou tamanha polémica nos Estados Unidos que a CBS decidiu que a transmissão da cerimónia dos Grammy terá um atraso de cerca de cinco minutos, para evitar que algo parecido aconteça em directo.
Também a cadeia televisiva norte-americana ABC, que transmite os Óscares no dia 29 de Fevereiro, decidiu atrasar a difusão da cerimónia em cerca de cinco segundos.
Ainda segundo a AFP, a Comissão Federal das Comunicações, encarregada de fazer respeitar a moral no pequeno ecrã, decidiu abrir um inquérito ao sucedido no Superbowl.
|| asl, 18:06 || link || (0) comments |

À Janet Jackson, repudiada, um post de outrém

Síndrome do senhor Palomar

Queria falar de mamas. Adorava. Passei o dia a pensar no tom exacto. Andei às voltas entre a comoção, o espanto, o apreço, a recolhida homenagem, o sobressalto ou a gratidão. Mas não consigo. Sinto sempre na cara o rubor de uma estalada talvez merecida. Silvano, talvez tu, com tesão sem vergonha, conseguisses. Chamo a esta inibição o síndrome do senhor Palomar*. Talvez um dia, depois do divã, eu consiga. Estou curiosíssimo.


*de Palomar (O seio Nu), Italo Calvino, editorial Teorema, 1985

// posted by Luis @ 12:45 AM
|| asl, 18:01 || link || (0) comments |

Homens muito muito muito belos

Algumas mulheres que eu conheço quando vêem um homem muito muito muito belo (não estou a falar de homens muito belos, mas de muito muito muito muito belos), essas mulheres de que falo quando lhes aparece um homem muito muito muito muito belo (e explicar o que no limite é isso não cabe num 'post'), essas mulheres, portanto, quando tropeçam em homens muito, muito mesmo, muito, muito e muito belos

agarram-se às paredes e esperam que passe.
|| asl, 13:59 || link || (0) comments |

quarta-feira, fevereiro 4

Je ne regrette rien, o caraças.

O "Universos Desfeitos" escreveu este texto sobre o arrependimento. Uma das coisas mais irritantes que conheço é o maralhal a repetir Edith Piaf e a esganiçar "Je ne regrette rien". O caraças, se me permitem.

A de Arrependimento

Para alguns, o arrependimento é um sinal de debilidade intelectual. O que mostra o quanto é problemático assumir tal estado de consciência. Por outro lado, há os que notam no arrependimento uma certa dignidade, para não dizer coragem. O que equivale a dizer que o arrependimento, quando se transforma em acção, sublinha com a cor da honestidade o carácter do arrependido. Desconfio sempre das pessoas que asseveram nunca se arrependerem. Talvez porque não consiga entender o arrependimento senão no domínio das condições sem as quais não faz sentido falar de natureza humana. Uma pessoa que nunca se arrependa cinde-se daquilo que modela a sua própria condição. O arrependimento é não só uma das razões de sermos livres, mas também, se virmos melhor, aquilo que mantém consistente a nossa própria humanidade. É a consciência de que poderia ter agido de outra forma e o princípio pelo qual procurarei redefinir o oriente que deverá reger as minhas acções futuras.


|| asl, 20:52 || link || (0) comments |

Diário de Pavese

Dois dos melhores blogues nacionais - este e este - elogiaram, há poucos dias, o futuro lançamento de "A Rosa", de Robert Walser. Não é para menos. Walser é um dos melhores escritores do século XX, mas continua (sobretudo em Portugal) a ser remetido ao esquecimento. Por isso, nunca será demais saudar o Francisco Vale, tradutor e director da Relogio d'Água, que, depois de "O Salteador", brinda os leitores portugueses com "A Rosa".
Na lista de novos lançamentos da editora há ainda um outro título que merece toda a atenção possível: trata-se do diário de Cesare Pavese, "O Ofício de Viver", cuja tradução foi recuperada de uma primeira edição nos anos 70. Há cerca de um ano atrás, e devido à dificuldade de encontrar o livro (mesmo nos alfarrabistas), comprei a tradução espanhola em Madrid. Belíssima. Sem cortes nem censuras. Tal como a nova edição da Relógio d'Água, que resgatou os excertos censurados na década de 70.
|| mjo, 20:05 || link || (0) comments |

Arma química só a coca estava à mão

Discurso de Colin Powell, em Fevereiro de 2003, recordado na edição de hoje do "Pais" vizinho, num exclusivo com o Washington Post, a quem o general deu a entrevista:

1. "Sabemos por fuentes que una brigada de misiles a las afueras de Bagdad dispensaba lanzacohetes y piezas de artillería con material químico a varias localidades"

2. "Nosotros tenemos fotos de satelite que indican que se han transportado materiales prohibidos desde instalaciones de armas de destrucción masiva".

3. "Tenemos descripciones de primera mano de fábricas de armas biológicas móviles, sobre ruedas. Los camiones y vagones se mueven fácilmente e están diseñados para burlar la búsqueda de los inspectores".

4. "Saddam nunca ha dado cuenta de una gran cantidad de armas químicas: 550 piezas de artillería com gas mostaza, 30.000 municiones vacías y recursos suficientes para incrementar el arsenal y llegar a 500 toneladas de agentes químicos".

5. "Desde 1998 los esfuerzos (de Sadam) para reconstruir su programa nuclear se han centrado en adquirir el tercer y último componente: suficiente material de fisión para causar una explosión nuclear... Sadam Hussein está decidido a hacerse com la bomba atómica".
|| asl, 14:38 || link || (0) comments |

Sei lá, by Powell Rebelo Pinto

Colin Powell dá hoje uma entrevista ao "El Pais".

P. Si el director de la CIA, George Tenet, o el ex-inspector Kay hubieran dicho, hace un año, que no había arsenales, habría recomendado la invasión, a pesar de todo?

R. No lo sé. No lo sé, porque los arsenales fueron el ultimo factor que transformó la situación en una amenaza y un peligro más real e inminente para la región y el mundo. Ahora bien, lo cierto es que la opinión de los servicios de información, representados por George Tenet, además de otras fuentes en el Reino Unido y otros servicios de espionaje, indicaba que sí existía el arsenal. No puedo pensar ahora en la hipótesis contraria ni en qué habría hecho.
|| asl, 14:29 || link || (0) comments |

terça-feira, fevereiro 3

Crise de identidade

O que eu tenho para dizer demorava a apurar. Não consigo aprimorar para o blogue. Este meio é muito difícil. Infatiliza-me estupidamente. Nada do que aqui escrevo diz o que quer que seja a meu respeito - sou muito mais chata do que isto. Não encontro a palavra certa: a ternura sai-me pirosa, o humor bacoco, a mensagem imperfeita e tonta. Vou jantar.
|| asl, 22:09 || link || (2) comments |

Alguma coisa acontece

Alguma coisa acontece no meu coração
Quando cruzo Ipiranga
e Avenida São João


Caetano Veloso, Sampa

|| asl, 21:56 || link || (0) comments |

Alto e bonito

Vásquez Montalbán tornou-se escritor para ficar alto, bonito e loiro. But Manuel Rivas why?
|| asl, 17:54 || link || (0) comments |

Manolo voltou

"Gostaria de chegar a velho para explicar a um neto que tenha: há os que plantam o milho e os que pisam o milho".

excerto do conto "Chiapateco", incluído no livro "As Chamadas Perdidas", de Manuel Rivas (D. Quixote)

Regressamos à Galiza.



|| mjo, 11:49 || link || (0) comments |

segunda-feira, fevereiro 2

Futebol e política

O mundo da política nacional conheço-o eu relativamente bem: as pessoas, os tiques, as paixões, os carácteres, os projectos, as ambições, os ódios, as fidelidades, as cambalhotas, etc, etc, etc. Conheço bem, como espectador privilegiado, por via da minha profissão.

Já não posso dizer o mesmo do mundo da bola. Deste sou só espectador: pelo que vejo, pelo que leio, pelo que oiço e por conversas ocasionais com camaradas jornalistas especializados na matéria - os quais (os que conheço) me merecem o máximo respeito.

Feitas estas ressalvas gostava de dizer uma coisa definitiva: a mim nunca me hão-de apanhar a acompanhar jornalisticamente os futebóis. Quem me quiser ver pelas costas é só pedir-me para o fazer.

Ambos os mundos têm momentos bons e momentos maus. Dos bons não vale a pena falar - são bons e pronto. Nos maus é que sinto a diferença. A diferença entre o mundo da política e o mundo do futebol é a diferença entre o enjôo e o vómito. Respectivamente.
|| JPH, 16:44 || link || (0) comments |

Uma semana depois

Fez ontem uma semana que nos morreu na sala de estar um futebolista muito moço, loiro e bonito. Ficou o país parvo de espanto. Uns verbalizaram, outros não - foi o meu caso, por não saber o que dizer (ou melhor: como o dizer).

No mundo da bola decretaram-se automaticamente tréguas e percebe-se agora porquê. À boleia deste inesperado "luto" alguns "agentes" da bola recuperaram forças para o seu desporto favorito: refocilar na bosta. E finda a trégua, as performances melhoraram, obviamente. O "luto" tem, como se sabe, propriedades regenerativas. É isso e dormir uma sesta.
|| JPH, 13:22 || link || (1) comments |

Marcelo e as triplas

Há uma semana o prof. Marcelo anunciou na TVI que o cabeça de lista do PS às europeias seria António Costa. Ontem anunciou que afinal já não, será o prof. Sousa Franco. Para a semana, prevejo, dirá que pode ser uma terceira figura. E quando o nome for finalmente revelado aposto tudo em como o prof. recordará ter já feito o prognóstico, certeiro, claro. No totobola da política não há como usar triplas. É assim que se conquista "credibilidade".
|| JPH, 12:21 || link || (0) comments |